Carol Entre destinos em Machu Picchu

Meu roteiro de 14 dias no Peru: Lima, Arequipa, Vale Sagrado, Cusco e Machu Picchu

Reading Time: 31 minutes

Viajar pelo Peru é sair do litoral, atravessar cidades cercadas por vulcões e chegar aos Andes, onde algumas das paisagens mais impressionantes da viagem estão a mais de 3.000 metros de altitude. No caminho, ainda tem uma das gastronomias mais famosas e premiadas do mundo, sítios arqueológicos, histórias milenares e, claro, ver com seus próprios olhos uma das maravilhas do mundo moderno, Machu Picchu. 

Neste roteiro no Peru, você vai conhecer Lima, Arequipa, o Vale Sagrado, Cusco, Machu Picchu e Ollantaytambo, com uma ordem pensada para facilitar a adaptação à altitude.

Roteiro diferente no Peru

Primeiro de tudo, acho importante frisar que o Peru é um país bem completo e atende diversos tipos de viajantes. Por isso, montar um roteiro lá dentro é decisão difícil, dá para seguir em mil direções diferentes. E, a menos que você tenha pelo menos um mês disponível, vai ser difícil conhecer tudo o que esse país incrível tem a oferecer.

Eu costumo brincar que meu roteiro foi pensado estrategicamente para asmáticos (no caso asmática) hahaha. Mas é verdade! Você vai perceber que tomamos alguns cuidados extras com a altitude, o tempo de permanência em determinados lugares e até com a difícil decisão de deixar algumas atrações famosas de fora.

Nos 14 dias, saímos do litoral de Lima até chegarmos aos 3.400 metros de Cusco. Por isso, você notará o cuidado com a altitude, o tempo em alguns locais e até a ausência de algumas atrações, ok?

Meu roteiro no Peru passou por Lima, Arequipa, cidades do Vale Sagrado e Machu Picchu. Este não é um roteiro para ver o máximo possível em 14 dias. É o roteiro que escolhemos para conhecer bastante sem transformar a viagem em uma corrida, e claro, respeitando nosso tempo de adaptação à altitude. Eu conto tudo a seguir caso você queira repetir a viagem ou apenas se inspirar e montar seu próprio roteiro.

alpaca no workshop andean colors 2

Visão geral da viagem

  • Quando: Julho de 2026 (inverno peruano – clima seco e mais frio)
  • Quem: 3 pessoas (65 anos , 34 anos e 31 anos)
  • Tipo de viagem: Intermediária/Confortável
  • Rota: Lima → Arequipa → Vale Sagrado (Pisac) → Cusco → Machu Picchu → Ollantaytambo → volta por Cusco/Lima
  • Altitudes: Lima (0m) → Arequipa (2.335m) → Pisac (2.970m) → Cusco (3.400m) → Ollantaytambo (2.790m) → Aguas Calientes (2.040m)
  • Duração: 14 dias / 13 noites

Resumo do roteiro no Peru

Roteiro no Peru– resumo:

  • Dias 1 a 3: Lima
  • Dias 3 a 6: Arequipa
  • Dias 6 a 8: Vale Sagrado
  • Dias 8, 9 e 10: Cusco, Moray e Maras
  • Dias 11 e 12: Águas Calientes e Machu Picchu
  • Dias 13 e 14: Ollantaytambo
  • Sem tempo pra montar o roteiro? Conheça o serviço de roteiros personalizados

Lembrando que num mesmo dia pode ter deslocamento de uma cidade à outra, por isso as vezes o número do dia se repete.

Como montamos nosso roteiro pelo Peru

Antes de colocar o dia a dia do meu roteiro, acho importante contar como chegamos nele. Você perceberá que não é um roteiro comum que você encontra pronto na internet.

Como falei no início, o Peru é um país que oferece atrações para praticamente todos os estilos de viajantes, mas nosso grupo tinha algumas características que precisavam ser consideradas no planejamento: estávamos viajando em três pessoas, com idades, ritmos e interesses diferentes. Além disso, eu tinha uma preocupação especial com a altitude.

Por isso, desde o começo, tentamos fugir de uma viagem baseada em “quantos lugares conseguimos encaixar em 14 dias?”. Ao invés disso, a pergunta que fizemos foi: como poderíamos conhecer bastante sem transformar a viagem em uma corrida de forma que fique confortável para todos?. E foi assim que algumas decisões importantes apareceram.

Vale Sagrado - Peru
Racchi Ayllu, no Vale Sagrado – Acervo Pessoal

Decisões incomuns

O que preferimos fazer

A primeira foi começar a viagem em Lima. Muita gente passa rapidamente pela capital peruana antes de seguir para Cusco, mas nós decidimos ficar alguns dias por lá. Queríamos conhecer a gastronomia, os sítios arqueológicos e alguns bairros da cidade com calma antes de começar a subir em direção aos Andes. 

Depois, foi seguirmos para Arequipa (2.335m), ao invés de Cusco (3.400m). A Cidade Branca entrou no roteiro por vários motivos: eu queria muito conhecer sua arquitetura, o Mosteiro de Santa Catalina e a culinária local. Mas ela também tinha uma função importante no planejamento: seria nossa primeira experiência com uma altitude maior, “pero no mucho” rs. Depois de Arequipa, seguimos de avião para Cusco, mas não ficamos em Cusco. E essa foi provavelmente uma das escolhas mais estratégicas de todo o roteiro. Em vez de dormir imediatamente a mais de 3.400 metros, descemos para o Vale Sagrado e passamos alguns dias em Pisac (2.970m).  Durante o dia, continuamos conhecendo regiões mais altas, mas voltávamos para dormir mais baixo. Só depois decidimos dormir em Cusco, quando já estávamos habituados a mais altitude.

yanahuara arequipa
Bairro de Yanahuara, em Arequipa – Acervo Pessoal

O que deixamos de fazer

Outra decisão incomum, porém importante, foi deixar algumas atrações famosas de fora. Lugares como a Montanha Colorida (Vinicunca), Vale do Colca, Lago Titicaca, Oásis de Huacachina e Huaraz não estão no meu roteiro. Lago Titicaca, Oásis de Huacachina e Huaraz foram desconsiderados do roteiro por questões de preferência e/ou distância. Já a ausência de Vinicunca e Vale do Colca foi 100% causada pela estratégia de altitude que nos baseamos para construir o roteiro. Como eu já tive um episódio perigoso em altitude, possivelmente pela asma, achei por bem deixar de fora lugares com altitudes muito absurdas. Vinicunca por exemplo tem mais de 5.000 metros.

Obviamente você não precisa seguir 100% do meu roteiro se você não tem essas questões, mas é importante saber que existe essa dificuldade de altitude e se preparar bem para enfrentá-la.

E olha, o Peru tem tanta coisa interessante para conhecer que eu não senti falta desses locais. No final, o roteiro ficou com a nossa cara. Talvez não seja o roteiro mais cheio possível para 14 dias no Peru, mas, com certeza, foi o roteiro que fazia sentido para nós naquele momento.

Meu roteiro completo de 14 dias no Peru: itinerário dia a dia

Depois de explicar as decisões que fizeram parte do planejamento, chegou a hora de mostrar como organizamos os 14 dias na prática.

