Visitar as cidades da Patagônia Argentina entre o final da primavera e o verão é a escolha certa para aproveitar ao máximo tudo o que as cidades têm a oferecer.
Mas afinal, o que é a “Patagônia”?
Patagônia é uma região localizada no sul da Argentina e do Chile, sendo uma das áreas com as paisagens mais impressionantes da América do Sul (e do mundo, claro).
Essa área é casa de geleiras imensas, lagos de águas cristalinas provenientes do degelo de suas impressionantes montanhas, estepes a perder de vista e uma fauna impressionante, com destaque para pinguins, guanacos e condores.
É uma região onde a natureza é protagonista, portanto é uma viagem ideal para aqueles que procuram aventura, trilhas, interação profunda com natureza e paisagens surreais, sem abrir mão da excelente infraestrutura turística.
Por que viajar para a patagônia no verão?
Quando você ouve falar de destinos da Patagônia, seja Argentina ou Chilena, imagino que, automaticamente, “inverno” venha à sua cabeça, certo? Pois bem, se você está procurando por neve, esqui e coisas do gênero, de fato você deveria ir durante o inverno, porém, é durante o verão que a maioria das atividades ao ar livre são realizadas, como trekkings, caminhadas com pinguins, passeios de barco, etc. Inclusive, a partir de dezembro é quando começa a alta temporada.
Mas não pense que irá encontrar altas temperaturas, sol de rachar, poder usar biquini e beber água de coco, ok? Rs. Principalmente na Patagônia mais abaixo no mapa, o friozinho permanece e é possível viver um verão confortável, caso você seja “inimigo do verão”, como é meu caso rs.
Eu fiz essa viagem em dezembro de 2025, entre o finalzinho da primavera e o início do verão, fiquei em 4 cidades da Patagônia – Bariloche, El Chalten, El Calafate e Ushuaia – e vou contar para vocês todos os passeios, hospedagens, pontos altos e perrengues! Vamos lá?

Bariloche
Muitas pessoas não imaginam, mas Bariloche também faz parte da Patagônia Argentina!
Bariloche, ou San Carlos de Bariloche, como é oficialmente chamada, é uma cidade na Argentina com cerca de 150 mil habitantes. Ela é margeada pelo Lago Nahuel Huapi, e fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi. Durante o verão, para chegar lá, é necessária uma parada em Buenos Aires, que fica 1.600 km distante de Bariloche (mais ou menos 2 horinhas de avião saindo de São Paulo). Durante a temporada de inverno, existe voo direto de São Paulo (4h45 de duração).
Bariloche no verão? Mas lá não é só para ver neve?
Bariloche é uma cidade muito famosa na temporada de inverno, principalmente para brasileiros, porém, o que talvez poucas pessoas saibam, é que existem muitas opções de passeios durante o verão, estação que deixa os dias mais longos e o clima ameno, ideal para passeios ao ar livre.
Como disse no início, estive por lá entre o final da primavera e o início do verão (dezembro), mas vou detalhar opções de passeios que podem ser realizados no alto verão, quando as temperaturas estão mais altas do que em Dezembro.
O que fazer em Bariloche no verão?
Durante a temporada de verão, Bariloche se torna um destino perfeito para os amantes de natureza, atividades ao ar livre e paisagens impressionantes, já que os dias são mais longos e as temperaturas mais agradáveis. Um destino perfeito para combinar com as demais cidades da Patagônia sem enjoar. Veja o que não pode faltar no seu roteiro.

Circuito Chico
O circuito Chico é um dos mais tradicionais passeios de Bariloche e nada mais é do que um tour panorâmico, ou seja, uma rota de mais ou menos 60 km que oferece paisagens lindas da cidade. Você verá que esse tipo de passeio panorâmico é algo comum em todas as cidades da Patagônia.
Para realizar essa rota, que é feita pela Avenida Exequiel Bustillo e a Ruta Provincial 77, você pode contratar uma excursão (dê uma olhadinha nessa opção) ou ir por conta própria com carro alugado. Minha escolha foi alugar um carro através da RentCars (reserve por aqui) já durante minha chegada no aeroporto para explorar melhor e com mais autonomia a cidade, mas ambas as opções são super válidas!

Paradas que você pode fazer no Circuito Chico:
Playa Bonita
Uma praia de água doce belíssima e calma, super fotogênica
Cerro Campanário
famosíssimo mirante da cidade, com vistas panorâmicas incríveis dos lagos Nahuel Huapi e Moreno. Subida pelo teleférico ou, para os mais aventureiros, trilha.
Parque Municipal de Llao-Llao
possui trilhas lindíssimas e mirantes com vistas panorâmicas do Lago Nahuel Huapi
Bahia de Los Troncos
trilha que desce pela floresta até a margem do lago, onde você pode caminhar e ver os troncos petrificados na praia
Capela San Eduardo
trilha que desce pela floresta até a margem do lago, onde você pode caminhar e ver os troncos petrificados na praia
Capela San Eduardo
Uma pequena capela na região do Llao Llao, em estilo montanhês, com característica neogótica e influências da arquitetura europeia construída em 1938, 300 metros acima do famosíssimo e estrelado Hotel Llao Llao
Ponto Panorâmico
Talvez a vista mais famosa do Circuito e de Bariloche, super acessível e lindíssima
Cervejaria Patagônia
A cervejaria mais conhecida da região possui um refúgio localizado em um mirante deslumbrante no Circuito Chico.
Colônia Suíça
Uma região em Bariloche bem charmosinha, com bastante influência europeia, gastronomia local, como o famoso Curanto, além de lojinhas.
Trilhas – Treekings
Apesar das mais conhecidas trilhas da Patagônia estarem em outras cidades, que irei citar na sequência, Bariloche também possui diversas opções de trilhas.
São muitas opções e com diferentes níveis de dificuldade. As mais conhecidas são:
- Refúgio Frey
- Cerro López
- Cerro Llao Llao
- Cerro Campanario,
Para consultar todas as trilhas disponíveis, bem como suas informações detalhadas, indico acessar o site https://barilochetrekking.com e evitar surpresas!
Provar o Curanto, uma tradição patagônica
O que é Curanto?
Já ouviu falar de Curanto? Curanto é uma espécie de preparação de comida muito tradicional na região patagônica, onde é cavado um buraco na terra, pedras são aquecidas com fogo e, na sequência, alimentos são colocados sobre uma camada de folhas aromáticas locais para serem cozidos.
Alimentos como carne de cordeiro, frango, porco e linguiça, além de legumes, batatas, abóbora e outros, então, são cobertos com mais folhas aromáticas (nativas da região), panos e terra e cozidos a vapor durante um período.
Onde posso encontrar o Curanto?
Em Bariloche, é possível encontrar essa experiência na Colônia Suíça (Colonia Suiza), uma vila bem charmosinha que fica localizada a aproximadamente 25 km do centro de Bariloche.
A Colonia Suiza é uma região em Bariloche que foi fundada e povoada no fim do século XIX por imigrantes europeus, especialmente suíços, atraídos pela agricultura, principalmente, além de melhores condições.
Você pode chegar lá de carro alugado (aproximadamente 40 minutos), de ônibus (linha 10 saindo do centro, pela Av. San Martín y Pagano) ou pode contratar um transfer/excursão com empresas especializadas. Lembrando que a Colonia Suiza fica localizada no Circuito Chico, podendo ser explorada no mesmo roteiro, ok?
Como é a experiência?
O tradicional Curanto Victor Goye foi minha escolha, então é ele que vou citar por aqui. De qualquer forma, na região da Colonia Suiza você encontra outros estabelecimentos que servem. Sobre o Curanto Victor Goye, é possível fazer a reserva da mesa para a experiência por telefone ou pelo site, mas o pagamento é realizado na hora e custa cerca de 200 reais por pessoa (Dez/2025). Os eventos acontecem às quartas e domingos.
Eles sugerem chegar mais cedo para que possamos ver todo o preparo, o próprio Victor Goye – pelo menos na minha vez rs – foi quem explicou toda a história e o processo que estava sendo realizado.
Enquanto os alimentos cozinham, eles sugerem que a gente dê uma voltinha pela vila, já que demoraria pelo menos 1h30 até o momento de iniciar o processo de retirada e de servir a comida de fato. Após um pocket show de um “repentista” local, alguns discursos e de fato a retirada dos alimentos do “buraco”, finalmente somos servidos à mesa rs. A comida é boa. Não surpreende, mas é bem ok! O que mais vale é a experiência de participar de algo tão tradicional.
Praias de água doce
Outra opção incrível em Bariloche no verão é desfrutar das lindíssimas praias de água doce.
As praias são paradisíacas, com águas cristalinas provenientes do degelo e com o bônus das montanhas ao fundo.
Grande parte das praias ficam em torno do grande lago Nahuel Huapi, como Playa del centenário, Playa Melipal, Playa Bonita. Mas também em outros lagos, como lago Gutierrez e lago Moreno.
Outra opção é seguir para Villa La Angostura, que fica pertinho de Bariloche (cerca de 80km – 1 hora), que também possui praias lindíssimas, como a Bahia Mansa, Bahia Brava e a Praia do Lago Correntoso.
Vale dizer que, mesmo nos dias mais quentes, a água é bem geladinha!

