Monte Fuji durante festival Shibazakura

Roteiro no Japão: meu roteiro real de 15 dias

Reading Time: 33 minutes

Tóquio, Kyoto, Osaka, Nara, Himeji e Kawaguchiko (Monte Fuji)

Roteiro no Japão – resumo:

  • Trajeto: Tóquio (chegada) → Kyoto → Nara (bate-volta) → Osaka → Himeji (bate-volta) → Monte Fuji/Kawaguchiko → Tóquio (final)
  • Transportes principais: Metrô, trem e Shinkansen (trem-bala)
  • Sem tempo pra montar o roteiro? Conheça o roteiro personalizado do Entre Destinos

Viajar para o Japão é um sonho, mas confesso que planejar o roteiro não é das tarefas mais simples. São muitas atrações imperdíveis, você quer fazer tudo. Além disso, você vai passar praticamente um dia dentro do avião viajando para lá e um outro dia inteiro voltando, ou seja, não dá pra ir tão longe e desperdiçar tempo, né?

Eu tive “apenas” 15 dias inteiros para fazer minha viagem (sem contar ida e volta). Mesmo com “pouco tempo”, com muito planejamento consegui organizar um roteiro no Japão bem estruturado e aproveitar muito bem os 15 dias inteiros que tive por lá.

Por isso resolvi compartilhar exatamente o roteiro que fiz, dia a dia, com os valores reais que pagamos e as decisões que tomamos no caminho. A ideia aqui não é te entregar um roteiro engessado para copiar e colar, mas te dar uma base real de como amarrar tudo e adaptar do seu jeito, combinado?

Meu roteiro no Japão de 15 dias em resumo:

Dias 1–6 → Kyoto

Templos históricos + Arashiyama + Gion + Bate-voltas para Nara e Himeji

Dias 6–9 → Osaka

Universal + Dotonbori + Castelo de Osaka + Shinsekai + Katsuo-ji

Dias 10–12 → Kawaguchiko

Monte Fuji + Festival Shibazakura + Chureito Pagoda + Yagizaki Park

Dias 12–15 → Tóquio

Shinjuku + Shibuya + Asakusa + Akihabara + Harajuku + TeamLab Planets + Tokyo Tower

Visão geral do trajeto

Base Dias Bate-volta Ritmo
Kyoto 5 Nara + Himeji Intenso
Osaka 4 – Intenso
Kawaguchiko 2 – Tranquilo
Tóquio 4 – Moderado

Para quem esse roteiro no Japão funciona?

Este roteiro funciona bem para quem:

  • está viajando pela primeira vez no Japão;
  • quer combinar Japão tradicional e grandes cidades;
  • não se importa em caminhar bastante;
  • não tem mais do que 15 dias inteiros para viajar;
  • quer incluir o Monte Fuji sem bate-volta;
  • precisa otimizar o pouco tempo no Japão

Talvez não seja o melhor para você se:

  • prefere viajar devagar;
  • quer incluir Hiroshima, Miyajima ou os Alpes;
  • prefere deixar bastante tempo livre.

A parte boa é que você pode usar esse roteiro como inspiração e ajustar quantidades de dias e trajeto.

Fase 1 – Kyoto: 5 dias de templos, trilhas e tradição

Eu não sei se palavras serão suficientes para descrever Kyoto. Sério, é uma cidade espetacular.

Kyoto é a antiga capital do Japão e uma cidade conhecida por ser tradicional e conservar muito bem a cultura japonesa. Ela reúne vários templos clássicos budistas, jardins belíssimos, santuários xintoístas e casas de madeira tradicionais, bem como tradições milenares que encantam os turistas.

Quer montar seu roteiro por Kyoto? Veja também nosso guia completo de Kyoto.

Dia 1: Chegada em Tóquio + deslocamento para Kyoto

Roteiro do dia: Chegada em Tóquio → Deslocamento para Kyoto → Descanso

Ritmo do dia: Leve

Descrição

Diferente do que a maioria dos turistas faz, ao invés de fazermos Tóquio primeiro, preferimos ir direto para Kyoto. E essa decisão teve um motivo bem específico: chegamos ao Japão um pouco antes da Golden Week, então entendemos que faria mais sentido irmos primeiro a Kyoto e Osaka para estarmos em Tóquio durante a Golden Week, já que é um período em que os japoneses também viajam muito pelo país. Poderíamos ter, por exemplo, chegado pelo Aeroporto Internacional de Kansai (Osaka), mas financeiramente estava valendo mais a pena chegar em Tóquio e viajar para Kyoto/Osaka.

Nosso voo pousou em Tóquio (Haneda) no início da tarde. Nossa rota foi: São Paulo – Washington DC / Washington DC- Tóquio, operada pela companhia United (parceria com a ANA – All Nippon Airways). Ambos os voos foram excelentes!

Dentro do próprio aeroporto de Haneda, pegamos a Keikyū Airport Line até a Shinagawa Station (19 minutos) e de lá o Tokaido Shinkansen direto para Kyoto (2h02 de viagem, cerca de R$555 por pessoa – Abril/2025). Chegando na estação de Kyoto, foi só uma caminhada de 3 minutos até o hotel. Como chegamos à noite, apenas descansamos para o dia seguinte.

Escolhemos o Hotel Keihan Kyoto Grande e foi a melhor escolha que poderíamos ter feito! Quarto confortável, café da manhã perfeito, pijaminha para dormir e diversas “amenities” à vontade, sem falar da localização perfeita. Era só atravessar a rua (ou um túnel subterrâneo) para chegar à Estação de Kyoto. Recomendo DEMAIS!

Dia 2: Kyoto – Nara – Kyoto (bate-volta)

Roteiro do dia: Bate-volta Kyoto-Nara →  Parque de Nara →  Templo Todai-ji→ Volta Kyoto →  Treinamento Samurai →  Ramen no jantar

Ritmo do dia: Moderado

Descrição

Logo no dia seguinte à chegada, fizemos um bate-volta para Nara, saindo de Kyoto de trem (Express Kintetsu-Nara, cerca de R$30 por pessoa, ida). 

O roteiro em Nara girou em torno do Parque de Nara, que é gratuito e conhecido pela presença dos famosos veados soltos. E são muitos, viu? hahaha. Quando você percebe, já tem dezenas próximos a você procurando bolachinhas. Essas bolachinhas em questão são os shika-senbei, feitas de farelo de arroz. São vendidas em pequenas banquinhas ao redor do parque. 

veados em nara
Veados em Nara – Acervo Pessoal

O mais bonitinho é que eles aprenderam a fazer reverência rs para conseguir comida. Só por favor: não dê nada além das bolachinhas para eles, ok?

⚠️

Cuidado: Esses bichinhos são fofos, mas podem se tornar agressivos ao sentirem o cheiro da bolachinha, podendo cercar ou morder levemente as roupas, ou você, se demorar para entregar a comida. 

Após o parque, caminhamos para o Templo Todai-ji, logo ao lado. O ingresso custa 600 ienes (Abril/2025) e te permite entrar no Daibutsuden. O salão é a maior edificação em madeira do mundo e abriga uma estátua de bronze do Buda com 15 metros de altura, uma das maiores do Japão. É realmente impressionante! 

Nara Todai-ji
Entrada do Templo Todai-ji em Nara – Acervo Pessoal

Logo ao lado observamos o Templo Kofuku-ji, que conta com um pagode de cinco andares, sendo o segundo pagode mais alto do Japão e um símbolo de Nara. Infelizmente, o pagode está em obras desde 2023, portanto está coberto por andaimes. O ingresso vai de 500 a 1600 ienes, dependendo de quais e quantos salões você quiser visitar.