Este foi o roteiro-base da nossa viagem de julho de 2026, passando por Lima, Arequipa, Vale Sagrado, Cusco, Machu Picchu e Ollantaytambo. A ideia nunca foi conhecer o maior número possível de lugares, mas distribuir os deslocamentos de forma confortável, respeitando nosso processo de adaptação à altitude.

⚠️

Importante: durante a viagem, tivemos um imprevisto com os ingressos de Machu Picchu. Por isso, a sequência final precisou ser reorganizada. Abaixo, deixei o roteiro final, já com ajustes, e não o planejado inicialmente. 

Visão geral

Dia 1 – Lima: Museu Larco, Malecón de Miraflores, San Isidro e Huaca Pucllana

Visita ao Museu Larco, seguida de caminhada pelo Malecón de Miraflores, Parque del Amor e Larcomar. Depois, passeio pelo bairro de San Isidro. O que incluiu uma caminhada pelo Bosque El Olivar e uma visita ao sítio arqueológico de Huaca Huallamarca. À noite, visitamos a Huaca Pucllana iluminada.

Dia 2 – Lima: Pachacámac e Barranco

Tour de meio período para o Santuário Arqueológico de Pachacámac. No retorno a Lima, passeio por Barranco, incluindo a Ponte dos Suspiros, suas ruas, murais e restaurantes.

Dia 3 – Lima → Arequipa

Último passeio por Miraflores, conhecendo o Parque Kennedy e depois provando ceviche.

Voo de Lima para Arequipa e check-in no Majestad Hotel Boutique. O restante do dia foi dedicado a conhecer a Plaza de Armas, caminhar pelo centro histórico e descansar.

Dia 4 – Arequipa histórica

Esse foi um dia dedicado ao centro histórico de Arequipa, com visita ao Mosteiro de Santa Catalina, ao Museu dos Santuários Andinos e caminhadas pela região central.

Dia 5 – Yanahuara, mercado e gastronomia

Visita ao bairro de Yanahuara e ao seu famoso mirante, passagem pelo Mundo Alpaca e pelo Mercado San Camilo, além de tempo para experimentar a gastronomia local.

Dia 6 – Arequipa → Cusco → Vale Sagrado

Voo de Arequipa para Cusco e deslocamento para o Vale Sagrado, sem dormir imediatamente na altitude de Cusco. No caminho, visita a Chinchero, com seu sítio arqueológico e a Igreja de Nossa Senhora de Monserrat, Mirador de Raqchi e participação no workshop da Andean Colors, com aprendizado sobre tingimento natural, contato com alpacas e lhamas e almoço tradicional.

Chegada em Pisac.

Dia 7 – Pisac: Ruínas e centro da cidade

Visita ao Sítio Arqueológico de Pisac e caminhada de descida até a cidade. O passeio incluiu os setores arqueológicos, o mercado artesanal e a experiência de conhecer a cidade durante a festa da Virgen del Carmen.

Dia 8 – Pisac → Cusco → Pisac

Bate-volta de Pisac a Cusco (para não sofrer com a altitude), visitando Sacsayhuaman e passeando pelo centro de Cusco. Depois, volta para Pisac para dormir.

Dia 9 – Cusco

Visita ao Qorikancha, Convento de San Domingo e passeio pelo centro de Cusco. Apresentação de dança e música no centro Qosqo de Arte Nativo. Dormimos em Cusco.

Dia 10 – Maras e Moray → Águas Calientes

Tour de quadriciclo para Moray e Maras. Depois, fomos para Ollantaytambo pegar o trem para Águas Calientes (já que tivemos que mudar o roteiro e ir antes para lá por conta do problema com o ingresso de Machu Picchu). Chegamos à noite em Águas Calientes.

Dia 11 – Águas Calientes

Acordamos cedo para conseguir comprar ingresso para Machu Picchu, depois saímos para conhecer a pequena cidade. Visitamos o museu de Machu Picchu, o Jardim Botânico, a feira de artesanato e os bares e restaurantes locais. Fizemos massagem.

Dia 12 – Machu Picchu

Visitamos a famosa Machu Picchu e no fim da tarde fizemos outra massagem. Saímos a noite para caminhar, beber uma cerveja e jantar.

Dia 13 – Ollantaytambo

Voltamos cedo de Águas Calientes, fizemos check-in no hotel de Ollantaytambo e saímos para explorar a cidade. Visitamos o Parque Arqueológico de Ollantaytambo, o centrinho do povoado e jantamos num ótimo restaurante.

Dia 14 – Ollantaytambo → Cusco → Lima → São Paulo

Última manhã para comprar souvenirs em Ollantaytambo, aproveitamos para andar de tuk-tuk. Partimos para Cusco para pegar o primeiro voo de volta para casa, que faria uma parada em Lima e depois seguiria para Sâo Paulo.

Como usar esse roteiro no Peru

Você não precisa repetir exatamente os 14 dias, tampouco a ordem que fizemos. Como mencionei, essa foi a ordem que fez mais sentido para nós, pensando em bem estar por conta da atitude.

Se tiver menos tempo, é possível reduzir a permanência em Lima ou Arequipa. Se tiver mais tempo, vale acrescentar noites no Vale Sagrado e em Cusco. Você também pode considerar outros locais que não visitamos, como Vinicunca e Vale do Colca, por exemplo.

A principal lição que levamos dessa viagem foi que um bom roteiro não é aquele que encaixa mais atrações, e sim aquele que faz sentido para as pessoas que estão viajando.

Fase 1 – Lima: oceano, história e gastronomia

Começamos pela costa. Muitas pessoas acabam não ficando muito em Lima, só de passagem. Mas achamos que valeria a pena conhecer melhor a capital ficando 3 dias por lá. E acertamos!

Onde ficamos em Lima

Escolhemos o Nobility Grand Hotel, em Miraflores, para hospedagem. Acertamos novamente! Um hotel relativamente simples, mas muito bem localizado. Quartos amplos, café da manhã gostoso e funcionários gentis. Custo-benefício excelente!

O que fizemos em Lima

Lima surpreende por misturar falésias sobre o Pacífico com uma cena gastronômica incrível (e premiadíssima). E não só por isso: Lima possui sítios arqueológicos e museus que valem muito a visita. 

Como único ponto negativo: o trânsito caótico! Sim, parece loucura dizer isso sendo uma pessoa que vive em São Paulo rs, mas juro, Lima, e o Peru como um todo, surpreendem negativamente pelo trânsito. E nem é apenas pelo excesso de carros, mas também pela forma de dirigir do peruano. Sempre considere mais tempo de deslocamento do que o Google Maps diz.

Por lá, nós fizemos questão de visitar:

Museu Larco

Mesmo você não sendo um grande fã de museus, esse aqui vale a pena visitar! Ele fica em Pueblo Libre, com tour guiado e a famosa Galeria Erótica.

O Museu Larco é conhecido por abrigar mais de 45.000 peças das civilizações antigas do Peru antes da chegada dos Incas e durante o império. Por esse motivo, ele é um dos museus de arqueologia mais importantes aqui da América do Sul.