Navegação a Isla Victoria e Bosque de Arrayanes
Outro passeio praticamente mandatório em Bariloche no verão é esse, viu? Rs. Você encontra dezenas de opções de passeios saindo do Puerto Pañuelo, no centro, ou até mesmo do Puerto Manzano, que fica em Villa la Angostura, caso já esteja por lá.
Como é o passeio?
Você pode optar por ir de catamarã com outros turistas ou lancha privativa – a título de curiosidade, minha opção foi a segunda. Alguns passeios coletivos possuem opção VIP, que inclui almoço com bebidas e espaço especial no barco. Um luxo! Rs.
Geralmente, o trajeto é: Puerto Pañuelo – navegação pelo lago Nahuel Huapi até a Isla Victoria – descida para trilha – volta para navegação até o Bosque dos Arrayanes – navegação de volta para Puerto Pañuelo.
Você encontra diversas opções do passeio coletivo, com o catamarã, no GetYourGuide, que podem variar de 700 a 1200 reais (Dezembro/2025), sem contar a opção VIP.

Minha escolha e opinião sincera
Visto que estávamos em 5 pessoas e queríamos uma experiência mais exclusiva e personalizada, optamos por contratar o serviço privativo de lancha com almoço. E olha, zero arrependimentos! Tivemos nossa experiência totalmente personalizada, fomos somente nos pontos que queríamos e o Esteban (Bariloche Boat Rental) nos levou em outros pontos mais “escondidos” que geralmente as excursões não param. Foi incrível!
E já que meu compromisso aqui é dizer sempre a verdade, serei bem direta sobre minha opção: é cara, tá bom? Vale a pena? Muito! É obrigatória? De forma alguma. Acredito que as opções de excursões em catamarã coletivas são incríveis também, visto que o trajeto é quase o mesmo, a única diferença é que eles devem seguir o itinerário à risca e não tem o almoço durante o passeio, exceto se você optar pela opção “VIP”.
Portanto, tudo isso é luxo, gente. Não são experiências obrigatórias e vai de acordo com o que você prefere, pode e quer pagar. Na ocasião, buscamos exatamente esse tipo de experiência e achamos que o valor para 5 pessoas era possível, então fomos!

Bate-volta (ou estadia) em Villa La Angostura
Villa La Angostura é também uma cidade da Patagônia Argentina que fica às margens do Lago Nahuel Huapi, bem pertinho de Bariloche, cerca de 1h10 de lá. Muitos dizem que é conhecida como “o jardim da patagônia”.
Especialmente no verão, as belezas naturais da cidade são o ponto alto! Além de praias lindíssimas de água doce, como mencionei antes, Villa La Angostura tem opções de trilhas, cachoeiras, pesca, esportes aquáticos e é lá que fica o famosíssimo Bosque dos Arrayanes.
Você pode fazer um bate-volta saindo de Bariloche, que foi o meu caso, ou de fato se hospedar por lá e desfrutar de todos os atrativos da cidade com mais tempo.
Bate-volta (ou estadia) em El Bolsón
El Bolsón fica a 120 km de Bariloche pela Rota 40. É uma cidadezinha meio “hippie”, cercada por rios e montanhas e que oferece um turismo mais “alternativo”, digamos assim.
Por ser uma cidade que oferece, em sua maioria, atrativos naturais e passeios ao ar livre, a melhor época para conhecer de fato é o verão. Trilhas, rios, lagos, cachoeiras e até festivais acontecem nessa época.
O que fazer em El Bolsón?
A escolha na ocasião foi bate-volta, acabei fazendo apenas uma trilha na região, por isso será a única opção que darei mais detalhes.
Trilha Cajón del Azul
A trilha Cajón del Azul foi a escolhida. A trilha é longa e com nível de dificuldade médio para cima, ok? Muitas subidas e descidas o tempo todo, o que significa que nem na volta você tem descanso rs, totalizando 7 a 8 horas de caminhada. O início do trajeto é bonito, com rios, pontes e paisagens bacanas, mas logo o trajeto fica sem graça e o cansaço toma conta.
Especialmente na época que fomos, no meio de dezembro de 2025, estava chovendo e grande parte das paisagens estavam comprometidas como resultado de um incêndio que houve em meses anteriores, o que comprometeu bastante o visual e nosso ânimo para chegar lá.

O final da trilha é bonito, porém acredito que visuais tão bonitos quanto podem ser apreciados de outra forma, sem necessidade de tantos quilômetros caminhados rs. Entretanto, se você está acostumado e adora esse tipo de aventura, se joga!
A volta foi cansativa, como disse anteriormente, já que o caminho todo é cheio de subidas e descidas. Visto que não é uma trilha circular, a volta é pelo mesmo caminho, portanto você nunca descansa rs. Apesar disso, agradecemos quando, já mais para o final, demos de cara com um bar com cerveja artesanal e lanches hahaha. O lugar em questão chama-se “The Mystic Fog Beer & Co.”. As cervejas eram bem saborosas e os lanches com batatas rústicas estavam deliciosos! Foi uma boa maneira de descansar, curtir a paisagem e ganhar forças para finalizar a trilha até o estacionamento.
Outras atrações em El Bolsón
El Paraíso – para aproveitar uma praia de rio paradisíaca (mesmo)
Cerro Piltriquitrón: Montanha com vista panorâmica dos Andes, é onde fica o famoso Bosque Tallado e o Refúgio Piltriquitrón, que durante o inverno possui atividades de neve, mas, durante o verão, oferece trilhas e vistas incríveis.
Bosque Tallado: Um bosque com 60 esculturas em troncos criadas por artistas de todo o mundo.
Cascada Escondida: uma linda cascata de 30 metros formada pelo Arroyo del Medio
Explorar cervejarias artesanais: Assim como grande parte da Patagônia Argentina, El Bolsón também é conhecida pela produção de lúpulo e excelentes cervejas!
Dica extra: As meninas do “Mala de Aventuras” têm um guia completíssimo sobre El Bolsón, recomendo muito a leitura caso esteja interessado em conhecer melhor a cidade.
Subida ao Cerro Otto e Cerro Catedral
Embora estejamos falando de verão, ainda assim é possível subir nos cerros onde ficam localizadas as famosas estações de esqui de Bariloche: Cerro Otto e Cerro Catedral.
Sem neve, o que se torna atrativo nessa subida é ainda a possibilidade de ter vistas panorâmicas incríveis, realizar trilhas ou subir pelo teleférico e desfrutar de boa gastronomia – especialmente confeitaria – e cervejas artesanais.
Conhecer uma cervejaria artesanal
Bariloche, além de todas as belezas naturais que falamos, é também um local super reconhecido por suas cervejas artesanais, bem como toda a Patagônia. A variedade é grande e a qualidade altíssima!
Por fim, se você é um apreciador de uma boa cervejinha, confira abaixo as cervejarias mais conhecidas e escolha a de sua preferência:
- Cervejaria Manush
- Cevrejaria Lowther
- Cervejaria Blest
Outra opção existente é fazer a “Bariloche Beer Experience”, um tour cervejeiro por 3 grandes cervejarias artesanais da cidade – Wesley Brewery, Patagonia e Gilbert – em que você pode conhecer as histórias das cervejarias, aprender sobre a produção e, claro, degustá-las.
El Calafate, o “filé” da Patagônia
Joia patagônica
A cidade de El Calafate é uma verdadeira joia patagônica. Desde a aproximação do avião, fica muito claro que você está chegando num lugar especial. El Calafate é cidade base para explorar algumas das paisagens mais absurdas da Patagônia e eu garanto que esse deverá ser o ponto alto da sua viagem – pelo menos da minha foi!
Durante o verão, El Calafate possui inúmeras possibilidades de passeios e atividades, independente se for uma viagem de família ou de aventureiros, já que é quando a cidade fica com mais opções de passeios.
Como chegar em El Calafate?
Não é possível chegar em voo direto do Brasil, o trajeto exige uma parada em Buenos Aires. Você encontra passagens pela Aerolíneas Argentinas, Flybondi ou JetSmart (sendo as duas últimas “low-costs”, então fique atento se o valor inclui bagagem, ok?).
Chegando em El Calafate, você pode alugar um carro ou utilizar transfers, Remis ou aplicativos (Uber ou Didi) para desfrutar dos atrativos do local.
O que fazer em El Calafate, a cidade mais completa da patagônia?
Como disse no início, El Calafate, para mim, foi “o filé” da viagem. Existem muitas atrações possíveis, e para todos os gostos! Entretanto, grande parte está diretamente ligada ao cartão-postal da cidade: Glaciar Perito Moreno.
Glaciar Perito Moreno
O Glaciar (ou geleira) Perito Moreno é a atração mais conhecida e mais procurada na cidade, diria que é a razão pela qual grande parte dos turistas se interessam em conhecer a Patagônia. E olha, não é para menos. Ele fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares, pouco mais de 80 km saindo do centro de El Calafate.
O Glaciar Perito Moreno possui paredões de gelo que podem chegar a 60 metros de altura acima da água. Ele é conhecido pelo seu movimento contínuo, e esse movimento faz com que ele avance cerca de 2m POR DIA, o que causa os famosos desprendimentos, que é quando enormes paredões desabam na água, causando um super estrondo e tornam-se atração do local.
Existem diferentes formas de chegar perto e admirar a imponente geleira Perito Moreno, que podem ser feitas de forma separada, ou de forma complementar. Vou descrever cada opção abaixo.
Passarelas – Glaciar Perito Moreno
As famosas passarelas que garantem vistas incríveis do glaciar precisam estar em todo roteiro! Essa é a forma mais tradicional, e diria mais barata, de conhecer a geleira de perto.
Elas ficam de frente para a parede norte do Perito Moreno. São mais de 4 km de passarelas muito bem estruturadas e sinalizadas, sendo divididas em rotas de cores diferentes, cada rota possui mirantes em diferentes níveis, o que permite visões de diferentes ângulos, além de circuito acessível!
Ficar parado admirando a imponência e a beleza dos paredões é quase viciante. Pode ser que você consiga testemunhar alguma das rupturas. Garanto, você ficará impressionado!