O passeio completo foi de manhã cedo até o começo da tarde. Voltamos para Kyoto por volta de 14h.

Ingresso para Templo Todai-ji em Nara
Ingressos para o Templo Todai-ji – Acervo Pessoal

De volta a Kyoto, descansamos um pouco no hotel, já que o fuso horário não é brincadeira, antes de irmos para nossa próxima aventura: treinamento samurai. 

Confesso que não estava esperando muito dessa atividade, fiquei com medo de ser aquele tipo “pega turista”, mas meu marido queria muito fazer, então topei. E olha. Ainda bem que topei! Foi muito legal! Era um local pequeno, portanto a experiência acabava sendo mais exclusiva. Acredito que estávamos em 8 pessoas, no máximo. 

treinamento samurai
Minha sogra e eu durante o treinamento samurai – Acervo Pessoal

Entramos num dojo tradicional, vestimos a roupa tradicional e recebemos uma katana (espada) para a experiência. Além disso, aprendemos toda a história Samurai e presenciamos todo o conhecimento do Sensei, que fez uma demonstração ANIMAL. Ao final, tivemos a experiência de usar uma Katana de verdade (a de treinamento não tinha corte) para cortar um tapete enrolado (simulando um bambu) e treinar nossas habilidades recém adquiridas hahaha.

O treinamento de samurai durou quase 3 horas e foi reservado com antecedência pela Viator. Custou aproximadamente 650 reais por pessoa (Abril/2025), mas é uma experiência única que vale muito a pena reservar antes da viagem, já que costuma esgotar.

treinamento samurai em kyoto
Foto com o Sensei incrível e simpático – Acervo Pessoal

Após essa experiência fantástica, saímos sem rumo para andar pelas ruas de Kyoto em busca de algo para comer. Esse é o tipo de experiência que você PRECISA fazer no Japão. Juro juradinho que qualquer restaurante, por menos que seja, será uma experiência única e saborosa que você nunca mais vai esquecer na vida rs.

Acabamos parando no restaurante Gion Ramen (segundo o google é esse o nome rs) e comemos deliciosos guiozas, além do primeiro ramen da viagem (spoiler: ficou no meu top 3). Meu Deus, que saboroso! Foi aí que caiu minha ficha que eu estava no Japão e que o sonho estava apenas começando.

Dia 3: Kiyomizu-dera e o bairro de Higashiyama

Roteiro do dia: Kiyomizu-dera + Higashiyama + Maruyama Park + Ginkaku-ji + Gyukatsu

Ritmo do dia: Intenso

Descrição

Já falei que Kyoto é linda? rs. Eu sei que já, mas é que a cada novo dia por lá a gente se surpreendia mais e mais.

E um dos dias mais bonitos do roteiro começou cedo: fomos ao maravilhoso Templo Kiyomizu-dera. O templo fica no topo de uma montanha, com árvores o rodeando. Uma paisagem surreal! Estar lá é se perceber num Japão tradicional e calmo. Mesmo lotado, você sente a paz do local. O custo do ingresso é de 500 ienes e é pago somente em dinheiro (você verá muito isso por lá).

Templo Kiyomizu-der
Em um dos mirantes do Templo Kiyomizu-dera – Acervo Pessoal

Após a visita, descemos a ladeira em direção ao bairro de Higashiyama, passando por lojinhas, cafés, restaurantes, alguns templos menores (como o templo das bolinhas Yasaka Koshin-do). Caminhamos em direção à famosa Pagoda de Cinco Andares Hokan-ji, observamos e tiramos algumas fotos. Não achei necessário entrar.

Pagoda de 5 andares no Bairro Higashiyama
Andando pelo bairro de Higashiyamama com a Pagoda Yasaka de fundo – Acervo Pessoal

Depois, caminhamos em direção ao templo Kennin-ji, que é o templo mais antigo de Kyoto. Por lá você pode observar jardins de musgo, jardins belíssimos e pinturas. A parte mais legal é que é um templo mais vazio, bem diferente do Kiyomizu-dera que fomos no início do dia. A entrada custou 500 ienes (Abril/2025).

A partir do Kennin-ji, seguimos para o Maruyama Park, onde encontramos algumas comidinhas de rua e decidimos experimentar, além de aproveitarmos para um descanso para os pés. Você vai ler muito “caminhamos” nesse roteiro rs.

Após a paradinha estratégica, finalizamos caminhando (olha aí novamente rs) 2,5 km pelo Philosopher’s Path até o Templo Ginkaku-ji, o Pavilhão Prateado, nome que teve origem pela intenção de revestir o templo de prata, coisa que nunca foi feita. O local é lindo: cheio de árvores, muito verde e flores, lagos e uma pequena trilha na mata por trás do templo em que você consegue ter uma vista privilegiada por cima. Ele é um dos templos mais visitados da cidade, ou seja, recomendo que você visite o local logo quando abre ou no final da tarde, antes de fechar (foi quando eu fiz). O ingresso custa 500 ienes (Abril/2025).

Jardim do templo Ginkaku-ji
Jardim no templo Ginkaku-ji, Acervo Pessoal

Na volta, tínhamos a opção de pegar o 7 City Bus para a estação de Kyoto (que ficava ao lado do nosso hotel), mas tínhamos andado tanto que tiramos o escorpião do bolso e decidimos pedir um táxi rs. A experiência de pedir um táxi/Uber no Japão é FOFA rs. Os motoristas estão sempre arrumadinhos, bem vestidos, usam luvas impecavelmente brancas e te fazem entender a educação e finesse  japonesa rs.

Chegamos ao hotel no fim da tarde, tomamos um banho e decidimos sair para explorar um pouco a região mais próxima do hotel e jantar.

Caminhamos até o templo Higashi-Honganji, que foi construído no ano de 1602 e possui uma das maiores estruturas de madeira do mundo. Ele fica localizado no mesmo complexo de outro templo, o Templo Nishi Honganji, que visitamos em outro dia. A entrada é gratuita!

Templo Higashi Hongan-ji
Templo Higashi Hongan-ji – Acervo Pessoal

Após sair do templo, decidimos procurar algo para comer. Foi quando me lembrei de um restaurante famoso na internet, o Gyukatsu Kyoto Katsugyu. Como é bem famoso e geralmente possui filas imensas, fomos um pouco sem esperança. Acontece que, como era cedo, ainda tinha uma mesa vazia esperando por nós. E eu tenho que agradecer muito ao universo por isso. Foi nesse local que comemos a melhor refeição da viagem e possivelmente também de todas as viagens que já fizemos. MEU DEUS DO CÉU!

O restaurante possui o carro-chefe Gyukatsu, que é um prato composto  por bife à milanesa frito rapidamente em alta temperatura para preservar o sabor natural da carne. Ele fica crocante por fora e malpassado por dentro, e chega assim na mesa, que é quando você consegue deixar o bife no ponto que desejar na mini grelha de pedra que colocam na mesa.

A carne vem acompanhada de gohan (arroz japonês), salada de repolho ralado, misoshiru e diversos molhos e condimentos à parte. Você também pode escolher qual o corte da carne que deseja (bovina, suína). Eu nunca comi uma carne tão gostosa na minha vida. Eu me lembro até hoje que nós 3 comemos a primeira mordida e olhamos um para a cara do outro tipo “sou só eu, ou vocês também estão maravilhados?” rs. 

Os valores começam por 2000 ienes e podem chegar a 5000 ienes em cortes premium (Abril/2025). Mas vai por mim: vale a pena demais!