Além do impressionante museu repleto de história e arte, a experiência ainda oferece visitas ao depósito do museu, que conta com milhares de peças catalogadas em seu acervo. Também é possível conhecer a galeria erótica, local que exibe peças de cerâmicas um tanto quanto explícitas (kkkk), mas que mostram a visão das antigas culturas sobre sexualidade e fertilidade. É, na realidade, uma grande quebra de tabus para nós que vivemos no mundo moderno rs.

Jardim do Museu Larco no Peru
Jardim do Museu Larco, no Peru – Acervo Pessoal

O valor do ingresso é de 45 soles se comprado antecipadamente online ou 50 soles comprando diretamente na bilheteria (jul/2026). Existem valores reduzidos para idosos acima de 60 anos, estudantes e crianças. O museu disponibiliza visitas guiadas em espanhol e inglês por 10 soles. Se preferir, existe a possibilidade de apenas seguir a visita com um audioguia. O museu costuma solicitar um documento de identidade (como o RG ou passaporte) que fica retido temporariamente na recepção como garantia e é devolvido assim que você entrega o aparelho no final do circuito. Eu fiz com audioguia em português e foi ótimo!

Para mais informações, acesse o site do Museu Larco.

Bairro de San Isidro

San Isidro é um conhecido bairro de Lima e é considerado um dos bairros mais ricos, seguros, limpos e exclusivos da capital peruana. Chique, não? Por lá fizemos uma longa caminhada, passando pelo Bosque El Olivar, um parque charmoso no meio da cidade. Seus arredores possuem diversas oliveiras sempre carregadas de azeitonas. É um passeio bem gostoso de fazer.

Depois, seguimos para o sítio arqueológico de Huaca Huallamarca, uma pirâmide pré-inca no meio dos bairros nobres. É uma imagem quase inacreditável rs.

Malecón de Miraflores

Malecón de Miraflores nada mais é do que um longo calçadão à beira-mar, que fica sobre os altos penhascos da Costa Verde, no distrito nobre de Miraflores. É realmente muito gostoso caminhar e observar a vista do penhasco.

Por lá, fizemos uma agradável caminhada observando o cenário paradisíaco que o Pacífico proporciona, passando pelo El Faro de la Marina e pelo Parque del Amor, que rendem fotos lindíssimas!

Além disso, fomos conhecer o famoso Larcomar, um shopping a céu aberto, com lojas, restaurantes, serviços e, mais do que isso, uma vista perfeita!

Huaca Pucllana (tour noturno)

A Huaca Pucllana é um sítio arqueológico construído de adobe e argila entre os anos 200 d.C. e 700 d.C. É impressionante observar o contraste de uma pirâmide milenar preservada no meio das residências e comércios do bairro.

Nós fizemos o tour noturno, o que transforma completamente a experiência nas ruínas, pois é quando o complexo ganha uma iluminação especial que destaca as texturas da construção. Hoje, o circuito noturno não permite subir ao topo da pirâmide por questões de segurança, mas o passeio é incrível mesmo assim!

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Dica: se quiser algo mais “chique”, reserve um jantar no restaurante do próprio sítio, onde você pode desfrutar da comida peruana, observando a vista privilegiada do monumento iluminado.

Pachacamac

Se por um lado a Huaca Pucllana impressiona por estar no meio da cidade, o Santuário Arqueológico de Pachacámac surpreende pela sua escala monumental e isolamento místico no deserto. Ele fica localizado no Vale de Lurín, cerca de 40 km do centro de Lima. Pachacámac funcionava muito antes da chegada dos Incas.

Quatro civilizações passaram por Pachacámac: a Cultura Lima, Wari, Ychma e a Inca. O local é bem grande, possui um museu logo no começo do percurso, templos e vistas, mas o ponto mais extraordinário, pelo menos para mim, foi subir no Templo do Sol, onde você consegue ter uma vista incrível e panorâmica do Oceano Pacífico e sas ruínas.

Para chegar, recomendo reservar um tour de meio dia. Será a forma mais prática e tranquila de conhecer Pachacámac. Eu fiz esse tour da GetYourGuide, que tornou o trajeto muito tranquilo. Fomos pegos na porta do hotel e na volta optamos por ficar livres no bairro de Barranco, local que o tour também visita.

pachacamac - sitio arqueologico em lima, no peru
Vista do mirante do Templo do Sol do Pachacámac – Acervo Pessoal

Barranco

Barranco é o coração boêmio de Lima, com muita expressão artística e cultural. Enquanto Miraflores é um bairro conhecido pela modernidade, o bairro de Barranco encanta pelo seu charme histórico, ruas de paralelepípedo, murais e bares. Por lá, caminhamos para entender essa atmosfera boêmia, bem diferente dos outros lugares que havíamos conhecido em Lima.

Barranco, Lima
Vista do bairro Barranco, em Lima – Acervo Pessoal

Passamos pela Ponte dos Suspiros, nos encantamos com as ruazinhas e murais e fizemos uma parada para almoçar no melhor restaurante dessa viagem, o Isolina. Pedi um Ají de Gallina com uma Chicha Morada para beber e estava tudo MARAVILHOSO! De sobremesa, encarei um Suspiro Limeño e saí de lá feliz da vida pela refeição rs.

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Dica: O Isolina é um restaurante bem concorrido. Caso você não tenha feito reserva, chegue logo no horário da abertura para entrar na fila de espera. Fizemos isso e deu super certo!

aji de galina no Isolina - Lima - Peru
Legítimo Ají de Galina, prato peruano delicioso, no restaurante Isolina – Acervo Pessoal

Mercado Índio

Também conhecemos o Mercado Índio, em Miraflores. O Mercado Índio é um dos principais locais de artesanato de Lima, ou seja, um lugar perfeito para os viajantes comprarem souvenirs e até peças de vestuário em lã de alpaca.

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Dica: Se possível, leve dinheiro (soles) para garantir melhores preços, apesar das lojas aceitarem cartão. Não deixe de explorar as lojas dos fundos onde o custo-benefício é maior .

Fase 2 – Arequipa, a Cidade Branca

Arequipa, ou a “Cidade Branca”, é outro destino que poucas pessoas exploram com mais carinho, mas confesso que não entendo o motivo. A cidade é linda, gostosa e entrega atrações bem interessantes.

Arequipa é construída em sillar, uma pedra vulcânica branca (por isso é conhecida como “Cidade Branca”). Não bastasse isso, o contraste com os vulcões ao redor (Misti, Chachani, Pichu Pichu) é impressionante e viciante, você não quer parar de olhar rs.

Confesso que 3 dias inteiros em Arequipa podem ser, de fato, muita coisa. Mas foi essencial para nossa aclimatação e nos fez ter tempo para explorar a cidade de uma forma tranquila, coisa que é rara em viagens com menos de 15 dias. Geralmente, a gente quer encaixar o máximo de cidades possíveis numa viagem e a gente esquece de curtir a cidade com calma. Confesso que gostei da experiência e quero testar ter mais dias assim nas minhas próximas hahaha.

Onde ficamos em Arequipa

Em Arequipa, escolhemos o Majestad Hotel Boutique para ficarmos hospedados.

A localização do hotel é perfeita. Conseguimos visitar grande parte das atrações a pé sem dificuldades. Quando precisávamos ir um pouco mais longe, pegávamos um Uber e ficava tudo bem (apesar do trânsito hahaha).

