Roteiro pela Itália: de Roma a Veneza em 13 dias

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Se inspire para viajar para a Itália com meu roteiro completo de Roma a Veneza em 13 dias, com dicas de viagem, experiências autênticas e momentos inesquecíveis.

Meu primeiro roteiro compartilhado com vocês!

No primeiro post do “Entre destinos”, compartilho a melhor escolha do meu casamento — uma história que pode inspirar outros viajantes apaixonados: uma viagem pela Itália. Bora comigo?

Um casamento diferente

Em vez de fazer um casamento tradicional e gastar uma fortuna com festa, meu marido e eu escolhemos algo mais a nossa cara: casamos no civil, reunimos a família para um churrasquinho simples e usamos o dinheiro para realizar um sonho  – uma viagem. Vale a pena dizer que, desde que nos conhecemos, meu marido (até então namorado) me dizia que um dia me levaria para Veneza. Também podemos chamar de romantismo o cumprimento de promessa, não? Hahaha.

Foram três semanas intensas entre Itália, Sul da França, Paris, e uma escapadinha para Londres, com direito a paisagens de tirar o fôlego, experiências gastronômicas inesquecíveis e muitos momentos especiais!

Neste primeiro post, irei focar em compartilhar nossas experiências na passagem pela Itália, que foi o ponto de partida da viagem e onde ficamos por 13 dias. Foram quase 2 semanas explorando cidades históricas, vilarejos charmosos, vinícolas na Toscana e praias deslumbrantes em Cinque Terre.

Se você está planejando uma viagem parecida, fica por aqui que vou te dar muitas dicas nesse roteiro pela Itália!

PARTE I DO ROTEIRO PELA ITÁLIA – ROMA

Dia 1 – Chegada em Roma

Aeroporto e deslocamento

Nosso voo saiu de São Paulo (GRU) numa sexta-feira, por volta das 14h00, e chegou em Roma (FCO) por volta das 06h30 do dia seguinte. Fomos de ITA Airlines – foi minha primeira experiência de voo longo na vida e achei bem tranquila. Assentos ok, comida boa e comissários simpáticos.

Ao chegar, passamos pela imigração, que foi bem tranquila. Não nos pediram nada além do motivo da viagem (mas pelo amor de Deus, levem tudo impresso! Imigração é sempre sorte, vai ter dia que irão apenas carimbar seu passaporte, em outro momento vão pedir todos os comprovantes possíveis. Melhor não correr o risco, certo?)

Pegamos um táxi oficial no Terminal 3 do Aeroporto Fiumicino até o AirBnB Vibrant Bohemian, em Trastevere — a corrida custou 50 euros (o valor era tabelado pelo governo italiano – Maio/2023).

Como o check-in era só à noite e chegamos de manhã bem cedo em Roma, optamos por deixar as malas no depósito Self Luggage Storage (13 euros a diária, a 2 minutos do AirBnB 0 Maio/2023) para podermos começar a explorar a cidade.

Primeiro passeio por Roma

Começamos simplesmente andando pelas ruas de Roma, explorando as vielas, admirando as construções. E Roma, meus amigos, é uma coisa impressionante: você caminha poucos metros e PÁ, uma construção genial e gigantesca, olha para o outro lado e PÁ, um monumento histórico de muitos e muitos anos. É, de fato, um museu a céu aberto! Nessa andança, passamos pela Fontana di trevi, Pantheon, Piazza Navona e muitos outros pontos incríveis e obrigatórios. Essa caminhada, na minha opinião, é algo obrigatório num roteiro pela Itália.

fontana di trevi viagem roma roteiro 13 dias
Fontana di Trevi – Acervo pessoal

Almoçamos no tradicional Armando al Pantheon (50 euros para duas pessoas) e seguimos para o primeiro passeio reservado pela GetYourGuide: Castelo Sant’Angelo – foi bem fácil achar o ponto de encontro do GetYourGuide (eles ficam com bandeirinhas rs, é bem engraçado). Nós adoramos o passeio, passamos de fato 2 horas dentro do Castelo e nos encantamos com a vista de Roma lá de cima. Para mim, é uma visita indispensável!

Adicionando um país na lista: Vaticano

Saímos do Castelo e partimos rumo ao Vaticano, já no fim da tarde, por volta das 17h, com o intuito de entrar no Museu do Vaticano e conhecer a Capela Sistina (Nosso passeio pela GetYourGuide – Reserve aqui – altamente recomendado: ponto de encontro fácil e entrada BEM rápida – acredita em mim, sem essa reserva a fila é ENORME!). A parte chata é que nesse dia pegamos chuva, o que não estragou nosso passeio, mas deixou mais emocionante, digamos assim hahaha. De qualquer forma, conseguimos aproveitar muito bem a parte interna.