Gyukatsu
Gyukatsu, uma das melhores refeições que já fiz na vida – Acervo Pessoal

Dia 4: Fushimi Inari e os templos do sul

Roteiro do dia: Fushimi Inari-taisha + Tofuku-ji + Templo Sanjusangen-do + Nishi Honganji + Nishiki Market + Miyako Odori + Gion

Ritmo do dia: Intenso

Descrição

No último dia cheio em Kyoto, saímos bem cedo do hotel, já que nosso destino seria um dos lugares mais visitados da cidade e o queridinho de um roteiro no Japão: o Santuário Fushimi Inari-taisha.

Fushimi Inari-taisha é o famoso corredor de torii vermelhos, de longe um dos lugares mais fotografados do Japão. Confesso que fiquei com medo de ser só um “lugar instagramável”, mas de fato o Japão nunca surpreende negativamente rs. O local é um Santuário Xintoísta dedicado à Inari, a divindade da boa colheita e sucesso nos negócios. Por isso, você notará que atrás de cada torii existem nomes gravados. Eles pertencem a doadores (pessoas físicas, famílias ou empresas) que financiaram a construção de cada portal como forma de agradecimento ou pedido de prosperidade.

Fushimi Inari
Maravilhada com o Santuário – Acervo Pessoal

Além disso, você notará algumas estátuas de raposas (que me fizeram lembrar da minha cachorrinha, fala se não são iguais? kkkk). As raposas são tidas como mensageiras divinas de Inari.

ellie e raposa
Raposa do Santuário x Ellie, minha doguinha – Acervo Pessoal

Na sequência, visitamos o Templo Tofuku-ji, um lindo e calmo templo que te faz esquecer das multidões de turistas no Japão, você vê poucas pessoas lá dentro e consegue caminhar tranquilamente. Por lá, você precisa ter 2 ingressos separados, 400 ienes cada (Abril/2025): um dá acesso à Tsutenkyo Bridge e outro aos seus jardins.

Templo Tofukuji
Curtindo a paz do Templo Tofuku-ji – Acervo Pessoal

Saindo de lá, partimos para o Templo Sanjusangen-do, famoso principalmente por suas 1.001 estátuas de Kannon (deusa da compaixão) no salão principal, além das 28 divindades guardiãs. O local também possui um jardim tradicional encantador, que foi mais um daqueles momentos de paz que só o Japão consegue proporcionar. O valor do ingresso é 600 ienes (Abril/2025) e não é permitido tirar fotos no interior do salão.

Como se não tivéssemos visto quase nada de templos (rs), fomos no vizinho do Higashi Hongan-ji, lembra que mencionei no dia anterior? O Nishi Honganji. Ele foi construído em 1591, alguns anos antes do “vizinho”. 

Além de duas grandes estruturas de salões, o templo possui um portão, chamado de Karamon, que é um Tesouro Nacional do Japão e uma das maiores obras-primas da era dos samurais (período Azuchi-Momoyama). Originalmente construído por volta de 1598 para o lendário Castelo de Fushimi de Toyotomi Hideyoshi, ele foi transferido para o templo Nishi Honganji em 1632. Ele tem uma importância enorme, mas para além de sua importância, olha só o tamanho da beleza dele, eu fiquei hipnotizada.

Portão Karamon
Toda a imponência do Portão Karamon, no Templo Nishi Hongan-ji – Acervo Pessoal

Para nosso deleite, conseguimos chegar bem quando estava acontecendo uma cerimônia dentro de um dos salões. O templo está ainda em funcionamento, não existe só como um “museu”. Ouvimos uma espécie de “canto”, que pelo que pesquisei, era na verdade uma leitura litúrgica budista. Foi lindo poder presenciar!

Após essa imersão budista, caminhamos até o Nishiki Market. O mercado era um mercado do peixe há 400 anos, mas hoje é uma verdadeira experiência cultural e gastronômica no meio de Kyoto. Por lá, você pode encontrar uma grande variedade de alimentos frescos e em conserva, além de utensílios de cozinha e artigos em cerâmica, sem falar em restaurantes deliciosos. 

Nós escolhemos entrar no Fukiya Nishiki. Comemos karaages deliciosos e um ramen PERFEITO com frango e ovo. Recomendo demais! E no Japão é assim: pode entrar tranquilamente em qualquer restaurante que é certeza de sucesso kkkk.

ramen de frango kyoto
Comida no restaurante Fukiya Nishiki – Acervo Pessoal

Depois de mais uma voltinha pela região, finalmente encontramos um outro hit da internet que eu estava curiosíssima para descobrir se era tudo mentira: o sorvete Cremia. Spoiler: tudo verdade. O Cremia é um sorvete japonês ultra-cremoso, feito com creme de leite de Hokkaido e servido em uma casquinha de biscoito amanteigado. Pensa numa combinação perfeita! Vale a pena encontrar em alguma cafeteria ou lojinha. Você costuma encontrar na Excelsior Caffé.

Sorvete Cremia
Sorvete “hypado” Cremia, uma delícia – Acervo Pessoal

Já mais para o fim da tarde, havíamos comprado ingressos para assistir ao espetáculo Miyako Odori, um dos festivais de dança tradicional mais prestigiados do Japão, realizado anualmente na cidade desde 1872 pelas gueixas e maikos de Gion. Acontece sempre durante o mês de abril para celebrar a primavera, combinando coreografias de leques, quimonos costurados à mão, cenários sazonais e música folclórica ao vivo tocada com instrumentos clássicos como o shamisen. 

O espetáculo é lindo e emocionante, mas confesso que acabamos ficando com um pouco de sono e demos uma pescadinha na metade (não nos julguem, o fuso horário acaba com a gente kkkk). Mas é uma experiência ÚNICA se você estiver por lá nessa época.

O ingresso custa de 4000 a 7000 ienes (Abril/2025), a depender da modalidade de assento escolhida.

Após o fim do teatro, andamos um pouco pelo bairro de Gion e depois fomos direto para o hotel descansar. Claro que antes demos uma passadinha numa konbini (loja de conveniência) para pegar algo para comer antes de dormir.

Dia 5 – Arashiyama + bate-volta para Himeji

Roteiro do dia: Floresta de Arashiyama + Okochi Sanso Garden + Otagi Nenbutsuji + Ida para Himeji + Castelo de Himeji + Volta para Kyoto

Ritmo do dia: Intenso

Descrição

Mais um dia em Kyoto que acordamos bem cedinho para poder conhecer uma das atrações mais lotadas da cidade: a floresta de bambu de Arashiyama. E aí fica minha dica: vale a pena madrugar para conhecer, tá? Já tinha uma certa quantidade de pessoas quando chegamos, mas quando estávamos voltando o local estava lotado, o que para mim tira toda a paz e sentido de um local como esse.

A floresta é de fato encantadora! É muito gostoso passear caminhando e olhando a quantidade de bambus. Para os “instagramers” de plantão: a floresta rende fotos belíssimas! 

Para chegar lá, descemos na Saga Arashiyama Station, super fácil!

Floresta de bambu Arashiyama
Floresta de bambu de Arashiyama – Acervo Pessoal

De lá, seguimos rumo ao Okochi Sanso Garden, que na verdade é a antiga residência do astro do cinema japonês Ōkōchi Denjirō. O local conta com uma casa tradicional, uma casa de chá e salões budistas em meio a jardins japoneses perfeitamente planejados. Como esse também não é um passeio muito aclamado por turistas, acaba sendo um respiro no meio do caos de pessoas na floresta de bambu. Só achamos o ingresso um pouco salgado perto dos demais locais (1000 ienes em Abril/2025), mas tudo certo!