O café da manhã não nos surpreendeu, mas tinha o básico e tudo bem! Eles também providenciaram um “lunch box” para o dia que precisamos sair antes do horário do café e nos ajudaram com um serviço de traslado para o aeroporto. Recomendo a estadia por lá.

Majestad Hotel Boutique em Arequipa, Peru
Majestad Hotel Boutique em Arequipa, Peru – Acervo Pessoal

O que fizemos em Arequipa

Plaza de Armas

A Plaza de Armas de Arequipa é o coração da cidade, sendo considerada por muitos uma das praças mais bonitas do Peru. E de fato ela é linda! Ela é rodeada pelas construções de sillar (pedra vulcânica branca – a que deu o nome de “Cidade Branca” à cidade).

Na região próxima à Plaza de Armas, você encontrará igrejas, museus, restaurantes e bares. É realmente um lugar muito agradável!

Plaza de Armas em Arequipa
A lindíssima Plaza de Armas de Arequipa – Acervo Pessoal

Mosteiro de Santa Catalina de Siena

O Mosteiro de Santa Catalina de Siena, ou simplesmente Convento de Santa Catalina, é uma atração obrigatória em Arequipa. Não vá pensando na ideia de que é um museu porque está longe disso. Trata-se de um complexo religioso. A verdade é que o Mosteiro é uma cidadela dentro da cidade de Arequipa, com pequenas habitações em ruas e galerias. O convento é 1579 e tem cerca de 20.000 m² de área, abrangendo ruas estreitas, pátios coloridos, claustros e capelas, funcionando quase como uma vila murada isolada.

O mais legal é que ainda existem religiosas morando por lá (essa parte do convento não tem permissão para entrada). As freiras trabalham e vendem seus artesanatos na própria lojinha do local.

Mosteiro de Santa Catalina - Arequipa - Peru
Um dos claustros do Mosteiro Santa Catalina (Igreja do Mosteiro de fundo) – Acervo Pessoal

O convento é quase todo construído em sillar, mesma pedra vulcânica branca que dá a Arequipa o nome de “Cidade Branca”. Dá pra passar horas lá dentro se perdendo pelos corredores, majoritariamente coloridos (vermelho, azul e amarelo dominam a paisagem). Se você contrata uma visita guiada, que eu recomendo fortemente, a experiência é melhor ainda. Você passa um tempo com a guia contando todos os detalhes da história do local e depois fica livre para passear, tirar fotos e subir no mirante.

O valor do ingresso para adultos estrangeiros é 50 soles (jul/2026) e você pode comprar diretamente pelo site do Mosteiro Santa Catalina.

Caso tenha interesse na visita guiada, você pode contratar um guia oficial logo na entrada do convento. O pagamento do guia é só com dinheiro em espécie, ok?

Museu dos Santuários Andinos

Esse é um pequeno museu, mas muito conhecido devido à história da múmia Juanita, uma das múmias mais importantes e bem preservadas do Peru. Juanita foi encontrada por arqueólogos no vulcão Ampato durante uma expedição em 1995 em condições ótimas de conservação pelo gelo andino. Devido às condições, foi possível concluir que ela foi uma menina inca sacrificada há mais de 500 anos.

Além da estrela do local, a múmia Juanita, o museu possui peças de escavações realizadas, além de muitas informações sobre as crenças incas e os rituais realizados nas montanhas sagradas. É uma visita rápida e um ótimo complemento de aprendizado sobre a história peruana.

A visita é obrigatoriamente guiada. O custo do ingresso do museu é 30 soles (jul/2026) e a visita guiada não tem custo, você apenas é orientado a dar uma gorjeta ao guia no final.

⚠️

Importante: Muita gente acha que verá a Juanita original no museu. Não vá com esperanças! A maior parte do ano o que você verá na urna refrigerada é uma réplica da múmia Juanita. Uma réplica muito bem feita, claro. 

Bairro de Yanahuara

O bairro de Yanahuara foi uma surpresa boa para nós. Imaginávamos que seria interessante ver os vulcões, mas a paisagem é muito mais interessante do que pensávamos. O mirante de Yanahuara com os arcos brancos de sillar emoldurando a vista dos vulcões Misti, Chachani e Pichu Pichu faz você ficar viciado em olhar. É lindo demais! Na mesma praça, que é uma graça, fica a Igreja de San Juan Bautista.

Mirante de Yanahuara em Arequipa
Mirante de Yanahuara – Acervo Pessoal

O bairro fica a aproximadamente 20 minutos a pé do centro histórico, atravessando ruas de paralelepípedo bem características. Além disso, é conhecido pelas picanterías, que são restaurantes tradicionais arequipenhos e servem grandes porções de receitas antigas e pratos picantes como o rocoto relleno, o adobo e a copa arequipeña.

Nós fomos conhecer a tradicionalíssima La Nueva Palomino, uma das picanterías mais recomendadas de Arequipa. Chegamos antes do restaurante abrir e fomos as primeiras pessoas a conseguir mesa rs. Minutos depois, o restaurante lotou!

Mundo Alpaca

Mundo Alpaca é uma loja e um museu no mesmo complexo rs. Funciona como um complexo turístico e centro de interpretação cultural focado nos camelídeos andinos. Você pode visitar sem pagar nada para ver e alimentar alpacas e lhamas que ficam na área externa. O local também conta com um pequeno museu com máquinas têxteis históricas, exposição de têxteis pré-colombianos e demonstrações ao vivo de artesãs locais fiando e tecendo com técnicas ancestrais.

No final, há uma loja que comercializa roupas, cachecóis, casacos e novelos de lã de altíssima qualidade feitos de 100% Baby Alpaca e Vicunha. Como é uma loja de fábrica ligada diretamente ao produtor, as peças são totalmente autênticas e, acredite, o preço deixa isso bem claro rs.

Mercado San Camilo

O Mercado San Camilo é o mercado mais tradicional da “Cidade Branca”. Ele foi inaugurado em 1938 sobre os escombros de uma antiga igreja destruída por um terremoto histórico. Hoje, o espaço une arquitetura à cultura culinária local. Por lá você encontra tanto moradores comprando alimentos, como turistas curiosos para explorar o local, especialmente um dos mais tradicionais: queso helado (que apesar do nome, não tem queijo rs. Trata-se de um doce de leite bem geladinho e bem gostoso). Por lá, você encontra todo tipo de alimentos, mas também artesanatos e utensílios diversos.

queso helado em arequipa
Famoso Queso Helado da Doña Rosa – Acervo Pessoal

Fase 3 – Vale Sagrado

Considero o Vale Sagrado o coração da viagem. Você PRECISA conhecer essa região no Peru, sério. É única!

Para chegar no Vale Sagrado saindo de Arequipa, optamos por pegar um voo de Arequipa para Cusco e sair imediatamente do aeroporto em Cusco e seguir em direção ao Vale Sagrado. Tudo isso foi pensado, como falei no começo, pela estratégia da altitude.

Inclusive, chegando por aqui não sentimos dificuldades. Só sentíamos um pouco mais de cansaço para subir escadas, por exemplo.