Estrutura das passarelas
O local conta com estacionamento, restaurantes, banheiros e lojinhas. Se você optar por ir de carro alugado, saiba que existem dois estacionamentos (gratuitos): um mais perto, onde geralmente ficam os ônibus de excursão e carros, quando não está lotado, e um outro estacionamento que fica um pouquinho longe das passarelas, mas saem micro-ônibus o tempo todo levando os turistas para lá, portanto fique tranquilo!
O acesso às passarelas é feito com o ingresso para o Parque Nacional Los Glaciares, que custa 45.000 pesos argentinos, algo em torno de 165 reais (Dez/2025). Você pode comprar online ou diretamente na entrada do parque – para a segunda opção, recomendo ter pesos argentinos em espécie.
Ah, a entrada que você compra é para o Parque Nacional Los Glaciares. Com essa mesma entrada, você pode ter acesso ao porto que leva a outros passeios, como, por exemplo, passeios de barco e os trekkings nas geleiras – esses pagos a parte. Lembrando que esse valor é para um dia de entrada, mas existem opções de mais dias, se for do seu interesse.

Trekking – Glaciar Perito Moreno
Eis o passeio mais legal da viagem. Sim, essa experiência é única e inesquecível. Um outro adjetivo que encaixa tão bem quanto é “caríssima” rs. Mas eu garanto: vale muito, você simplesmente caminha sobre a geleira Perito Moreno, a mais famosa do mundo!
Existem 2 opções de trekking: minitrekking e o big ice, sendo o segundo mais longo e intenso, demandando um preparo físico melhor, já que o percurso no gelo dura aproximadamente 3 horas, diferente do minitrekking que dura 1 hora, ou seja, mais tranquilo para a maior parte dos turistas.
Optei pelo minitrekking, pois acredito que não aguentaria andar 3 horas no gelo, subindo e descendo rs. E foi a melhor escolha! A duração é bem suficiente e nos entrega uma experiência surreal.
O trajeto inicia num barco, depois uma leve caminhada até o glaciar e, aí sim, colocamos os grampos (ou crampons) para iniciar a caminhada no gelo.
Valores:
- Minitrekking: 320.000 pesos argentinos (cerca de 1180 reais – Dez/2025)
- Big Ice: 490.000 pesos argentinos (cerca de 1800 reais – Dez/2025)
Só existe uma empresa que realiza esses passeios: Hielo & Aventura. No site deles você encontra todas as informações sobre os trekkings, bem como os demais passeios que eles oferecem:

Passeios de Barco – Perito Moreno
Uma outra opção para ter vistas incríveis e bem pertinho do glaciar Perito Moreno é através de um passeio de barco.
O passeio comum geralmente dura em torno de 1 hora, vai passando pelos blocos que se soltaram da geleira, todos boiando pelo lago Argentino, até chegar bem próximo ao paredão norte do majestoso Perito Moreno. O barco chega a ficar em torno de 300 metros próximo à geleira. Bem pertinho mesmo!
Para contratar o passeio, basta entrar num site, como o GetYourGuide, reservar o passeio, como por exemplo esse aqui, com a praticidade de fazer isso do Brasil mesmo, o que pode ser importante nessa época de alta temporada. Além disso, existe a opção de contratar pelas próprias agências, diretamente em El Calafate. Lembrando que para fazer esse passeio também é necessário ter o ingresso para o Parque Nacional los Glaciares.
Bate-volta (ou estadia) em El Chaltén
El Chaltén é um daqueles destinos que parecem irreais de tão bonitos, onde a natureza se mostra em sua forma mais pura e quase mística. Localizada a pouco mais de 200 km de El Calafate, dentro do Parque Nacional Los Glaciares, a cidade é conhecida como a capital argentina do trekking, por isso atrai viajantes do mundo todo em busca de trilhas incríveis e paisagens impressionantes, tendo o imponente Monte Fitz Roy como seu principal cartão-postal.
Muita gente opta por fazer um bate-volta, e está tudo bem, é super possível! Porém, minha recomendação é ficar no mínimo uma noite hospedado, assim você consegue fazer uma das trilhas longas e ainda curtir um jantar bem gostoso no centrinho, que é uma graça.
Mais para frente terá um capítulo todo falando de El Chaltén!
Navegação – Parque Nacional los Glaciares
Além da navegação para ver o Perito Moreno, existem outras opções de navegação pelo lago Argentino, saindo do porto de Punta Bandera para ver o grandioso glaciar Upsala, que é bem maior do que o Perito Moreno, e o Canal Spegazzini, onde é possível observar a geleira Spegazzini, além de outras pelo caminho. O passeio dura o dia todo e você encontra diversas opções como essa no GetYourGuide.
Eu fiz a navegação pelo lago Argentino de outra forma, contratei o passeio pela Estância Cristina, que vou citar mais para frente, portanto foi uma navegação mais curta, mas igualmente interessante, já que foi possível admirar os icebergs provenientes dos desprendimentos do glaciar Upsala e, depois de descer do barco, partir rumo a um mirante incrível do glaciar.
Glaciarium – Museu do Gelo
O Glaciarium é um dos centros de interpretação “glaciológicos” do mundo e é dedicado à divulgação do gelo Patagônico e seus glaciares. Ele é um museu super moderno e explica direitinho como as geleiras se formam, além de números e curiosidades que impressionam!
Confesso que estava um pouco desconfiada antes de ir, achei que seria só mais um passeio “pega turista” que explica mais ou menos o que acontece e é isso. Mas não! De fato o museu tem uma estrutura ótima e se torna ainda mais interessante se você compra o ingresso com visita guiada.
Dica: Tente programar sua visita ao Glaciarium antes de sua ida ao Perito Moreno. O passeio vai ficar muito mais interessante e você vai observá-lo com outros olhos.