De lá, continuamos a caminhada a caminho do Otagi Nenbutsuji, passando por um agradável caminho cheio de casinhas tradicionais. Foi muito gostoso!

Por fim, chegamos ao Otagi Nenbutsuji, templo conhecido pelas suas 1.200 estátuas únicas. Outra parada bem gostosa e tranquila, já que muitos turistas dispensam esse templo. O ingresso custou 1000 ienes (Abril/2025) e, como de costume em todo templo japonês, pagamos com dinheiro.

Otagi Nenbutsuji
Estátuas no templo Otagi Nenbutsuji – Acervo Pessoal

Fechamos essa parte do dia por volta do meio-dia para seguir viagem, já que faríamos um bate-volta para a cidade de Himeji.

Para isso, voltamos para a Estação de Kyoto pegando um ônibus quase em frente ao templo. Chegando na estação, pegamos o Shinkansen de Kyoto para Himeji. O trajeto durou cerca de 1h. 

Por lá, visitamos o Castelo de Himeji, que também é conhecido como Castelo da Garça Branca. Ele data de mais de 600 anos e é um dos castelos mais bem preservados do Japão. Poucos turistas visitam a cidade e acabam dando preferência para o Castelo de Osaka, mas confesso que o de Himeji me pegou mais, sabe? Achei lindíssimo e a visita dentro do castelo é muito mais interessante. Isso sem contar as cerejeiras que cercam o complexo. 

Castelo de Himeji
O lindíssimo Castelo de Himeji – Acervo Pessoal

Ao lado do castelo fica o Jardim Koko-en (310 ienes, ou 1.050 combinado com o castelo – Abril/2025). Por lá, caminhamos para admirar o jardim japonês e a paz que esse ambiente dá pra gente. Depois, entramos na Soji-an Tea House e participamos de uma demonstração da cerimônia do chá. E aqui preciso ser sincera: para nós, foi horrível kkkkkk. Não pela experiência em si, que é muito legal de ver. Mas porque o chá é bem forte e eles também dão um docinho chamado wagashi que, para nós, tinha o mesmo gosto e textura de massinha de modelar kkkkkkkk. 

Voltamos para Kyoto quase no início da noite, pegamos algo na konbini e jantamos no próprio hotel para descansarmos logo.

Dia 6 – Templo Kinkaku-ji + Osaka

Roteiro do dia: Templo Kinkaku-ji + caminhada por Kyoto + Ida para Osaka + Dotonbori + Massagem

Ritmo do dia: Intenso

Descrição

Começamos o dia com um café bem gostoso no hotel e fomos cedo para o Templo Kinkaku-ji, o pavilhão dourado. Queríamos entrar na abertura do templo, já que é um local muito visitado. E quando entramos entendemos o motivo: que lugar absurdo! O pavilhão tem três níveis e é coberto de folhas de ouro. Um luxo, não? rs

O circuito do templo tem só uma via, ou seja, não é circular. Você entra por um local e sai por outro. Então aproveite bem cada paisagem que você gostar no caminho, pois não dá para voltar.

Para mim, o que marcou demais foi o reflexo do templo na água. Forma uma paisagem incrível, digna de pintura. O ingresso custou 500 ienes (Abril/2025).

Kinkaku-ji
Templo Kinkaku-ji e seu reflexo na água – Acervo Pessoal

Depois, nos despedimos de Kyoto com uma voltinha pela região. Encontramos algumas cerejeiras e outras árvores floridas lindíssimas pelo caminho até a estação. Às vezes, esse tipo de caminhada sem muito rumo numa viagem pode surpreender.

Pegamos as malas no hotel e seguimos em direção a Osaka. Pegamos um trem local mesmo (é bem pertinho), não há necessidade de shinkansen.

Antes de entrar no trem, compramos a famosa marmita que esquenta sozinha quando você puxa uma cordinha. Hit da internet kkkk. Durante o caminho, almoçamos a marmitinha e entendemos que era só pela diversão de puxar a cordinha, a comida não tinha nada especial rs. Mas foi bem interessante ver!

Chegando em Osaka, deixamos as malas no hotel. Optamos pelo Hotel Arashi, um hotel simples, muito bem localizado e super tranquilo. Não tinha café da manhã, mas com as konbinis por perto tudo fica mais fácil rs.

Assim que chegamos, fomos dar uma volta pelo coração de Osaka: Dotonbori. Fomos conhecer a muvuca, os restaurantes, as cores e sabores dessa cidade que destoa completamente do Japão tradicional.

Comemos comida de rua, brincamos em arcades e passamos um bom tempo explorando a famosa loja Don Quijote (Donki), que eu diria que é viciante rs.

roda gigante da donki em osaka
“Roda” gigante oval da loja Don Quijote – Acervo Pessoal

No fim da tarde, achamos que já era o momento de procurarmos uma massagem. Sim, somos os loucos da massagem em viagens rs. Sempre que podemos, reservamos um espaço no roteiro para fazer uma massagem. Vai por mim: isso te dá um momento de paz e descanso no meio da correria, dá sossego pros seus pés e te renova para continuar o roteiro com tudo.

Escolhemos o Green massage Shinsaibashi, que ficava no mesmo quarteirão do nosso hotel e nos surpreendemos com a qualidade da massagem. Na ocasião, fizemos nos pés e pernas. Mas foi tão boa que voltamos depois kkkkkkk. 

massagem osaka
Green massage Shinsaibashi – Acervo Pessoal

Fase 2 – Osaka: 4 dias de gastronomia e vida urbana

Como já falei anteriormente, depois de Kyoto, seguimos para Osaka. Uma cidade com uma energia completamente diferente do “Japão tradicional”, mais urbana e voltada para gastronomia de rua. Um caos gostoso de ver kkkk. 

Dia 7 – Universal Studios Japan

Roteiro do dia: Ida para Universal Studios Japan

Ritmo do dia: Moderado

Descrição

Para mim, esse seria um dos lugares mais esperados da viagem. Fui uma “criança Nintendo”, cresci jogando SNES com meu irmão, especialmente jogando Super Mario World. Imagina o quanto estar dentro do mundo do Mario seria especial para mim?

Universal Studios Japan
Universal Studios Japan – Acervo Pessoal

Reservamos um dia inteiro pro parque, compramos a entrada com o Express Pass incluindo acesso à área do Super Nintendo World (com hora marcada).

Não chegamos muito cedo, já que já tínhamos a hora marcada para a área Nintendo. Mas caso você não tenha comprado essa modalidade de ingresso e quiser conhecer a área, chegue antes mesmo do parque abrir para garantir sua entrada, ok?

Nintendo Universal Studios
Vivendo de novo minha infância dentro do Super Mario World – Acervo Pessoal

O parque é relativamente pequeno, especialmente se você comparar com os parques de Orlando. Isso faz com que fique muito cheio!

De qualquer forma, conseguimos chegar num horário excelente para fazer os brinquedos que mais queríamos com pouquíssima fila e depois entrar na área da Nintendo com bastante calma. Gente, foi incrível! Tanto a parte do Mario World quanto do Donkey Kong são perfeitas, parece que você está dentro da tela. Recomendo demais para as “crianças Nintendo” como eu rs.

Resumindo: foi um dia muito divertido, nostálgico e gostoso. Quebrou um pouco a rotina da viagem, o que acho bem válido numa viagem longa. 

Fomos e voltamos de metrô/trem e foi bem tranquilo e rápido. Chegamos, jantamos e dormimos.