Onde ficamos no em Pisac, no Vale Sagrado (e por que essa foi uma das melhores decisões da viagem)

Considero essa hospedagem um dos maiores acertos que fizemos nessa viagem ao Peru. Optamos pela Casa de Oren, em Cuyo Chico, perto de Pisac. 

Apesar de Pisac ser uma cidade pequena, especialmente o centro, onde tudo acontece, era época da Festa da Virgen del Carmen, uma das festas mais conhecidas e movimentadas da região, onde acontecem procissões, danças, fogos. 

De início, achamos que seria interessante ficarmos hospedados no centro para ter essa experiência da janela. Porém, logo percebemos que isso poderia ser um incômodo para nossas noites de sono rs. 

Foi quando encontramos a Casa de Oren. Ela fica mais afastadinha do centro, porém é coisa de 10 minutos de carro. Os anfitriões são simplesmente fantásticos! Mabel e Nigel cuidam da pousada de uma forma especial. Eles mesmos cozinham e a comida é ótima, especialmente o café da manhã. Os quartos são limpos e confortáveis, a varanda é uma delícia e com uma vista incrível, e o cuidado dos donos para que tudo durante a estadia fosse perfeito era notável. 

Inclusive, tivemos 2 grandes problemas pessoais durante nossa estadia e eles foram queridos demais ao nos ajudar a resolver.

Acho que nunca elogiei tanto uma hospedagem aqui no blog hahaha, mas posso dizer com tranquilidade: vale cada centavo. E não, isso não é publicidade. É uma recomendação 100% voluntária de alguém que realmente se apaixonou pelo lugar. 

Casa de Oren em Pisac
Pousada Casa de Oren, em Pisac – Reprodução Booking.com

O que fizemos no Vale Sagrado

Chinchero

A caminho de Pisac, fomos conhecer a cidade de Chinchero, que fica cerca de 30 km da cidade de Cusco e a impressionantes 3.762 metros de altitude. Por lá, visitamos o Sítio Arqueológico de Chinchero, um complexo composto por terraços agrícolas (que ainda funcionam perfeitamente) e por imensos muros de pedras perfeitamente encaixadas, nos mostrando a famosa engenharia inca. Também passamos pela Igreja de Nossa Senhora de Monserrat.

⚠️

Importante: Para ter acesso às ruínas e à igreja é necessário comprar o Bilhete Turístico de Cusco (BTC), o ingresso unificado que a maioria dos viajantes compra para explorar a região. É possível comprar logo na entrada. Se seu roteiro for parecido com o meu, recomendo comprar o mais completo! 

Workshop têxtil na comunidade de Racchi (Andean Colors)

O workshop têxtil da Andean Colors, na comunidade andina de Racchi Ayllu, foi uma das imersões culturais mais marcantes dessa viagem. A equipe é extremamente acolhedora e o local tem vista para as paisagens do Vale Sagrado (e que vista). O projeto funciona como uma empresa social com um propósito lindo: apoiar e empoderar mães solo andinas, gerando renda para suas famílias por meio do resgate e da preservação de técnicas de tecelagem que vêm sendo passadas de geração em geração.

A experiência é totalmente prática e interativa. Durante o workshop, aprendemos todo o processo ancestral de fabricação, desde a lavagem da lã bruta com raízes naturais até a mágica do tingimento usando plantas locais e a cochonilha (inseto do cacto que gera tons vibrantes de vermelho). Mas, certamente, o ponto alto foi sentar ao lado das artesãs e usar o tradicional tear de cintura, desafiando nossos próprios dedos a cruzar os fios para criar uma pulseira andina exclusiva como recordação.

etapa do workshop textil andean color
Praticando a técnica de tear – Acervo Pessoal

Além do aprendizado, o dia incluiu momentos especiais de conexão, como alimentar as fofíssimas alpacas e lhamas, além de um almoço caseiro tradicional. Para mim, foi muito mais do que um passeio, foi uma oportunidade única de praticar o turismo com propósito e ver a cultura viva de perto.

Nós compramos essa experiência do GetYourGuide e tudo foi perfeito!

alpaca no workshop andean colors
Momento de fofura com as Lhamas e Alpacas – Acervo Pessoal

Sítio Arqueológico de Pisac

O Sítio Arqueológico de Pisac fica a 3.300 metros de altitude e é um impressionante complexo arqueológico do século XV que combina engenharia militar, templos religiosos e agricultura avançada, sendo seus terraços agrícolas em curvas um dos símbolos do local.

Nós adoramos conhecer o local. Fomos até lá de carro. A Mabel, da “Casa de Oren”, nos levou até a entrada do sítio. De lá, caminhamos por todos os setores (religioso, cemitério, urbano e militar).

sitio arqueologico de pisac
Vista para o terraço agrícola – Acervo Pessoal

Ao final da visita, optamos por encarar a trilha de descida a pé da colina. De início estava um pouco receosa se seria muito perigosa ou difícil, mas no fim das contas eu adorei ter feito! São 4km de caminhada, o que dá entre 1h30 e 2h00 de duração. A trilha não é difícil, mas pode ser considerada moderada por conta da altitude (ar rarefeito) e de algumas partes com terreno irregular, os joelhos e as panturrilhas pedem arrego, mas se você tem um bom preparo, vai dar tudo certo!

Na caminhada, você passará por setores da montanha que a maioria dos turistas não chega a ver, cruzando portais de pedra originais, canais de água e o setor residencial de Pisaq’a. Conforme você vai contornando a encosta e passando por ângulos vertiginosos, é possível ter uma vista incrível do Rio Vilcanota lá embaixo no vale. A trilha termina direto no mercado artesanal da cidade baixa, no coração do centro de Pisac. E para nós foi ainda mais especial, já que na ocasião estava acontecendo a Festa da Virgen del Carmen.

trilha de descida do sitio arqueologico de pisac
Um pedacinho da trilha de descida – Acervo Pessoal

Festa da Virgen del Carmen

A Festa da Virgen del Carmen é celebrada anualmente entre 15 e 18 de julho e transforma o pacato vilarejo de Pisac no epicentro cultural do Vale Sagrado. Durante esses quatro dias, a praça central ganha uma energia contagiante, tomada por procissões e diversos grupos de dançarinos mascarados com trajes folclóricos impecáveis. É uma festa que mostra a fusão de devoção católica com tradições andinas ancestrais.

Foi muito interessante estar lá exatamente nessa época e entender de perto a cultura local. Dava para sentir a emoção e alegria de quem participava. Com certeza a festa se torna uma das imersões culturais mais autênticas e inesquecíveis da região de Cusco.

Fase 4 – Cusco

Cusco, a antiga capital inca, é o ponto de conexão de todo o roteiro. É parada obrigatória no Peru, porém é também onde a altitude mais pesa. Por isso, sugiro um certo cuidado para atividades por lá, especialmente se você saiu de Lima direto para lá e não fez aclimatação.

Onde ficamos em Cusco

Nós escolhemos o Katari Apart Hotel, ao lado do complexo de Qorikancha. A localização foi excelente, os quartos estavam bem limpos e as camas bem confortáveis. O café da manhã foi servido no horário que escolhemos direto no quarto. Recomendo muito o local, mas lembre-se que não é um hotel, então não espere recepção 24h.