O Glaciarium também conta com um bar de gelo no subsolo, o GlacioBar, que tem em torno de -10ºC de temperatura. Para o acesso, você recebe casacos e luvas para aguentar o frio, além de 2 drinks. Você pode ficar por lá apenas 20 minutos.
Glaciarium – Quanto custa e como chegar
O ingresso geral do Glaciarium custa a partir de 25.000 pesos argentinos e pode ser adquirido online pelo site do museu ou diretamente pela bilheteria. Visita guiada e acesso ao bar de gelo adicionam algum valor na entrada geral, ok?
O museu fica a aproximadamente 8 km do centro de El Calafate. Se você estiver de carro alugado, é bem fácil de chegar até lá pela Rota Nacional 11. Se você não está com carro alugado, tem 2 opções: uber ou o transfer gratuito que o museu disponibiliza – fica ao lado do hotel ACA (Calle 1° de Mayo) e tem vans saindo de 1 em 1 hora, das 12:00 ás 17:00. O site oficial do museu tem mais informações sobre o translado.
Centro de El Calafate
O centro de El Calafate é uma gracinha e, apesar de pequeno, já que é praticamente uma avenida principal (Avenida del Libertador) e algumas ruas ao redor. Possui excelentes restaurantes, bares e lojas, além, é claro, de estabelecimentos necessários como farmácias, mercados, agências de turismo e casa de câmbio. Ou seja, é um centrinho completo!
Vale a pena dar umas voltinhas por lá no final de seus dias, seja para jantar ou só petiscar algo bebendo uma cervejinha. As lojas de souvenir são bem completas e garanto que você passará algumas horinhas explorando por lá – experiência própria rs.
Cerveja em El Calafate
A Patagônia no geral é sim um local onde a cerveja artesanal é muito bem reconhecida! Em El Calafate isso não seria diferente.
Além da famosíssima Cervejaria Patagônia, El Calafate possui outras opções de bares ideais para este fim. vale a pena dedicar um tempinho para apreciar as cervejas artesanais da cidade, caso seja de seu gosto.
Os bares ficam localizados na avenida principal do centro (Avenida del Libertador), onde você pode apreciar uma cervejinha, desfrutando de alguns petiscos, ou até mesmo hambúrgueres e pizzas.
Enquanto estive por lá, conheci a La Zorra TapRoom e gostei bastante! O bar conta com diversas opções de cervejas, além de comidinhas deliciosas como saladas caprichadas, hambúrgueres, pizzas, batatas e outros petiscos.

Punta Walichu
Punta Walichu (Cuevas del Walichu) é uma outra opção de passeio “diferentão” em El Calafate, perfeito para quem curte história. Trata-se de um sítio arqueológico que possui artes rupestres e foi pesquisado por Francisco Pascasio Moreno (o famoso Perito Moreno) no ano de 1887.
Os povos originários usavam a arte rupestre como forma de expressão. Sabe-se pouco sobre os significados reais, mas sabe-se que as tintas têm origem animal. Por lá é possível observar painéis com figuras antropomórficas e zoomórficas, pegadas de animais, impressões de mãos positivas e negativas e desenhos de labirintos semelhantes aos da Austrália, de acordo com o arqueólogo Imbelloni. É verdade que as pinturas não estão tão bem preservadas, mas ainda assim é interessante observar, tentar entender e interpretar.
Fora todo o contexto histórico, Punta Walichu fica às margens do lindíssimo Lago Argentino, é cercada por falésias e depressões de arenito, o que deixa o passeio visualmente agradável de fazer.

Como comprar?
Por lá, existe um centro de informações bem completinho, com banheiro, cafeteria, souvenirs e bilheteria, portanto é lá que você compra o ingresso, além de receber o seu áudio guia em espanhol, inglês, francês e até em português, assim fica mais fácil entender toda a história do local enquanto percorre os corredores de pedra. Existe também a opção de visita guiada, que acontece todos os dias, exceto às terças-feiras, às 10h30.
O ingresso custa 25.000 pesos argentinos (cerca de 92 reais – Dez/2025) e o local fica aberto diariamente, das 9h às 20h30. Crianças menores de 10 anos e pessoas com deficiência possuem direito à entrada gratuita. Para mais informações, consulte o site oficial.

Como chegar?
O local fica localizado a cerca de 8 km do centro de El Calafate. O acesso pode ser realizado por carro alugado, uber, remis ou táxis. O acesso à estradinha está bem indicado na Rota 11.
Uma outra opção seria contratar o passeio que chamam de “Nativo Experience”. Além de Punta Walichu, o passeio conta com outras paradas bem legais e tem a vantagem de te buscar no hotel. Custa em torno de 333.000 pesos argentinos (aproximadamente 1230 reais – Dez/2025) e você pode reservá-lo por aqui.
Laguna Nimez
A Laguna Nimez é uma reserva natural com uma área preservada, beirando o Lago Argentino e especialmente conhecida por ser um local excelente para observação de aves, tanto que, em 2005, recebeu o título de “Important Bird Conservation Area (AICA) pela organização Birdlife International.
Embora eu não tenha tido essa sorte, a Laguna Nimez é muito conhecida por ter flamingos por lá. Imagino que seja coisa de “época certa” rs, espero que você possa ter essa experiência!
É um passeio bem tranquilo e com um percurso relativamente curto (4 km) e é uma escolha bacana para realizar com a família num dia mais livre, em que pretendem descansar um pouco da maratona de trilhas e expedições na Patagônia rs.
Para chegar é bem tranquilo, pois fica a pouco mais de 1 km do centro de El Calafate.
O ingresso geral custa 12.000 pesos argentinos (em torno de 44 reais – Dez/2025) e fica aberto o ano todo. No Verão, que é a temporada que estamos abordando neste post, os horários são de segunda a domingo, das 9:30h às 19:30h. Já no inverno, de segunda a domingo, das 10h00 às 18h00.
Visitar uma Estância Patagônica
Visitar uma das Estâncias em El Calafate é um dos passeios mais realizados para quem visita a cidade, pois é uma forma de vivenciar a vida rural e as atividades do povo e do trabalhador da região patagônica.
As três estâncias mais famosas da região e que recebem visitas de turistas são: Estância Nibepo Aike, Estância 25 de Mayo e Estância Cristina.
Nesse tópico, vou citar brevemente sobre o que pode ser feito e visto nas duas primeiras, Estância Nibepo Aike e Estância 25 de Mayo, e vou dedicar um subtópico somente à Estância Cristina, pois foi o local escolhido por mim e é a escolha que possui geleiras e outros passeios, além dos habituais oferecidos pelas demais, combinado?
Nas Estâncias de El Calafate é possível assistir à demonstração de pastoreio e tosquia de ovelhas, realizar cavalgadas, assistir a danças tradicionais da região, experimentar um jantar típico, entre outras atividades. É uma verdadeira imersão na vida rural e na cultura da região patagônica. Isso sem mencionar a beleza ímpar das paisagens incríveis ao redor das estâncias.
Você pode reservar sua experiência diretamente pelos sites das Estâncias (costuma ser mais em conta), via sites como o GetYourGuide, como essa opção aqui para a Estância 25 de Mayo, que já inclui translado, ou através das diversas agências diretamente em El Calafate. Particularmente, não recomendo a última opção pelo risco de esgotar, já que o verão é a época ideal para esse tipo de passeio.
Estância Cristina
Resolvi deixar a Estância Cristina como um subtópico separado das demais, pois é uma opção muito mais completa, diferente e, vale mencionar, caríssima rs.
A Estância Cristina também possui a possibilidade de hospedagem (de luxo, tá?). É de fato uma hospedagem exclusiva, com experiência premium, inclusive recomendada pelo guia Michelin. Por toda essa exclusividade, possui diárias a partir de 1.600 – 1900 dólares na temporada de verão (algo em torno de 8.500 a 10.000 reais. Ai que dor rs). O translado (navegação) está incluso no valor da diária, bem como refeições e atividades.
Para nós, “reles mortais”, existe a possibilidade de desfrutar das atividades oferecidas na Estância sem a necessidade de desembolsar tamanha grana. A Estância oferece passeios incríveis como: Navegação pelo Lago Argentino, passeio de 4×4, cavalgada, trilhas curtas e longas, mirante terrestre (e único) do Glaciar Upsala e até almoço.
As atividades para não-hóspedes partem do mesmo local e possuem o mesmo passeio inicial: navegação de 3 horas pelo Lago Argentino até a Estância, passando por paisagens incríveis e icebergs enormes. O catamarã parte do Porto Punta Bandera e é bem estruturado, com assentos confortáveis, aquecimento, banheiros e cafeteria liberada, onde você pode pegar café ou chá e comer medialunas.
Chegando na Estância, os grupos serão divididos por atividades, mas todos sobem juntos de 4×4 9,5 km acima, passando por paisagens lindas, rumo ao mirante terrestre do imponente Glaciar Upsala. A partir daí, cada um segue para sua atividade escolhida. Nossa escolha foi o trekking Cañadon de los Fósiles, trilha de 14 km.