Dia 8 – Shitenno-ji, Abeno Harukas, Shinsekai e Dotonbori a noite

Roteiro do dia: Templo Shitenno-ji + Abeno Harukas + Shinsekai + Namba Yasaka + Dotonbori a noite

Ritmo do dia: Moderado

Descrição

Começamos o dia 8 tomando nosso tradicional café da manhã de konbini e partindo para uma outra área de Osaka.

Pegamos o metrô em direção ao Templo Shitenno-ji, nada mais nada menos do que o templo mais antigo do Japão, fundado em 593, que possui um pagode de 5 andares em que é permitida a entrada. O templo é bem popular entre os habitantes de lá e achei bem vazio e tranquilo para acessar. A entrada no pátio externo é gratuita, mas existe custo para acessar algumas áreas, como o pagode de cinco andares: 500 ienes (Abril/2025).

Após essa visita, caminhamos em direção ao Abeno Harukas, um arranha-céu de 300 metros de altura e 60 andares, que até pouco tempo atrás (2023) era o arranha-céu mais alto do Japão. No 60º andar existe o observatório Harukas 300, com vista panorâmica de 360 graus. Nos andares abaixo também existem lojas, cafés e um pátio interno bem interessante. O ingresso custou 2200 ienes (Abril/2025) e compramos antecipadamente no site.

Abeno Harukas
Vista do Harukas 300, observatório do Abeno Harukas – Acervo Pessoal

Saindo do Harukas, caminhamos em direção a Shinsekai.

Shinsekai é um dos bairros mais tradicionais e também peculiares de Osaka, conhecido por preservar uma atmosfera nostálgica que remete à cidade do início do século XX. 

Caminhar por Shinsekai é uma ótima maneira de conhecer um lado mais autêntico e descontraído da cidade, bem diferente das áreas modernas da cidade. 

Sinceramente? Foi um dos passeios que mais gostei de Osaka. Lá é uma delícia justamente porque parece que você saiu da Osaka moderna e entrou em outra época: letreiros coloridos gigantes, restaurantes “raiz” e uma atmosfera que me fez sentir de volta aos anos 90 hahaha.

Caminhamos, arriscamos algumas comidas de rua, jogamos em barraquinhas de jogos tradicionais (tipo tiro ao alvo), tiramos fotos incríveis com a Torre Tsutenkaku de fundo e depois almoçamos num lugar bem simples, mas bem saboroso. Vou ficar devendo o nome 🙁.

Shinsekai
Passeando pelo bairro de Shinsekai – Acervo Pessoal

Voltamos para a região do hotel caminhando e passamos pelo Namba Yasaka, santuário xintoísta com a famosa “cabeça de leão”. Sendo sincera, nada especial por lá. É curioso ver o formato da entrada do santuário, mas não perdemos muito tempo por lá. Logo voltamos caminhando para o hotel e reservamos mais uma massagem kkkkk. Dessa vez, marcamos uma de corpo inteiro e com mais tempo. Após um dia de Universal + caminhadas pela cidade, confesso que foi PERFEITO.

À noite, ainda tivemos tempo de curtir um pouco a vibração de Dotonbori. Leds, música alta, agitação rs. É bem legal poder observar a loucura de Osaka. Acreditam que eu ouvi até a música do “Eu sou o Jonathan da nova geração” tocando BEM alto num bar? Incrível hahahaha. Ainda deu tempo para tomar mais um sorvete Cremia antes de voltar para o hotel e descansar.

Dia 9 – Templo Katsuo-ji, Minoh Fall e Castelo de Osaka

Roteiro do dia: Minoh Falls + Templo Katsuo-ji + Castelo de Osaka + Ramen no jantar

Ritmo do dia: Moderado

Descrição

No dia 9, começamos o dia um pouquinho mais tarde. Tomamos café com calma e seguimos rumo ao parque Minoh. É um local que fica um pouco mais afastado da parte central de Osaka, então leva um certo tempinho de trem. Inclusive, tínhamos pensado inicialmente em contratar uma excursão para fazer esse passeio, mas desistimos e resolvemos arriscar ir por conta própria. Deu super certo!

Chegamos na estação Mino-o Station e já iniciamos a trilha para chegar na Minoh Falls, que tem um pouco menos de 3km. A trilha é pavimentada e bem tranquila. Ao final, além da Minoh Falls e uma paisagem linda, também encontramos algumas barraquinhas de comida.

Minoh Falls
Minoh Falls – Acervo Pessoal

Voltamos até o ponto inicial da trilha e pegamos um táxi até o Templo Katsuo-ji, cerca de 10 minutos.

Confesso que estava muito ansiosa por esse templo. Fiz questão de colocá-lo no roteiro. Tinha lido coisas bem legais sobre ele, um templo mais afastado e que, consequentemente, não tinha multidões. 

O Templo Katsuo-ji foi fundado há mais de 1.300 anos e fica escondidinho nas montanhas de Minoh. Ele é conhecido como o “Templo da Vitória” e atrai visitantes que buscam sucesso nos negócios, estudos e vida pessoal. 

Para mim, o grande diferencial do Katsuo-ji é a paz! Osaka não é conhecida por ser uma cidade calma rs muito pelo contrário. Entretanto, esse templo traz toda essa calmaria em meio a uma paisagem incrível, repleta de natureza. Por lá, você encontra milhares de bonecos Daruma vermelhos espalhados por todo o complexo, que fazem parte de um ritual tradicional de resiliência onde os fiéis pintam os olhos do amuleto ao estabelecer e alcançar suas metas.

Katsuoji
Vários Darumas espalhados pelo templo Katsuo-ji – Acervo Pessoal

De volta para o centro de Osaka, faltava um local do nosso roteiro: o famosíssimo Castelo de Osaka.

Após dar a famosa “forrada no estômago” numa konbini, partimos para o Castelo de Osaka, um dos lugares mais visitados e conhecidos da cidade. Deixamos para comprar o ingresso na hora e foi bem simples.  A única questão que me incomodou foi a multidão.

De fato, é um dos lugares, se não o lugar mais visitado de Osaka. Não espere menos do que MUITA gente por lá. Portanto, tenha paciência. 

Por fora o castelo é lindíssimo e imponente, a paisagem vale muito! Agora por dentro, confesso que fiquei um pouco decepcionada. Além da quantidade sufocante de pessoas, tinha que esperar para subir no elevador, tinha fila até nas escadas e o castelo não era tão bem preservado. O interior do castelo foi transformado num museu, cheio de exposições e explicações. Super válido! Mas ter feito a visita ao Castelo de Himeji antes me fez não curtir tanto essa visita rs.

Castelo de Osaka
Um lugarzinho lindo para tirar fotos com o Castelo de Osaka de fundo – Acervo Pessoal

Voltamos para o hotel para deixar as malas arrumadas, já que sairíamos no dia seguinte cedo para outra cidade e fomos jantar. Encontramos um restaurante quase de frente para o hotel, chamado Noguchi Taro Ramen, e jantamos um ramen bem gostoso, excelente para finalizar o dia.

Está montando seu roteiro no Japão e vai incluir Osaka? Veja também nosso guia completo de Osaka.

Fase 3 – Monte Fuji e Kawaguchiko: 2 dias de paisagem

Diria que essa foi a fase mais “uau” de toda a viagem. E olha que o Japão é todinho “uau” kkk. Mas ter o Monte Fuji ali na sua frente é coisa de louco! 