O que fizemos em Cusco

Passeio pela cidade histórica de Cusco

Passear pelas ruas do centro histórico de Cusco, antiga capital inca, é uma atividade obrigatória. Não é à toa que é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO. Um simples passeio pelas ruas te faz ter a impressão que está caminhando num museu. Você verá a mistura das bases da arquitetura inca com a herança colonial espanhola, formando um dos centros mais lindos da América Latina.

Uma ótima forma de conhecer tudo o que o centro histórico oferece é reservando o free tour da Civitatis. Você reserva essa espécie de city tour guiado de forma gratuita. Isso mesmo, você não precisa pagar pela reserva e pelo passeio. A única recomendação é que, ao final do trajeto, cada participante avalie o trabalho do guia e deixe uma gorjeta no valor que considerar justo pelo serviço. Legal, né?

💡

Dica: Se você for direto de Lima para Cusco, evite fazer muitos passeios no primeiro dia. Aproveite para descansar e fazer a famosa aclimatação. Isso pode ajudar a reduzir os desconfortos causados pela altitude (3.400m em Cusco). Seu corpo vai agradecer rs.

Qorikancha (Templo do Sol)

O Qoricancha, ou Templo do Sol, foi a construção religiosa mais importante durante o Império Inca, dedicado à veneração da principal divindade dos incas, o Sol. Além do Templo do Sol, tem outros 4 complexos de templos pequenos dedicados a deuses, que eram unidos por uma faixa de ouro puro. As paredes eram de pedras naturais milimetricamente encaixadas.

Por isso, visitar Qoricancha é testemunhar o ápice da engenharia inca, que até hoje é admirada por suas pedras perfeitamente polidas e encaixadas, resistentes a terremotos terríveis ao longo de séculos.

O ingresso custou 20 soles (jul/2026) e pode ser adquirido diretamente na bilheteria do local.

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Importante: tenha soles em espécie para o pagamento e lembre-se que esse ingresso NÃO está incluso no Bilhete Turístico. 

Qorikancha
Muros no Qoricancha – Acervo Pessoal

Convento de Santo Domingo

A Igreja e o Convento de Santo Domingo formam um importante conjunto colonial construído sobre as estruturas do antigo Qorikancha, que combinam elementos da arquitetura colonial barroca com os muros de pedra incas e constituem um dos exemplos mais expressivos de sobreposição arquitetônica da cidade.

O ingresso custa 15 soles (jul/2026) e deve ser comprado na bilheteria do convento.

Mercado Central de San Pedro

O Mercado de San Pedro é uma parada um pouco caótica no centro cidade, mas muito autêntica. Possui fileiras de barracas com frutas exóticas, queijos, ervas medicinais, batatas e tudo o que imaginar rs. Além disso, é um bom lugar para comprar souvenirs.

Confesso que o entorno do local me lembrou a querida 25 de Março, em São Paulo. Fiquei com aquele sentimento paulista/paulistano de insegurança, mas acho que foi coisa de brasileiro mesmo rs. Não tivemos problema algum por lá e ainda conseguimos comprar ótimos souvenirs!

Centro Qosqo de Arte Nativo

Fundado em 1924, o Centro Qosqo de Arte Nativo foi pioneiro no Peru na preservação e divulgação da música e das danças tradicionais do país. Atualmente, reúne um repertório de cerca de 50 danças, além de uma coleção de trajes típicos e instrumentos musicais, com um grupo formado por aproximadamente 70 artistas. A instituição também já levou suas apresentações a diversos países e produz registros em vídeo e áudio de seus espetáculos.

Nós fomos prestigiar a apresentação numa noite em que estávamos em Cusco e achamos tudo muito bem feito. A apresentação é um pouco longa, então confesso que em alguns momentos achamos um pouco repetitiva, mas é uma excelente forma de imersão cultural.

Passeio de quadriciclo por Maras, Moray e Salinas

Esse passeio de quadriciclo por Moray e pelas Salinas de Maras, saindo de Cusco, é uma excelente forma de conhecer mais locais imperdíveis do Vale Sagrado sem precisar se preocupar com deslocamentos, já que você é pego e deixado no local combinado antes e após a experiência.

Durante o trajeto, percorremos de quadriciclo as estradas e paisagens andinas até chegar a Moray, famoso por seus terraços circulares construídos pelos incas, e depois seguimos para as Salinas de Maras, um conjunto de centenas de pequenas piscinas de sal formadas nas encostas das montanhas que, sem exagero, é impressionante de ver!

Nós reservamos esse passeio pela GetYourGuide e adoramos! A experiência nos permitiu conhecer esses importantes sítios arqueológicos e culturais de uma maneira mais dinâmica e divertida, já que pilotamos um quadriciclo, enquanto podíamos apreciar a paisagem rural dos Andes.

salineras de maras, no peru
As impressionantes piscinas nas Salinas de Maras – Acervo Pessoal

Fase 5 – Machu Picchu, o ápice

Depois de quase duas semanas atravessando cidades, aeroportos, montanhas e sítios arqueológicos, finalmente estávamos chegando ao ponto que, para muita gente, é o grande motivo de uma viagem ao Peru: Machu Picchu. 

Mas, no nosso caso, chegar até lá não foi tão simples quanto parecia. E não estou falando de logística dessa vez hahaha. Tivemos um grande problema com ingressos de Machu Picchu.

Falando de logística, de Cusco, fomos até Ollantaytambo de carro e de lá pegamos o trem para Águas Calientes (cidade base para conhecer Machu Picchu).

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Importante: A maior parte das passagens de trem para Águas Calientes não inclui mala. Nós deixamos nossas malas de 10kg guardadas no locker da própria PeruRail, em Ollantaytambo, e entramos no trem apenas com mochilas. 

O que houve com os ingressos de Machu Picchu

Contexto

Para que você entenda a história toda, vou ter que fazer uma breve contextualização. Quando decidimos ir para o Peru, não havia mais ingressos disponíveis no site oficial de ingressos de Machu Picchu para nenhum circuito. Nossa alternativa, então, foi encontrar opções através da GetYourGuide. Optamos por um passeio que inclui ingressos para Machu Picchu (circuito 2), ingressos do ônibus que sobe para lá e guia. Acabamos pagando um valor alto, mas como era o passeio “principal”, relevamos o precinho abusivo rs.

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Importante: Compre ingressos para Machu Picchu com, no mínimo, 3 meses de antecedência! 

O problema

Estávamos em Pisac há 2 dias da nossa data de visita a Machu Picchu. Foi quando recebemos um e-mail do GetYourGuide/Agência contratada dizendo que houve um problema técnico e que não poderiam oferecer mais o circuito 2, mas que, se fosse nosso desejo, poderíamos seguir com o passeio no circuito 1.

Pensa no quanto isso foi estressante! Nós havíamos comprado os ingressos antes mesmo da passagem para o Peru, tamanha importância. Além, é claro, de que tínhamos pago um valor altíssimo para garantir o circuito 2A. Solicitamos o reembolso integral, já que a agência não entregaria o serviço pelo qual havíamos pago.

Foi nesse momento que nos desesperamos (Oh God) e começamos a ir atrás de outras opções na GetYourGuide, quando achamos a opção “Ingressos de última hora para Machu Picchu Circuito 2A”. Menção honrosa à Mabel, da pousada Casa da Oren (Pisac), que nos ajudou demais a entender todos os “poréns” dessa contratação e garantir que daria certo.