Conhecer Torres del Paine
Uma outra opção para quem está em El Calafate é aproveitar para conhecer Torres del Paine, no Chile. E isso pode ser realizado de 2 formas: montando um roteiro mais longo, que inclua essa esticadinha para o Chile, utilizando o carro alugado em El Calafate (atenção aqui para a locação – entender se é permitido atravessar a fronteira com ele), ou contratar uma excursão pelo site da GetYourGuide, como essa.
Incluir o Chile na sua viagem para a Patagônia com carro alugado e possibilidade de estadia no local é a opção que soa mais interessante, na minha opinião. É uma viagem longa, seria importante ter um período de descanso da estrada. Dessa forma, fica bem melhor aproveitar todos os atrativos do Parque Nacional Torres del Paine e ter uma experiência mais completa.
A outra opção, contratar uma excursão, é possível também. Porém, não vou mentir aqui e dizer que a logística é tranquila rs. A excursão dura em torno de 16 horas, em sua maioria de trajeto, e ainda exige uma certa burocracia para atravessar a fronteira. Mas é super possível fazer se você tiver esse pique e essa vontade, ok?
Dica de amiga
Se atente para a previsão do tempo. Você não quer que, bem no seu dia de conhecer Torres del Paine, o tempo esteja horrível e as paisagens encobertas, certo? Lembra que você só tem 1 dia para isso. Uma outra dica, essa aqui eu acho massa, seria deixar um dia livre em El Calafate em seu roteiro para possíveis cancelamentos e reservar 2 passeios em datas diferentes na GetYourGuide, já que a plataforma permite cancelamento grátis em até 24 horas antes. O ponto de atenção aqui, é claro, é para não esquecer de cancelar um dos passeios em até 24 horas antes da data. Assim, você fica com 2 opções de datas e consegue acompanhar a previsão do tempo para escolher o melhor momento de conhecer o Parque. Legal, né?
El Chaltén: cidade patagônica de natureza pura
Sabe aqueles lugares que parecem de mentira de tão lindos? E que, às vezes, parecem até transmitir algo “místico”? Para mim, El Chaltén é mais ou menos assim! A natureza em sua forma mais pura é a atração principal desse lugar! É daqueles destinos que você, querendo ou não, se reconecta com a natureza e com seu espírito.
Localizada a pouco mais de 200 km da cidade de El Calafate, El Chaltén está literalmente dentro do Parque Nacional Los Glaciares e é considerada a “capital argentina do trekking”, título esse que atrai milhares de turistas estrangeiros todos os anos para explorar suas trilhas e apreciar suas impressionantes belezas naturais.
Já ouviu falar do Fitz Roy? Pois é, ele é o cartão-postal de El Chaltén e é a grande razão das visitas na cidade.

Bate e volta ou estadia?
É super possível fazer um bate-volta de El Calafate para El Chaltén, muita gente faz isso. Porém, para mim, o mínimo recomendado seria uma noite na capital nacional do trekking, idealmente duas!
Apesar da cidade ser pequena, as trilhas mais interessantes são longas e demoram algumas horas para serem finalizadas. Ninguém merece fazer trilha correndo, né? Um baita esforço para chegar e você mal aproveita a paisagem. Isso sem falar que você ainda precisará dirigir mais de 200km de volta para El Calafate depois de literalmente correr na trilha rs.
Além disso, a cidade é uma graça e vale super a pena aproveitar para jantar, beber uma cerveja artesanal e comprar souvenir antes de descansar.
Como chegar em El Chaltén?
A cidade mais próxima com aeroporto é a cidade de El Calafate. É de lá que você pode seguir de carro alugado, ônibus ou através de excursão.
Se optar por carro alugado, você pode retirá-lo diretamente no aeroporto de El Calafate e seguir viagem pela Ruta 40, seguindo pela Ruta cênica 23, uma das estradas mais lindas que existem! Para a locação do carro, recomendo a RentCars.

E sim, o caminho de El Calafate para El Chaltén já é uma atração! A rota é absurdamente LINDA e rende muitas paradas para ter vistas de tirar o fôlego. Nesse ponto, o aluguel do carro é muito válido, pois você fica com autonomia 100% para fazer paradas para fotos e até uma parada estratégica no Parador La Leona.
São aproximadamente 2h30 de viagem, tirando as paradas para fotos (que garanto, serão muitas) e a paradinha estratégica para banheiro, café e comidinhas no Parador La Leona.

O que fazer em El Chaltén?
As atrações de El Chaltén basicamente são fazer trekkings rs. São mais de 30 trilhas espalhadas por lá, com diferentes vistas e níveis de dificuldades. As mais famosas, e mais lindas, são: Laguna de Los Tres, Laguna Capri e Laguna Torre. Como são muitas, vou detalhar um pouco apenas essas três.
Antes de falar delas, é importante dizer que existe um custo para acessar as trilhas, ok?
O valor do ingresso para um dia de acesso está 45.000 pesos argentinos (cerca de 166 reais – Dez/2025). Ainda há opções de comprar o ingresso para dois dias, uma semana e um ano.
Dito isso, vamos para as trilhas mais famosas:
Laguna de Los Tres e Base do Monte Fitz Roy
A Laguna de los Tres é a trilha mais famosa da cidade e também a mais desafiadora! São 20 km de percurso, geralmente percorridos em mais ou menos 8 horas no total, com dificuldade média/alta – o que significa que você precisa ter um ótimo preparo físico para finalizar a trilha, principalmente porque lá no quilômetro final existe uma parte desafiadora, que possui uma inclinação no mínimo absurda rs.
Eu não fiz a trilha, mas li bastante a respeito e vi muitos vlogs dizendo e mostrando o quanto é desafiador, mas ao mesmo tempo o quanto a vista compensa todo o esforço, ficando bem próxima ao imponente Fitz Roy e tendo uma vista de tirar o fôlego. Portanto, se você está acostumado com esse tipo de atividade, tem um ótimo preparo físico e bastante tempo por lá, recomendo fazer esse percurso!

Laguna Capri
A Laguna Capri foi a minha escolha de trilha “longa” em El Chaltén. Não vou mentir, nosso grupo queria muito fazer a Laguna de Los Tres, inclusive tentamos nos preparar fisicamente por alguns meses para conseguir realizá-la. Porém, desistimos da ideia durante a trilha que fizemos em El Bolsón, com muitos quilômetros e subidas, percebendo que seria bem difícil, e até arriscado, todo esse esforço logo no início da viagem (ainda teríamos mais da metade da viagem pela frente, com outros atrativos imperdíveis e trilhas). Dito isso, optamos pela Capri, que também oferece uma paisagem incrível do Fitz Roy e nos pouparia um pouco.
A Laguna Capri tem aproximadamente 9 km no total e você consegue finalizá-la de 3 a 5 horas. A dificuldade dessa trilha é considerada média, acredito que pelas subidas no início (nada muito grave), mas no geral é relativamente tranquila! As paisagens, tanto durante a trilha, quanto da laguna em si, são maravilhosas. Dá vontade de ficar sentado por horas observando o majestoso Fitz Roy e as águas cristalinas da laguna Capri. É possível avistar alguns condores, falcões e outras aves por lá também.
No final da trilha (ida) tinha um banheiro, porém inutilizável. Eu não saberia descrever o estado de horror do local rs. Existem algumas placas do que é permitido e proibido no local, mas tamanha sujeira do banheiro, precisei infringir uma das regras e utilizei a natureza para fazer meu xixizinho.
E cá entre nós, caros leitores, 166 reais para fazer uma trilha na natureza: não tinham lixeiras e havia um único banheiro que estava numa situação lamentável. Um pouquinho complicado, né? De qualquer forma, mesmo não havendo lixeiras, não encontramos nenhum lixo jogado pelo caminho.

Laguna Torre
A Laguna Torre é uma outra opção de trilha mais longa. Ela tem 20km e deve durar de 7 a 8 horas no total, com uma elevação de 500m. Seu nível de dificuldade é considerado médio.
O final da trilha revela a laguna torre, uma vista incrível do Cerro Torre, Glaciar Grande e até alguns blocos de gelo na água.
Outras trilhas
Citei as 3 mais conhecidas, mas como disse, existem mais de 30 trilhas na cidade, Outras trilhas como Chorillo del Salto, Loma del Pliegue Tumbado, Mirador De Los Condores e Las Águilas, enfim. No site oficial de El Chaltén você encontra todas as opções de trilhas disponíveis. Dê uma olhadinha e opte pela ou pelas trilhas que fizerem mais sentido com o tipo de viagem, grupo e limitações.
Centro de El Chaltén
O centrinho de El Chaltén é uma gracinha! Muito pequeno, é verdade, mas possui excelentes restaurantes, cervejarias, cafeterias e lojinhas de souvenir.
É tão pequeno que dá pra fazer tudo a pé rs. Você pode tirar foto na placa da cidade, tomar um chocolate quente em alguma cafeteria, comprar umas lembrancinhas nas lojinhas e depois jantar bebendo uma cervejinha artesanal. Durante o verão, demora bastante para anoitecer, então você consegue aproveitar muito bem o dia, mesmo após uma longa trilha.