Dia 10 – Ida para Kawaguchiko

Roteiro do dia: Ida para Kawaguchiko (shinkansen + ônibus) + Fuji Lake Hotel + Caminhada pela região

Ritmo do dia: Leve

Descrição

Da estação Shin-Osaka, pegamos a linha Tokaido do Shinkansen até a Mishima Station e, de lá, um ônibus até Kawaguchiko, que é uma das regiões mais famosas para se hospedar com vista para o Monte Fuji.

Chegamos em nosso hotel e já ficamos encantados com tudo. Escolhemos o Fuji Lake Hotel, um hotel completíssimo. Quartos enormes e confortáveis, pensão completa, onsen privativo e uma vista espetacular. Só para vocês terem uma ideia, essa era uma das janelas do nosso quarto.

vista da janela do hotel lake fuji
Vista da minha janela no hotel Fuji Lake: UAU! – Acervo Pessoal

Já nessa primeira tarde, saímos para caminhar um pouco pela região. Não tem como não se apaixonar! Ruazinhas bem típicas do Japão com o bônus de ter o Monte Fuji abençoando a região. Fizemos algumas paradas para observar as paisagens e também para tirar algumas fotos. Uma das paradas foi na famosa Lawson com o Fuji de fundo.

Lawson com Fuji de fundo, em Kawaguchiko
A famosa Lawson com vista para o Fuji – Acervo Pessoal

Depois, voltamos para o hotel para jantar no restaurante fabuloso do local.

Dia 11 – Festival Shibazakura e Onsen

Roteiro do dia: Ida de ônibus para Festival Shibazakura + Onsen privativo no hotel

Ritmo do dia: Leve

Descrição

No primeiro dia inteiro na região, havíamos reservado ingressos para o Festival Shibazakura, um festival realizado na região dos Cinco Lagos do Fuji na época da primavera, onde é possível avistar um imenso campo de flores ao pé do Monte Fuji.

A paisagem é surreal, difícil até de descrever. Por isso, vou colocar essa imagem.

Festival shibazakura fuji
Parece até IA, mas é só a paisagem que o festival Shibazakura entrega – Acervo Pessoal

O festival também conta com música e comidinhas. 

Para chegar, pegamos um ônibus na estação de Kawaguchiko. Na volta, ficamos atentos aos horários de retorno e deu tudo certo!

Quando voltamos para a estação de Kawaguchiko, almoçamos num restaurante bem gostosinho bem perto da estação, o Sumiyaki Tocoro. Foi aquele momento de relaxar, comer bem e tomar uma cervejinha japonesa (que me surpreendi com a qualidade).

Chegando no hotel, enquanto nos preparávamos para tomar um banho de onsen, uma chuva se aproximava da região. Fomos observando o Fuji sumir aos poucos por trás da névoa, até desaparecer.

Importante: Sobre onsen, é muito importante que você saiba as regrinhas de um onsen público. Tatuagens não são permitidas. Existem alguns lugares que permitem que você cole alguns adesivos para escondê-las, porém se você tem bastante tatuagem e de tamanhos variados, fica inviável com o adesivo. Por isso, procure onsen privativo. Geralmente esses tipos de hotéis possuem.

Tomamos nosso banho no onsen privativo no hotel, que foi uma delícia, porém ficamos pensativos quanto à presença do Fuji em nosso próximo dia. Mal sabíamos o que estaria por vir rs.

onsen privativo
Onsen privativo no Hotel Fuji Lake – Acervo Pessoal

Dia 12 – Um novo Fuji, Chureito Pagoda, Yagizaki Park e Ida para Tóquio

Roteiro do dia: Chureito Pagoda + Yagizaki Park + Ida para Tóquio

Ritmo do dia: Leve

Descrição

Quando acordamos e fomos tomar café no restaurante do hotel, quase não acreditamos. Uma nova imagem do Fuji surgiu: com mais neve no topo, a coisa mais linda! Estávamos com tanto medo dele ficar escondido, mas acabamos nos surpreendendo positivamente.

Café da manhã no hotel Fuji Lake
Café da manhã com vista pro Fuji com mais neve – Acervo Pessoal

Ficamos animados com o novo dia, já que iríamos conhecer um dos cartões-postais do Japão: Chureito Pagoda.

Chegamos bem cedo, perto das 8h, para evitar a multidão. Para chegar lá, é preciso subir cerca de 400 degraus. Um cardio daqueles! kkkk. Mas vale a pena, de fato a paisagem é arrebatadora. Não só no mirante de fato, mas em vários cantinhos é possível ter vistas de tirar o fôlego.

Chureito Pagoda
Fazendo pose no Chureito Pagoda – Acervo Pessoal

Voltando para o hotel, paramos num restaurante bem próximo à estação de Kawaguchiko chamado Haostay Kitchen. Pedimos um ramen da casa e estava beeeeeem gostoso, padrão Japão.

Ramen kawaguchiko
Ramen do Haostay Kitchen, em Kawaguchiko – Acervo Pessoal

Para nos despedirmos da região do Fuji, resolvemos dar um pulo no Yagizaki Park, um lugar pouco visitado por turistas, mas que te dá uma vista incrível para o Fuji e te proporciona ter um momento de paz admirando a grandiosidade dele.

Yagizaki park
Me despedindo do Fuji no Yagizaki park – Acervo Pessoal

Quer montar seu roteiro no Japão e incluir o Monte Fuji? Veja também nosso artigo completo sobre os melhores lugares para ver o Fuji.

Fase 4 – Tóquio: os últimos dias

Para finalizar a viagem, saímos de Kawaguchiko e fomos para Tóquio de trem.

Ainda no dia 12, após check-in no APA Hotel Shinjuku Kabukicho Tower, o melhor custo-benefício que encontramos na região. Os quartos são bem pequenos, padrão Japão. Mas para o tempo que ficávamos dentro do quarto estava ótimo! O café da manhã foi uma delícia e não tivemos problema algum por lá. A localização é muito boa. De início, ficamos com um pouco de receio por ter lido muito sobre Kabukicho (bairro da luz vermelha de Tóquio rs), mas não tivemos problemas e nem passamos medo por lá.

Já no fim do dia, saímos para explorar Shinjuku. Passamos pelas ruas, vimos o famoso Godzilla, nos perdemos em meio a tantos leds rs. Foi incrível ver o Japão de Tóquio. Como de costume, escolhemos um izakaya aleatório para experimentar e saímos muito satisfeitos! Entramos por acaso no Torikyo 鳥京 新宿総本店 e comemos espetinhos (yakitori) fantásticos, acompanhados de canecas de cerveja geladinhas. Tudo muito bom!

Izakaya em Tóquio
Curtindo uma cervejinha e yakitoris num Izakaya em Tóquio – Acervo Pessoal

Voltamos para o hotel para dormir.

Dia 13 – Shibuya, Harajuku, TeamLab Planets e Tokyo Tower

Roteiro do dia: Estação de Shibuya + Estátua Hachiko + Shibuya Crossing + Shibuya Parco + Harajuku + Omotesando + TeamLab Planets + Tokyo Tower

Ritmo do dia: Intenso

Descrição

Nesse dia, acordamos cedo para tomar café e seguir rumo ao nosso dia que seria longo e bem movimentado.

Pegamos o metrô e nos deslocamos até a estação de Shibuya para explorar a região. Já na saída da estação estava um caos rs. Muita gente, muitos turistas, muita loucura. Mas aquela loucura gostosa de viver.

Passamos pela Estátua do Hachiko, mas aqui confesso que não perdemos tempo na fila. Preferimos tirar uma foto de longe apenas.

Depois, cruzamos o famoso e caótico Shibuya Crossing. Aquela experiência que todo turista precisa viver em Tóquio!