Mas havia um “porém” bem importante: para garantir que conseguiríamos esse ingresso, precisávamos estar um dia antes da data do ingresso em Águas Calientes 6 horas da manhã para retirar os ingressos.

Isso nos obrigou a revisar nosso roteiro da viagem dali pra frente. Tivemos que tirar uma noite em Ollantaytambo que seria antes de Machu Picchu e considerar 2 noites a mais em Águas Calientes. Além disso, tivemos que ir até uma agência da PeruRail e trocar o horário do nosso trem para Águas Calientes para um horário da noite, para estar em Águas Calientes às 6 da manhã. Imagina o caos?

De qualquer forma, deu certo. Mas depois descobrimos que não seria necessário ter um intermediário para isso. Essa é a pegadinha! Se quiser entender melhor todo esse rolo, leia o meu artigo “Como comprar ingresso para Machu Picchu”.

Onde ficamos em Águas Calientes

Nós ficamos no Pakarina Hotel – Mas não recomendo!

Nós tínhamos outro hotel reservado para Águas Calientes, porém, como tivemos o grande problema com nossos ingressos para Machu Picchu e tivemos que reorganizar o roteiro de forma que ficássemos 2 noites em Águas Calientes, e não 1 como o previsto (pensa na correria e estresse que isso gerou), precisamos cancelar e encontrar outro.

Acabamos encontrando este hotel de última hora. Porém, não consigo encontrar motivos para recomendá-lo rs. Instalações precárias (ficamos sem água quente uma noite), café da manhã meia boca, muito barulho à noite. Existe uma boa rede de hotéis em Águas Calientes. A menos que custo seja sua única questão para escolher hospedagem, não opte por esse hotel, combinado?

O que fizemos em Águas Calientes

Águas Calientes é a cidade base para subir para Machu Picchu, porém não é exatamente uma cidade turística. Ela é tipo uns 97% dedicada a subir para Machu Picchu rs. Os outros 3% ficam por conta da vasta oferta de restaurantes, bares e cafés e de algumas opções de trilhas e museus.

Trem de Ollantaytambo até Aguas Calientes

O trem que te leva de Ollantaytambo até Águas Calientes já é uma atração! Você pode optar por tipos diferentes de vagões que oferecem experiências diferentes: teto panorâmico, janelas maiores, shows de música, comida e bebida à vontade.

Independentemente da escolha ser algo mais básico ou um vagão mais luxuoso, curta a experiência. O trem passa por lugares lindíssimos.

Machu Picchu

Machu Picchu possui 3 opções de circuitos: 1, 2 e 3. Cada um tem diferentes rotas disponíveis, que se diferenciam pela visão da montanha (mais para cima ou para baixo). O filé dos circuitos é certamente o circuito 2-A, que foi o que escolhemos. Obviamente o custo é maior e a disputa por ingressos também. Por isso, esses ingressos devem ser a primeira compra da sua viagem (confesso que comprei até antes das passagens kkkkk), com pelo menos 3 meses de antecedência.

E sim, Machu Picchu é tudo isso que falam. Também fui com um pouco de receio de que fosse somente “hype”, mas a emoção é real. Ir para Machu Picchu é uma experiência que mistura expectativa, encantamento e emoção. Desde o caminho pelas montanhas dos Andes até o primeiro momento em que as ruínas surgem diante dos olhos, existe a sensação de estar chegando a um lugar quase mágico, cercado por uma paisagem grandiosa. É difícil não se impressionar com a dimensão histórica do lugar e imaginar como os incas construíram uma cidade naquele cenário. Mais do que conhecer um ponto turístico, estar em Machu Picchu transmite a sensação de realizar um sonho, vivenciar algo único e guardar para sempre uma lembrança especial da viagem.

machu picchu, no peru
Fazendo pose nessa paisagem incrível – Acervo Pessoal

No final das contas, vimos que teria uma forma de garantir ingressos de última hora, mas isso implica considerar mais uma noite pelo menos em Águas Calientes. Eu explico tudo isso direitinho no post “Como comprar ingressos para Machu Picchu”.

Além dos ingressos para o acesso, você também precisa comprar a passagem do transporte para lá. Somente ônibus autorizados sobem para Machu Picchu. Você consegue comprar antecipadamente ou já enquanto estiver em Machu Picchu, se chegar lá com certa antecedência do seu horário de subida.

Museu Manuel Chávez Ballón e Jardim Botânico

O Museu Manuel Chávez Ballón está localizado no Km 112 do trajeto de subida para a cidade inca de Machu Picchu, a cerca de 5 minutos de ônibus e 30 minutos a pé de Águas Calientes.

O museu ilustra a história e a cultura do povo Inca, com fotos, vídeos e objetos encontrados. É pequeno, mas bem interessante se você está hospedado por lá e com tempo para isso.

Logo ao lado do museu há o Jardim Botânico, onde através de uma rápida caminhada, você pode observar toda a flora da região.

O museu é gratuito das 12h00 às 16h00 caso você apresente seu ingresso de Machu Picchu. Caso contrário, o ingresso custa 22 soles para adultos.

Massagem relaxante

Se tem uma coisa que a gente adora fazer em viagens é uma parada (ou até mais) para massagem. E Águas Calientes é um lugar perfeito para isso! Você encontra muitos centros de spa e massagem por lá, basta entrar em contato para agendar.

Como nossa estadia acabou sendo maior que o planejado, acabamos indo 2 vezes no Inti Spa Machu Picchu. No primeiro dia escolhemos a reflexologia e no segundo a massagem Inca. Ambas foram maravilhosas!

Noite em Aguas Calientes

Mesmo sendo uma cidade pequena, Águas Calientes tem muitíssimas opções de restaurantes, bares e cafés. É muito gostoso andar pelas ruas da cidade na beira do rio, curtir o passeio e depois entrar em algum estabelecimento para comer ou beber. 

Fase 6 – Ollantaytambo e a volta para casa

Depois do ápice da viagem, não queríamos simplesmente correr de volta para o aeroporto. Queríamos terminar a viagem com calma. 

Voltando de Águas Calientes, decidimos descansar um pouco e curtir a cidadezinha que muita gente acha que apenas abriga a estação de trem rs. A verdade é que Ollantaytambo é uma graça e merece pelo menos um dia para ser vivida.

Onde ficamos em Ollantaytambo

Ficamos hospedados no Wayras Hostal, que fica bem pertinho da estação de trem e a poucos minutinhos a pé do centrinho da cidade.

É um hotel relativamente simples, porém suficiente. Quartos limpos e confortáveis, café da manhã gostoso (inclusive, foram os ovos mexidos mais gostosos da viagem hahaha) e funcionários atenciosos.

Parque Arqueológico de Ollantaytambo

O Parque Arqueológico de Ollantaytambo, ou Fortaleza de Ollantaytambo, é a principal atração do povoado. As enormes pedras, as montanhas ao redor e os antigos terraços incas fazem a gente perceber o tamanho da história que existe naquele lugar.

Subir pelas ruínas cansa, principalmente por causa da altitude, mas a cada degrau a vista fica mais bonita e a sensação de estar vivendo algo especial aumenta. Confesso que acabamos não subindo tudo, já estávamos no fim da viagem e bem cansados, mas até onde chegamos, foi incrível!