Ushuaia, o extremo da Patagônia
Ushuaia é daqueles lugares que você visita e pensa “nunca imaginei estar aqui na vida” rs. Conhecida como a “cidade do fim do mundo”, Ushuaia é a cidade mais ao sul do mundo, possui cerca de 80 mil habitantes e é a capital da província de Tierra del Fuego. Ela tem atraído cada vez mais turistas, inclusive brasileiros, seja pela extensa variedade de passeios ou pela curiosidade de saber o que existe no fim do mundo, já que a cidade está mais próxima da ANTÁRTIDA do que de Buenos Aires. Doido, né? Ushuaia é uma das cidades que considero obrigatórios em seu roteiro pela Patagônia Argentina.
História de Ushuaia
Conta a história que há mais de onze mil anos chegaram os desbravadores do local, a pé, no que hoje é chamada de Isla Grande. Mais tarde, lá para 1520, foi que o europeu conheceu a “Ilha Grande da Terra do Fogo” e o Estreito de Magalhães. E é justamente daí que vem o nome “Tierra del Fuego” (Terra do Fogo): Fernão de Magalhães e os navegantes espanhóis notaram a presença de fogo e fumaça na costa, que eram fogueiras onde os povos locais se aqueciam por conta do clima frio, por isso foi batizada dessa forma.
A cidade foi oficialmente fundada em 1884, anos após uma missão de pastores anglicanos.
Ushuaia era reconhecida por seu presídio de segurança máxima, onde presos contribuíram para a construção da infraestrutura local. Curioso, não? O presídio fechou no século XX, e foi quando a cidade teve uma mudança, passando a ser mais vista pelo turismo e até por sua economia.
Como chegar em Ushuaia?
A melhor e mais cômoda maneira de chegar em Ushuaia é de avião, já que a cidade abriga um charmoso aeroporto, pequeno, mas completinho.
Hoje, ainda não há voos diretos do Brasil para Ushuaia. Li que em 2026, durante apenas o período de inverno, haverá voo direto de São Paulo a Ushuaia. Enquanto isso, é possível chegar lá de algumas formas:
- Fazendo uma parada em Buenos Aires
- Saindo de El Calafate, caso já esteja fazendo um roteiro pela Patagônia Argentina
O aeroporto, chamado Aeroporto Internacional Malvinas Argentinas, fica bem próximo ao centro, cerca de 5 km. Ao chegar por lá, você pode pegar seu carro alugado em uma das locadoras que ficam dentro do aeroporto, pedir táxi ou remis. Uber é considerado ilegal na cidade, mas já ouvi relatos de brasileiros que utilizaram sem problemas, fica a seu critério!
Dica: Já saia do aeroporto com sua jaqueta corta vento. Eu quase voei, literalmente, ao sair do aeroporto para pegar o carro hahahaha típico de Patagônia Argentina.
O que fazer em Ushuaia no verão?
Esse post é sobre a temporada de verão, que é o período mais confortável para visitar as cidades da Patagônia Argentina, mas saiba que Ushuaia também atrai muitos turistas durante o inverno atrás da neve. Neve que, em muitos momentos, acaba aparecendo até mesmo no verão, tamanha instabilidade do clima por lá, acredita? Claro que não é garantido, mas, por exemplo, agora no fim de 2025 e início de 2026 já foram registradas.
Mas por quê o verão? Bom, a maioria dos passeios imperdíveis em Ushuaia acontecem durante esse período, entre o final da primavera e o início do verão, pois é neste período que a neve permanece apenas no pico das montanhas, muitas trilhas são liberadas e os animais começam a aparecer. Durante o inverno, algumas trilhas e estradas podem ser fechadas por conta de riscos, a chance de ver pinguins é menor, além do custo da viagem que pode aumentar significativamente.
Voltando a falar de verão, a lista de atividades é longa: trilhas, navegações, caminhada com pinguins, caminhada no glaciar, visita ao parque nacional (para admirar fauna e flora), museus, enfim, atividades para todos os gostos! Vou citar todas as opções para que você consiga montar seu roteiro de forma bem diversa e personalizada.
Navegação pelo Canal de Beagle
Navegar pelo Canal de Beagle é um passeio clássico e obrigatório em Ushuaia. Nele, é possível observar paisagens surreais do “fim do mundo” e sua fauna marinha.
Geralmente, esse passeio tem o seguinte roteiro:
- Isla de los Lobos: Parada rápida do barco (sem descida) para avistamento de leões-marinhos.
- Isla de los Pájaros: Parada rápida do barco (sem descida) para observação de cormorões e outras espécies.
- Farol Les Éclaireurs: Para rápida do barco (sem descida) para observar um dos ícones de Ushuaia, o farol de listras vermelhas e brancas, também conhecido como o “Farol do Fim do Mundo”.
- Isla Martillo: Parada do barco (sem descida) para observar os pinguins – esse trajeto da Isla Martillo não existe em todos os tipos de pacote da navegação pelo Canal Beagle, atente-se para isso.
Reserve aqui um passeio clássico de navegação pelo Canal de beagle com todos os pontos mencionados acima, exceto a caminhada com pinguins
Uma outra modalidade dessa navegação é com parada e descida na Isla Martillo para caminhar com os pinguins. Esse segundo passeio irei detalhar no próximo tópico.
Um ponto importante para pessoas que tem problemas com barco mexendo: pode balançar muito, tá? Mas muito mesmo! Especialmente se no dia estiver ventando demais. Na minha vez, até eu que não tenho problemas com isso fiquei com medo de ter enjoo rs. Vá preparado com seu remedinho de confiança.

Caminhar com Pinguins na Isla Martillo
Observar de longe pinguins em seu habitat já é algo lindo, não é? Até pela televisão! Agora imagina só poder observar pinguins em seu habitat, andando bem pertinho de você, cerca de 3 metros de distância? É isso que o passeio com descida na Isla Martillo entrega, uma experiência única!
Antes de tudo, vale a pena mencionar todo o cuidado necessário que a empresa Piratour, única empresa que realiza esse passeio, possui. Antes de chegar na ilha, durante o trajeto do ônibus, recebemos todas as recomendações necessárias para que o passeio ocorra da melhor forma, sem comprometer o bem-estar dos pinguins.

O passeio começa de ônibus, nos levando até a fazenda de onde sai o barco para a ilha, e a volta é feita toda por navegação, que inclui a navegação pelo Canal de Beagle (e todas as paradas mencionadas no tópico anterior).
Eu não diria que esse passeio é obrigatório, pois sei que é um passeio mais caro e exclusivo e existe a possibilidade de observá-los do barco. Mas, se você tiver condições financeiras de realizá-lo e vontade, faça! É uma experiência fantástica e única. De verdade, foi minha atividade preferida de Ushuaia.
O passeio, como falei, é operado pela empresa Piratour, acontece de outubro a março e pode custar de 170.000 a 195.000 pesos argentinos (algo em torno de 625 a 778 reais – Dez/2025), a depender da época, sendo maior a partir de janeiro.
Ah, faz MUITO frio na ilha. Muito mesmo. É um vento assustador rs. Vá preparado para baixas temperaturas e ventos fortes.

Parque Nacional Tierra del Fuego
O Parque Nacional Tierra del Fuego é um dos passeios que considero obrigatórios em Ushuaia. Com mais de 68.000 hectares, combina ambientes marinhos, florestais e de montanha. Essas terras são habitadas há mais de 10.000 anos, e seus antigos moradores eram os povos Yámanas.
O parque abriga diversos ambientes diferentes entre si, o que entrega diferentes paisagens, mas todas igualmente lindas. A fauna também é muito rica, por lá é possível ver pica-paus, raposas (eu vi uma e estou apaixonada até agora), castores, algumas aves de rapina, e muito mais!
O ingresso para o parque custa 30.000 pesos argentinos (cerca de 110 reais – Dez/2025) para um dia e possui muitos pontos e atrações interessantes que irei citar a seguir.
O que fazer no Parque Nacional Tierra del Fuego
O Parque, como falamos no início, é enorme! Seria quase impossível citar todos os pontos e atrações aqui nesse post rs. Por isso, vou citar os locais mais famosos, os que eu visitei no parque ou os que considero imperdíveis, ok?
Ensenada Zaratiegui
A Ensenada Zaratiegui é uma baía banhada pelo Canal de Beagle e um dos principais pontos turísticos do Parque, seja por suas paisagens de montanhas nevadas ou pela presença do famoso Correio do fim do Mundo. Sim, esse local abriga a agência de correios mais ao sul da Argentina. Turistas se animam em poder carimbar seus passaportes e enviar cartões-postais. Infelizmente quando fui estava fechado.
Lá é o ponto inicial da famosa Senda Costera, trilha que tem cerca de 8 km percorrendo a costa, chegando até a Baía Lapataia, outro famoso ponto do parque.