Seguimos um pouco sem rumo, apenas conhecendo as ruas da região, parando em lojas. Uma de nossas paradas mais longas foi no Shibuya Parco, que é um famoso complexo comercial e cultural de vários andares. Por lá, você vai encontrar diversas lojas temáticas. Se você curte esse universo como eu, vai ficar maluco vendo as lojas da Capcom, da Nintendo e o Pokémon Center.

Pokemon center no Shibuya Parco
Pokémon Center no Shibuya Parco – Acervo Pessoal

Seguimos em direção a Harajuku, um famoso distrito de Tóquio conhecido mundialmente como o principal centro da moda jovem, da cultura pop e de estilos de rua extravagantes. Por lá, também passamos pela Takeshita Street, rua com inúmeras lojas de tudo quanto é tipo. Até chegar na Avenida Omotesando, uma avenida bem larga e super arborizada, que muitos chamam de a “Champs-Élysées de Tóquio”, já que possui várias lojas de luxo.

Como não somos o tipo de pessoas que gostam de marcas de luxo, passamos batido pela avenida, só paramos para almoçar, já que a fome estava batendo forte. Comemos um hambúrguer de wagyu no Henry’s Burger. Estava gostoso, mas não nos surpreendeu, especialmente pelo preço nada camarada que pagamos rs.

Na sequência, fomos para o hotel guardar as compras para poder seguir para uma outra região mais afastada de Tóquio, já que tínhamos ingressos comprados para o TeamLab Planets. O trajeto durou cerca de 45 minutos de metrô.

O TeamLab Planets é um museu de arte digital imersiva e multissensorial. Além dele, existe o TeamLab Borderless, que fica em outra região de Tóquio. Ambos são incríveis e merecem a visita!

Escolhemos o TeamLab Planets pelo nível de imersão, achamos que fazia mais sentido para o que a gente gosta. E foi uma escolha muito acertada! Realmente o museu é 10/10 e vale muito o hype. O espaço combina projeções dinâmicas que reagem aos movimentos do público, labirintos de espelhos e luzes, esculturas tridimensionais de flores e até mesmo salas com água, transformando quem o visita em parte ativa da própria obra de arte.

teamlab planets
Uma das salas imersivas do TeamLab Planets – Acervo Pessoal

Saindo do TeamLab, fomos para outra atração que havíamos reservado: Tokyo Tower, a torre de Tóquio, uma famosa torre de comunicação de 333 metros inspirada na Torre Eiffel, pintada de laranja e branco, que oferece observatórios com vista panorâmica da cidade e se tornou um dos maiores cartões-postais de Tóquio. 

Aqui preciso ser muito sincera: não gostei muito da experiência. Apesar de termos ingressos comprados antecipadamente, houve muita demora para conseguirmos subir ao topo. Havia apenas um elevador. Fora isso, esperava um pouco mais da experiência e da vista. Nessa hora pensamos que devíamos ter optado pela Tokyo Skytree, mais nova e moderna.

De qualquer forma, valeu a experiência. Não é qualquer dia que você tem a oportunidade de subir numa torre de mais de 300 metros para ver uma das maiores cidades do mundo, não é mesmo?

tokyo tower
Chegando na Tokyo Tower – Acervo Pessoal

Depois disso, “pegamos o caminho da roça” para nosso hotel, passamos numa konbini e comemos no hotel para descansar do dia longo que tivemos.

Dia 14 – Asakusa e Templo Senso-ji, Akihabara, compras e jantar especial

Roteiro do dia: Ida para Asakusa + templo Senso-ji + Rua Nakamise + Akihabara + Shibuya a noite + Ichiran Ramen

Ritmo do dia: Moderado

Descrição

Começamos o dia bem cedinho, como de costume no Japão, para visitar um dos templos mais visitados da terra do Sol nascente.

Nos deslocamos para o tradicionalíssimo bairro de Asakusa de metrô, cerca de 35 minutos, para conhecer o templo mais antigo de Tóquio, o Senso-ji, que foi construído em homenagem a Kannon, a Deusa da Misericórdia. A entrada no templo é gratuita e os portões ficam abertos 24h por dia, embora o salão principal feche às 17h00.

Pagoda do templo Senso-ji
Pagoda de 5 andares do templo Senso-ji – Acervo Pessoal

Dica: Visite o templo logo cedinho (tipo umas 7h da manhã) ou durante a noite. Mesmo com o salão principal fechado, além de estar bem vazio, o templo fica com uma linda iluminação e cria uma atmosfera única.

Por lá, você verá o icônico Kaminarimon, o portão do trovão, a entrada do templo. Além disso, entre o portão e o templo, fica a rua Nakamise, uma histórica rua de compras. Ali você encontra comidinhas, cerâmicas, souvenirs e de tudo um pouco. Vale muito um passeio por lá!

Saindo do templo, paramos para tomar um sorvetinho de matchá a caminho do metrô. Nesse dia estava fazendo bastante calor, mesmo sendo meia estação.

sorvete de matcha
Sorvetinho de matchá – Acervo Pessoal

De lá, seguimos para a região de Akihabara. Confesso que estava bem empolgada para conhecer esse bairro.

Akihabara é o bairro conhecido como sendo o epicentro global da cultura otaku, dos videogames.

Por lá, você encontra centenas de lojas dedicadas a animes, mangás, figures (bonecos colecionáveis) e cartas colecionáveis. Os nerds piram! rs.

Hoje não mais como antes, mas ainda assim um bairro famoso por ser interessante para comprar produtos eletrônicos. Destaque para a gigantesca loja de departamentos Yodobashi Camera, com vários andares. Você literalmente se perde por lá hahaha.

Lá também é onde ficam concentrados os maid cafés, cafés temáticos onde as garçonetes se vestem de criadas (maids), servem comidas decoradas com desenhos fofos e interagem com os clientes fazendo pequenas performances e mágicas. Nós entramos para entender a experiência, mas não nos pegou. É realmente muito focada para um público específico. Tomamos um drink e saímos logo.

Por último, mas não menos importante, muito pelo contrário, Akihabara é também um bairro conhecido por abrigar diversos prédios inteiros de fliperamas (os famosos Arcades), repletos de jogos de ritmo, simuladores, jogos de luta e as viciantes máquinas de garra. Um vício! Aqui foi meu momento de me jogar rs. Foi incrível, eu poderia passar horas por lá sem enjoar.

fliperama akihabara
Relembrando a infância jogando Street Fighter – Acervo Pessoal

De volta para uma região mais próxima, Shibuya, para ver o cruzamento de Shibuya à noite. Subimos num prédio para poder ver como é essa loucura de cima e foi muito legal! 

Para finalizar o dia, conseguimos finalmente conhecer o restaurante de ramen mais hypado da internet: Ichiran Ramen. Eu estava louca para conhecer. Não era muito tarde, então pegamos uma filinha pequena. E eu confesso que teria esperado 3 horas para comer novamente rs. Que ramen DELICIOSO! Mais um local que me fez perceber que grande parte do que dizem do Japão não é só hype.

Não bastasse o ramen absurdamente gostoso, o Ichiran também é o paraíso dos introvertidos rs. Eu, introvertida que sou, amei! O local elimina qualquer interação social, já que os clientes sentam-se em cabines individuais com divisórias laterais e fazem seus pedidos por meio de formulários de papel e botões, recebendo o prato por uma fresta sob uma cortina de bambu, sem precisar falar ou fazer contato visual com os funcionários. 

cabine individual do Ichiran Ramen
Cabine individual do Ichiran Ramen – Acervo Pessoal

Eu juro que voltaria ao Japão só para comer lá de novo rs. 10/10!