Passeio pelo bairro inca de Qosqo Ayllu, com casas de mais de 500 anos ainda habitadas

Ollantaytambo é um povoado do Vale Sagrado dos Incas que vale ser olhado com mais atenção, pois lá você consegue compreender de fato a vida urbana, agrícola e cerimonial da cultura inca. O parque arqueológico é incrível, mas poder observar em seu povoado as ruas de pedras, muros incas, casinhas antigas e canais de água é ainda mais legal!

Por isso, fazer um simples passeio pelo bairro é uma baita atração! Vá sem pressa, caminhe percebendo cada pedacinho e tente imaginar como era antigamente.

Quanto custou meu roteiro de 14 dias no Peru

Sei que “quanto custa” é a pergunta que todo mundo quer saber antes mesmo de ler o resto do roteiro rs. Mas antes, acho que vale um breve contexto.

Antes que você ache o valor salgado: boa parte dessa diferença em relação a outros roteiros de Peru que você vai encontrar por aí vem de uma escolha bem específica nossa: fizemos 3 voos internos (Lima-Arequipa, Arequipa-Cusco e a volta Cusco-Lima), enquanto a maioria dos roteiros de 10 a 14 dias faz só Lima-Cusco de ida e volta e pula Arequipa, ou tem no máximo 10 dias. Foi uma escolha consciente, porque a Cidade Branca fazia parte da nossa estratégia de aclimatação à altitude (lembra que contei lá em cima?), mas ela tem um custo real que vale a pena você considerar se estiver montando o seu próprio roteiro e decidindo entre economizar tempo/dinheiro ou dar esse passo extra de conforto físico, combinado?

Voo de lima para arequipa
Janela do avião durante voo para Arequipa – Acervo Pessoal

Vamos aos números. Nossa viagem custou aproximadamente 14.800 reais por pessoa. Os valores são de julho de 2026, com o dólar cotado a R$ 5,16 na época. 

Abaixo, o detalhamento por categoria:

Valores reais

Quanto custou nossa viagem de 14 dias ao Peru

Valores reais, para 3 pessoas, referentes a julho de 2026 — dólar cotado a R$ 5,16 na época

Categoria Total (3 pessoas) Por pessoa
AéreoSP–Lima, Lima–Arequipa, Arequipa–Cusco, Cusco–SP R$ 17.114 R$ 5.705
Hospedagem13 noites, 6 hotéis R$ 7.141 R$ 2.380
Transporte localtrem Ollantaytambo–Águas Calientes, táxis e traslados R$ 3.022 R$ 1.007
Seguro viagemcontratado com a Assist Card R$ 1.379 R$ 460
Alimentação R$ 8.000 R$ 2.667
Passeios e ingressosinclui Machu Picchu e Pachacamac, comprados via GetYourGuide R$ 7.743 R$ 2.581
Total R$ 44.400  /  R$ 14.800 por pessoa
Aéreo
Total (3 pessoas)R$ 17.114
Por pessoaR$ 5.705
SP–Lima, Lima–Arequipa, Arequipa–Cusco, Cusco–SP
Hospedagem
Total (3 pessoas)R$ 7.141
Por pessoaR$ 2.380
13 noites, 6 hotéis
Transporte local
Total (3 pessoas)R$ 3.022
Por pessoaR$ 1.007
trem Ollantaytambo–Águas Calientes, táxis e traslados
Seguro viagem
Total (3 pessoas)R$ 1.379
Por pessoaR$ 460
contratado com a Assist Card
Alimentação
Total (3 pessoas)R$ 8.000
Por pessoaR$ 2.667
Passeios e ingressos
Total (3 pessoas)R$ 7.743
Por pessoaR$ 2.581
inclui Machu Picchu e Pachacamac, comprados via GetYourGuide
Total
3 pessoasR$ 44.400
Por pessoaR$ 14.800

Esses valores não incluem compras pessoais nem gorjetas, e podem variar dependendo da época da viagem e da cotação do dólar no momento da sua compra.

Importante: Vale lembrar que esses valores não incluem compras pessoais nem gorjetas, e podem variar bastante dependendo da época do ano, do câmbio do dia e das escolhas de hospedagem e passeio de cada um. Não existe uma resposta única para “quanto custa o Peru”, existe a resposta para o seu estilo de viagem. 

O que eu faria exatamente igual

  • Ficar 3 dias em Lima
  • Começar a viagem depois de Lima por Arequipa
  • Dormir no Vale Sagrado antes de Cusco
  • Reservar tempo para conhecer Ollantaytambo

O que eu faria diferente 

  • Planejaria a viagem com mais antecedência – isso nos custou um pequeno estresse em relação aos ingressos de Machu Picchu

Dicas práticas para quem for repetir o roteiro

  • Altitude: o segredo foi alternar entre altitudes altas de dia e mais baixas para dormir. Beber muita água, andar devagar e usar chá de coca ajudaram bastante a evitar o mal de altitude.
  • Boleto Turístico Integral: compensa comprar logo em Chinchero. Esse boleto cobre Pisac, Moray, Sacsayhuamán, Fortaleza de Ollantaytambo e alguns museus, com validade de 10 dias.
  • Dinheiro: sacamos soles em caixas do Interbank e BBVA (taxas melhores) e sempre recusamos a conversão automática nas maquininhas. Vale escolher pagar em soles e deixar o câmbio por conta do cartão internacional.
  • Vale Sagrado: caixas eletrônicos são escassos e nem todo lugar aceita cartão. Melhor sacar soles suficientes ainda em Cusco.
  • Reservas antecipadas: vários restaurantes e passeios em Cusco e no Vale Sagrado (Pachapapa, LIMO, Andean Colors) só têm vaga garantida com reserva feita com semanas de antecedência.

Vale a pena ir para o Peru?

Sem enrolação: muito!

O Peru é uma joia na América do Sul: voo rápido do Brasil, idioma acessível (nosso famoso “Portunhol” é suficiente), gastronomia excelente e uma diversidade de paisagens que impressiona. Com certeza vale a pena conhecer esse país incrível e diverso.

Perguntas frequentes sobre Roteiro para o Peru

Gostou do roteiro?

Gostou do meu roteiro? Para quem tem essas limitações que meu grupo tinha (idade, asma, etc), ele pode ser perfeito! Você tem tempo suficiente para aclimatação e consegue conhecer cada cidade de forma completa. 

Caso você não tenha limitações pessoais e/ou não tenha 14 dias para a viagem, é super possível montar um roteiro para 8 ou 10 dias ao Peru. Está com dificuldades para montar seu roteiro? Eu te ajudo! Conheça meu serviço de roteiro personalizado. Monto seu roteiro totalmente de acordo com suas preferências e necessidades.

Fique à vontade para escolher a melhor opção para sua realidade e depois me conte como foi sua experiência nesse país incrível!

Um beijo e boa viagem.

Assinatura de autora — Entre Destinos
Carol Abreu

Escrito por

Carol Abreu

Fundadora do Entre Destinos. Escrevo sobre viagens do jeito que elas realmente são, com dicas práticas para você planejar as suas com mais leveza.

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