Baía Lapataia
A Baía Lapataia é também um ponto famosíssimo do parque e de Ushuaia. Trata-se de um fiorde ímpar que combina as águas geladas do Canal de Beagle e florestas de faias.
O local marca o fim da Ruta Nacional 3, o que pode ser registrado por uma clássica foto na famosa placa da Baía.
A Baía Lapataia também está repleta de trilhas de curta distância que te conectam com a Baía e as paisagens impressionantes ao redor dela.

Laguna Negra
Essa é uma lagoa linda que você pode admirar após percorrer uma trilha leve e curtíssima de 15 minutos. Ao longo da trilha, é possível observar arbustos como a parrilla, a mata negra e o calafate, além de aves.
A lagoa possui um mirante que te permite admirar com tranquilidade a paisagem local.
Senda Castorera
A trilha Castorera é curtíssima e fácil. Ela te leva às barragens feitas pelos castores, que não são animais nativos da Terra do Fogo, mas foram levados do Canadá, causando impacto ambiental.
Embora ver os castores seja bem difícil, é impressionante observar o que eles fazem, construindo as barragens com troncos, galhos e lama para criar lagos, permitindo a construção de suas tocas (abrigos) com entradas embaixo d’água para proteção e armazenamento de comida.

Senda Costera
Essa é, sem dúvida, a trilha mais famosa do parque. Ela leva esse nome de “trilha costeira” justamente por percorrer a costa do Canal Beagle. A trilha tem 8 km no total e você não precisa voltar ao ponto inicial, já que seria o mesmo caminho. Seu início parte da Ensenada Zaratiegui e termina próxima ao Centro de Visitantes Alakush e da Baía Lapataia.
Ela é uma trilha considerada de nível médio, já que possui algumas inclinações.
Trem do Fim do Mundo
Eu não fiz o passeio no trem e, para ser totalmente honesta com vocês, não acho que seja um passeio muito interessante durante o verão, especialmente se seu grupo for de adultos. Acredito que realizar as trilhas e conhecer o parque de carro, fazendo paradas para trilhas, é a melhor opção. Já no inverno dizem que o passeio é lindíssimo e, como a maioria das trilhas estão fechadas pela neve, se torna mais interessante.
De qualquer forma, essa opção existe. Você pode inclusive entrar no parque com o trem, saindo do centro de Ushuaia. Durante o trajeto, a história de Ushuaia e dos seus criminosos é contada, já que o trem faz uma parte do percurso dos trens originais que levavam os presidiários de Ushuaia para recolher materiais para construção.
Para mais informações sobre atrações e atividades no parque, o site Turismo Ushuaia reúne mais detalhes.
Glaciar Martial
Um dos pontos turísticos mais conhecidos de Ushuaia é uma geleira e fica bem pertinho do centro da cidade, é o Glaciar Martial. Sua montanha faz parte da Cordilheira dos Andes. Durante o verão, é possível fazer suas trilhas e tocar no gelo. Já durante o inverno, se torna uma estação de esqui, toda branquinha pela neve.
Durante as trilhas, você fica cercado de natureza e paisagens surreais, além da água proveniente do degelo. Parece cenário de filme!
Para a subida você não precisa contratar guia, pode ir por conta própria. Você escolhe entre os 4 circuitos disponíveis de acordo com suas preferências e capacidades.
É importante saber que as trilhas têm dificuldade média por conta do ganho de elevação.
Na base do Martial existe uma lindinha casa de chá, chamada La Cabaña. Vale a pena parar para descansar.

Glaciar Vinciguerra e Lagoa Los Tempanos
Esse passeio eu recomendo para quem tem uma ótima condição física, tá? Trata-se de um trekking de 14 km, de alta dificuldade e com subidas bem íngremes. É para os fortes! rs
O acesso fica a 7 km da cidade de Ushuaia pelo Vale da Andorra. O caminho da trilha, acidentado e com encostas íngremes, passa por riachos e turfeiras, além de áreas cheias de lama. Mais para frente, ficam as cavernas de gelo – que cá entre nós, incríveis – e que só podem ser acessadas com guias especializados
Você pode reservar este passeio por aqui, com a vantagem de ter transporte até o local da trilha.
Trekkings
Assim como toda a Patagônia Argentina, Ushuaia também possui diversas opções de trilhas para diferentes níveis.
Aviso importantíssimo: Lembre-se que, assim como em toda a patagônia, é proibido fazer fogo nas trilhas, sendo recomendado o uso de um aquecedor em trilhas onde o aquecimento seja necessário, devido risco de incêndios florestais, por conta de vegetação e clima seco, sendo inclusive considerado crime ambiental.
Dito isto, vamos aos trekkings. Além das trilhas que já mencionei dentro do Parque Nacional Tierra del Fuego e outras atrações como Glaciar Martial e Glaciar Vinciguerra, vou dar mais algumas opções bem legais abaixo, separadas por nível de dificuldade:
Dificuldade baixa/média:
- Laguna Esmeralda: A trilha mais conhecida de Ushuaia possui 9 km de trajeto no total, levando de 4 a 5 horas para ser finalizada. A trilha passa por floresta de lengas, turfas e possui uma subida para chegar na lagoa. Especialmente no verão, turistas realizam a trilha sem guia, já que é bem demarcada. Já no inverno, é recomendado a contratação de guias e de equipamentos por conta da neve.A entrada para a trilha fica a 18 km de Ushuaia na Ruta Nacional 3 e possui uma placa sinalizando a trilha, além de um estacionamento.
- Laguna Turquesa: O começo da trilha fica bem pertinho do início da Laguna Esmeralda, 17 km de Ushuaia, na mesma Ruta Nacional 3.A trilha é considerada de dificuldade média, tem 4 km total (cerca de 3 horas) e a maior parte do trajeto fica ao longo de declives íngremes.
- Cascata de los Amigos: Essa trilha de dificuldade média possui 8 km no total, em torno de 4 horas, e seu início fica mais ou menos na metade da estrada que leva ao famosíssimo Hotel Arakur, a partir da Rota Nacional N°3. Você caminhar pouco menos de 2 km até encontrar uma divisão de caminhos, que é quando você pega a esquerda, atravessa um rio e segue pela floresta, até chegar na cascata.
- Cascata Velo de Novia: Essa é uma trilha de dificuldade baixa, com 2 km (pouco mais de 1 hora de duração). A caminhada inicia a 2,5 km da saída de Ushuaia, na Rota 3 e você deve seguir a referência da entrada do acampamento Kawi Yoppen, ou a placa “Anoka”. Depois de atravessar a passarela, à esquerda você verá a trilha.
Dificuldade média/alta:
Essas são trilhas de dificuldade maior, portanto é altamente recomendado a contratação de guia de empresas especializadas. Deixarei de fora a trilha do Glaciar Martial e Laguna de los Témpanos, já que falamos delas em outro tópico individual.
- Laguna Encantada: Trilha com 9,5 km total, cerca de 7 horas para finalizar, com desnível de 170m. Sua entrada fica no mesmo local da Laguna de los Témpanos, que falamos em outro tópico, pelo bairro da Andorra. Lá, pela rua “Camino del Valle” você anda até encontrar um portão de cor azul, que é quando a trilha inicia, depois de caminhar, pegue a esquerda em direção ao rio para atravessar a ponte amarela, daí você já estará na floresta com caminho bem sinalizado (dobrar para a direita para a Laguna Encantada, para a esquerda fica a Laguna de los Témpanos).
- Laguna del Caminante: Esse trekking é de dificuldade alta, só para os fortes rs. No caso, só para quem é bem acostumado a fazer trilhas longas e difíceis, ok? Para realizá-lo, é necessário fazer um cadastro neste formulário. O trajeto total possui 25 km, desnível de 800m e deve durar 2 dias.O acesso pode ser realizado por duas entradas: ou pelo bairro de Andorra, pela rua “Camino del Valle”, mesmo caminho da Laguna de los Témpanos e Laguna Encantada, ou pelo hipódromo de Ushuaia.No primeiro dia, você chega à Laguna Caminante, onde deve acampar para, no dia seguinte, iniciar o caminho de volta à Ushuaia. Recado para os aventureiros: não é permitido fazer fogo em nenhum momento da trilha, até mesmo no acampamento, portanto é recomendável levar um aquecedor para cozinhar.
- Outras opções: Você pode consultar outras ótimas opções no portal Turismo Ushuaia.