Depois dessa experiência deliciosa, seguimos de volta para o hotel para descansar.

Ramen do Ichiran
Tonkotsu Ramen no Ichiran – Acervo Pessoal

Dia 15  – Último dia inteiro: compras e despedida

Roteiro do dia: Livre – compras em lojas + última caminhada por Shinjuku + Ramen de despedida

Ritmo do dia: Leve

Descrição

O último dia inteiro em Tóquio foi dedicado a compras e despedida. Tomamos nosso café da manhã no hotel com calma e depois saímos meio sem rumo para explorar as diversas lojas da região. 

Visitamos diversas lojas como Don Quijote (famosa Donki), Daiso (super conhecida aqui no Brasil),  Uniqlo, Bic Camera para fazer nossas últimas comprinhas antes de voltar ao Brasil.

Loja Daiso no Japão
Loja Daiso, famosinha no Brasil – Acervo Pessoal

No meio do dia de compras, fizemos uma parada sem critério para o almoço (eu falo, sempre funciona rs). Não consegui encontrar o local, era bem simples e subterrâneo. Achei o máximo rs.

Nesse dia, ficamos mais à toa. Foi nosso único dia livre da viagem. Então aproveitamos para caminhar sem pressa, entrar em becos e ruazinhas para memorizar bem o Japão antes de voltar para casa. 

No fim do dia, saímos para jantar e nos despedir da melhor e mais transformadora viagem de nossas vidas. Escolhemos o Ramen Zundouya para brindar a viagem. O caldo estava muito saboroso, mas cuidado: não escolha a opção apimentada. O tradicional já vem com BASTANTE pimenta kkkkk.

Montando seu roteiro no Japão? Veja também nosso artigo “O que fazer em Tóquio?”

Dia da volta

No dia da volta, acordamos tranquilamente para tomar um bom café da manhã no hotel, arrumamos as malas e saímos com bastante antecedência para o aeroporto. Nosso voo de volta era Tóquio – Nova York / Nova York – São Paulo.

O que faríamos diferente nesse roteiro no Japão

Nosso roteiro no Japão foi incrível. Conhecemos os lugares mais turísticos, tivemos tempo suficiente para explorar as cidades e nos divertimos muito (aliás, saudades rs).

Mas, certamente, teríamos mudado algumas escolhas que fizemos. Não porque a viagem tenha sido ruim, aliás, muito pelo contrário! A viagem foi incrível independentemente disso, mas acredito que alguns pequenos ajustes finos teriam deixado a viagem mais do que perfeita rs.

  • Reservar com antecedência os restaurantes mais concorridos (alguns só conseguimos por sorte de horário vago) – Isso não estragou a experiência, até porque fomos em poucos restaurantes concorridos e “hypados”. Mas, se você pretende ir mais, considere a reserva.
  • Ter mais um dia de “gordura” no roteiro. Em viagens assim, algum imprevisto sempre aparece, e é bom não deixar tudo encaixado sem margem.
  • Subir na Tokyo Skytree ao invés de subir na Tokyo Tower.

O que planejamos, mas não conseguimos fazer? 

Alguns templos em Kyoto: Havíamos considerado mais templos na cidade de Kyoto em nosso roteiro original, mas, com o decorrer da viagem, percebemos que estávamos com um excesso. Por isso, nos sentimos à vontade para desconsiderar alguns da lista (Exemplo: Templo Ninna-ji).

Templo Shoshazan Engyoji: Esse templo estava como opcional em Himeji, mas o tempo não permitiu. Para chegar lá, precisávamos ter um pouco mais de tempo para subir a montanha na qual ele fica localizado.

Bairro Ueno: O bairro de Ueno estava planejado para Tóquio, mas acabamos priorizando outras regiões que achamos que fariam mais sentido para nosso tipo de viagem.

Osaka Amazing Pass: A princípio, havíamos considerado comprar esse passe, mas entendemos que não seria uma grande economia para nosso roteiro e acabamos desistindo.

O que ficou de fora deste roteiro no Japão?

Hiroshima/Miyajima: Apesar de ter muita vontade de conhecer, não coube em nosso roteiro de 15 dias. Seria possível fazer, mas tínhamos outras prioridades.
Takayama / Shirakawa-go / Kanazawa: Precisaríamos de uns 2 ou 3 dias a mais para conseguir encaixar em nosso roteiro. Uma pena, mas com certeza fica para a próxima!
Hokkaido: Está localizado bem ao norte do Japão, só conseguiríamos fazer nosso roteiro com Hokkaido se tivéssemos pelo menos 20 dias no Japão.
Okinawa: Okinawa é uma província mais ao Sul do Japão, um arquipélago com características culturais diferentes do restante do Japão. Um roteiro de 15 dias não seria suficiente para ir até lá, que fica longe. Um roteiro de no mínimo 20 dias ajudaria, mas precisaria reservar no mínimo 4 dias para ficar por lá.

Como adaptar esse roteiro no Japão?

Esse é um roteiro que pode funcionar tranquilamente como base para o seu, já que ele conta com a “golden route”, ou seja, as 3 cidades mais turísticas do Japão (Tóquio-Kyoto-Osaka) e grande parte dos pontos imperdíveis.

Vou te dar algumas ideias de como você poderia adaptar seu roteiro tendo menos ou mais dias no Japão.

Se você tiver 10 dias no Japão:

Mantenha Tóquio, Kyoto e Osaka. Você pode considerar:

  • 4 dias em Tóquio, 4 dias em Kyoto e 2 dias em Osaka.
  • 5 dias em Tóquio (sendo 1 dedicado ao bate-volta ao Monte Fuji), 3 dias em Kyoto e  2 dias em Osaka 

Se você tiver 15 dias no Japão:

Tóquio + Kyoto + Osaka + Monte Fuji + bate-voltas (que é justamente meu roteiro).

Se você tiver 18 dias no Japão:

Repita o roteiro de 15 dias no Japão e acrescente Hiroshima/Miyajima ou outra região não muito afastada (como Takayama e Shirakawa-go, por exemplo)

Se você tiver 20+ dias no Japão:

Pode repetir o roteiro de 18 dias no Japão e/ou considerar sair da “golden route”. Pesquise sobre Takayama, Shirakawa-go, Kanazawa, Fukushima, Hokkaido e até Okinawa. A lista é enorme. O Japão é incrível e merece ser visto para além da rota comum.

Perguntas frequentes sobre roteiro no Japão

Se inspirou com meu roteiro no Japão?

Esse foi o roteiro que funcionou para nós, mas cada viagem é diferente. Se você quiser conhecer o Japão sem precisar quebrar a cabeça com deslocamentos, hospedagens, atrações e ordem dos dias, posso montar um roteiro personalizado para a sua viagem.

Continue planejando sua viagem ao Japão

Se meu roteiro no Japão te fez ficar com vontade de viajar à terra do Sol nascente, não deixe de conferir os artigos do Entre Destinos sobre o assunto.

Viajar para o Japão foi o principal motivo do Entre Destinos existir. Foi depois dessa viagem que passei a enxergar a vida um pouco diferente. Tenho certeza que sua viagem também vai te transformar positivamente.

Um beijo e boa viagem!

Assinatura de autora — Entre Destinos
Carol Abreu

Escrito por

Carol Abreu

Fundadora do Entre Destinos. Escrevo sobre viagens do jeito que elas realmente são, com dicas práticas para você planejar as suas com mais leveza.


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