Museu Marítimo e Antigo Presidio de Ushuaia
Neste local, é possível percorrer as galerias do antigo presídio do fim do mundo e assim tentar imaginar como era a prisão que abrigou os condenados mais perigosos do país.
Para quem quer conhecer melhor a história por trás do presídio, é um super passeio! E também um passeio coringa para seu roteiro num dia de muita chuva, por exemplo.
O mesmo espaço também possui o Museu Marítimo, Museu Antártico e Museu de Arte Marinha.
O local fica bem no centro de Ushuaia, possui visitas guiadas e fica aberto todos os dias, com entrada das 10h00 às 19h30. O valor do ingresso está 40.000 pesos argentinos (147 reais – Dez/2025).
Circuito dos Lagos
O Circuito dos Lagos é uma opção de passeio panorâmico de 120 km no total, iniciando pela Ruta 3 e atravessando a cordilheira dos Andes, para observar belíssimas paisagens naturais.
Durante o percurso, você pode fazer paradas no Paso Garibaldi, Lago Fagnano e Lago Escondido.
Se você optar por ir de carro (alugado, táxi ou remis), provavelmente não vai ser ideal seguir até o final da rota devido às condições das estradas mais para frente, mas até os três pontos que mencionei, é super possível (experiência própria rs).
Se você contratar uma excursão de 4×4, vai conseguir realizar todo o trajeto, além de paradas em centros de inverno, como essa opção de passeio aqui.

Como se vestir em Ushuaia no verão?
Durante o verão, Ushuaia tem um clima instável, digamos assim rs. No mesmo dia você pode pegar chuva, sol de rachar, temperaturas beirando o negativo (ou negativas) e até neve (!!!). Sim, não é garantido, mas em Ushuaia pode nevar também durante o verão. Além disso, em Ushuaia o vento é ABSURDO e isso pode causar uma sensação térmica bem menor.
Dito isto, é muito importante seguir a regrinha da cebola: vestir-se em camadas! Dessa forma, você fica preparado para enfrentar os diversos climas que a cidade pode entregar. Uma boa segunda pele (blusa e calça), uma camada intermediária (fleece ou outra) e uma boa jaqueta corta-vento. Não esqueça das roupas e sapatos impermeáveis, ok? Serão muito importantes por lá. Sem contar gorro, pescoceira, luvas e meias térmicas. O padrão inverno, mas sabendo que em algum momento pode esquentar e você ficar só de camiseta rs vai entender, né?
O que preciso saber antes de visitar a Patagônia Argentina no verão?
Preparo físico
Viajar para a Patagônia Argentina, principalmente durante o verão, é saber que você fará muitas trilhas! Claro que, dependendo do tipo de viagem que você está fazendo (com crianças, idosos, ou você mesmo não curte longas caminhadas), é possível planejar algo mais light. Mas eu garanto: fazer pelo menos 1 ou 2 trilhas, mesmo sendo mais curtas, vai valer a pena. As vistas são incríveis e você NUNCA vai esquecer. Prepare o físico desde já rs.
Clima e roupas adequadas
Outra coisa bem importante é o clima. Muitas pessoas acreditam que, por ser verão, estará calor. É verdade que no inverno as temperaturas ficam negativas, mas, no verão, as temperaturas ficam, no máximo, amenas na patagônia rs. O lugar mais “quente” durante o verão das cidades que visitei foi Bariloche.
Portanto, a regrinha da “cebola” ajuda demais! Vista-se em camadas, leve também camisetas leves para momentos mais amenos, não esqueça de acessórios como gorros, luvas e bonés, mas, principalmente, leve roupas e sapatos impermeáveis. Ah, roupas corta-vento serão MUITO necessárias em todos os momentos. Venta DEMAIS na patagônia, tanto que chega a doer rs. Vá preparado!
Reserva de passeios com antecedência – Alta temporada na Patagônia
Outro ponto que considero importante é atentar-se para reservas de passeios. O verão é alta temporada na Patagônia Argentina, então reserve seus passeios, principalmente os mais exclusivos como minitrekking no Perito Moreno e caminhada com pinguins, com bastante antecedência. Os demais são mais tranquilos de contratar nas agências nas próprias cidades, mas sempre existe um risco de não ter, ok?
Preciso falar espanhol para ir para a Patagônia Argentina?
Não, fique tranquilo. Os argentinos estão muito acostumados com brasileiros viajando para seu país, e a Patagônia Argentina está sendo uma viagem cada vez mais comum para nós. Apesar de nossa implicância com os “hermanos” (acredito eu que unicamente por conta de futebol), o argentino é muito receptivo, paciente e querido, arranham muito que bem um “portunhol” e fazem de tudo para compreender tudo o que falamos.
Dinheiro
Minha recomendação é levar uma quantia (sem exageros) de dinheiro em espécie (dólares ou reais) para usar e trocar, se necessário, já que a cotação pode ser mais vantajosa. A moeda local é o peso argentino.
Leve seus cartões globais de débito (Wise ou Nomad), que são aceitos em 99% dos locais e você não passa aperto. Já o cartão de crédito nunca é recomendado para uso contínuo em viagens internacionais, mas é importante ter um ou dois com você para uma necessidade (não esqueça de habilitá-lo para compras internacionais, ok?).
Documentações
Para entrar na Argentina, brasileiros não precisam necessariamente de um passaporte, é permitido a entrada somente com RG (em bom estado e preferencialmente emitido há 10 anos, no máximo).
Também não é necessária nenhuma emissão de visto ou documento adicional, ok? Uma maravilha!
Internet na Patagônia
É sempre importante viajar com chip internacional, mesmo que não seja um plano com ligações, precisa sempre ter internet. Você vai usar muito para caminhos, restaurantes, traduções, etc. Recomendo o chip da America Chip.
Outro ponto IMPORTANTÍSSIMO: baixe os mapas offline dos locais que você visitar. Muito lugares mais afastados do centro, em toda a Patagônia Argentina, perdem o sinal de internet e você acaba ficando na mão se precisar consultar o caminho de volta ou qualquer outra informação pela internet.
Seguro viagem na Patagônia
Não é obrigatório para entrar na Argentina, porém eu recomendo FORTEMENTE que você faça seu seguro viagem para essa e qualquer outra viagem internacional.
Especialmente numa viagem para a Patagônia, você fará muitas trilhas e atividades ao ar livre, pode torcer e machucar o pé, ou qualquer outro imprevisto pode acontecer. Portanto, antes de viajar, contrate seguro viagem. Minha recomendação é o Assist Card, sempre viajo com ele e tem ótimos descontos, você consegue contratar por esse link.
Agora, é só aproveitar a Patagônia Argentina!
Agora que você já tem todas as dicas mais importantes e uma bela noção de como é a região da Patagônia Argentina no verão, ficou mais fácil marcar sua viagem, não é mesmo?
Aproveite as paisagens deslumbrantes da Patagônia Argentina, seus lagos cristalinos, suas montanhas nevadas, suas florestas únicas, respire fundo na natureza em seu estado mais bruto e curta o clima da região (estou escrevendo isso suando nos 33ºC que está fazendo em São Paulo, saudosa do friozinho de lá rs).
Qualquer dúvida que tenha ficado, sinta-se à vontade para comentar no post ou me enviar uma pergunta através da aba contato, vou adorar conversar com você!
Um beijo e boa viagem!
Roteiro perfeito na Patagônia Argentina
Se para você é tranquilo montar seu próprio roteiro, se joga nas dicas do Entre Destinos e comece o trabalho para planejar sua viagem à Patagônia Argentina! Aproveite para conferir também meu guia completo com dicas de viagem internacional.
Caso você tenha dificuldades, ou até mesmo esteja sem tempo, saiba que eu tenho um serviço de criação de roteiros personalizados de viagem. Monto um roteiro sob medida para você, de acordo com seu tempo, orçamento e preferências. Clique aqui e peça o seu, ficarei muito feliz de fazer parte do seu sonho!
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