Quando entramos na Capela Sistina, ficamos um pouco irritados apenas com a quantidade de pessoas e com os guardas apressando todo mundo para andar rápido e para fazer silêncio (mas eles estavam aos berros pedindo isso hahahaha). Mas, de fato, é um lugar impressionante! Conseguimos nos sentar rapidamente num cantinho para observar com calma os detalhes, lembramos até hoje desse momento, foi incrível estar lá!

Voltando do Vaticano, já de noite, finalmente pegamos as chaves de nossa hospedagem (ficamos num AirBnB muito bem localizado em Trastevere – bairro boêmio de Roma – mas infelizmente não encontrei mais o anúncio, ficava localizado na Rua Vicolo del Cinque, no coração dos bares e restaurantes).

Por fim, tomamos um banho (caraca, viajamos 11 horas, andamos 21km e estávamos parando apenas naquele momento) e criamos coragem de sair para jantar. Jantamos no Restaurante WikiWiki (Ristorante Wikiwiki Trastevere – Il Sapore della Tradizione ), pedimos uma tábua de frios, uma garrafa de vinho da casa e jantamos uma massa deliciosa – primeiros vinho e massa de muitos que ainda viriam!

Dia 2 – Roma

Café na praça

Começamos o dia com um café na praça Campo de’ Fiori, onde há um mercado a céu aberto com frutas, queijos e presuntos — perfeito para montar lanches para o dia. Após um passeio matinal pelas ruas do centro, enganamos o estômago com um lanchinho rápido de mercado e seguimos para um dos passeios mais esperados da viagem toda: o Coliseu.

Fomos a pé, no caminho passamos pela Piazza Venezia, onde está o Monumento a Vítor Emanuel II da Itália, que é lindíssimo, e alguns passos para frente começamos a enxergar o grandioso Coliseu, cena que nos arrepiou!

Coliseu

Mais uma vez, reservamos esse passeio pela GetYourGuide – Não encontrei mais o link do passeio que fizemos, mas a Get possui ótimas opções! Ficamos tristes, pois cancelaram a parte do subsolo por conta da chuva, imagino. De qualquer forma, isso não estragou nadinha do passeio, ficamos encantados em poder estar nesse lugar, fizemos o passeio com uma guia (em ingês), que nos deu muitos detalhes sobre toda a história por trás do Coliseu. Diria que, de todos os passeios disponíveis em Roma, esse é o top 1 de um roteiro pela Itália, mas também o mais cheio e concorrido. Por isso, se já está programando sua viagem para Roma e já sabe os dias, reserve com antecedência.

Dica: Tanto no Coliseu, quanto no Museu do Vaticano, você precisará passar pelo “raio-x”, igual aqueles de aeroporto, portanto fique atento com o que é permitido portar para evitar o descarte de seus pertences, ok?

Coliseu em Roma, na Itália
Coliseu – Acervo pessoal

Após isso, fomos com a mesma turma e guia para o passeio do Palatino e Fórum Romano, que também é imperdível. Esse passeio é longo e requer energia!

Finalizando nossa aula de história “in loco”, seguimos de volta a Trastevere. Não tínhamos almoçado, apenas enganado o estômago com um lanchinho, imagina a fome após andar muitos quilômetros pela história de Roma?

Experiência gastronômica

Coincidentemente, no mesmo conjunto onde ficava localizada nossa hospedagem, havia um pequeno restaurante. Resolvemos entrar para conhecer e uau, foi incrível. Fomos muito bem recebidos (o que, pasmem, até então não sabíamos que isso seria luxo na Itália, ao contrário do que costumam dizer – pelo menos pela nossa experiência) e provamos o menu degustação do local. O menu constava com entrada, 4 tipos de massa, 2 taças de vinho da casa (branco e tinto) e sobremesa.

Foi uma das melhores refeições de fizemos durante toda a viagem, uma pena que o restaurante fechou. Se chamava Mozzichi e era literalmente colado na porta da nossa hospedagem, que também fechou. Triste ☹

Restaurante Mozzichi, em Roma, na Itália
Restaurante Mozzichi – Arquivo pessoal

Voltamos para nossa hospedagem para tomar um banho, já que tínhamos tomado bastante chuva no Coliseu, e descansamos um pouco antes de partirmos para nossa última noite em Roma, que foi basicamente sair para comer e explorar as luzes e o charme da cidade a noite. No fim, 2 dias inteiros em Roma não foram suficientes, quero muito voltar e poder explorar Roma por completo. O fato é que, mesmo assim, Roma se tornou um dos meus lugares preferidos no mundo!

PARTE II DO ROTEIRO PELA ITÁLIA– TOSCANA

Dia 3 – Civita di Bagnoregio, Montepulciano, Pienza, Montalcino e Siena

No dia 3, logo cedinho, pedimos um táxi até o Aeroporto Fiumicino para retirar o carro que alugamos para seguirmos rumo à região da Toscana. Roteiro pela Itália de carro sem incluir essa região? Impossível!

Civita di Bagnoregio

No caminho para a região da Toscana, nossa primeira parada foi na encantadora Civita di Bagnoregio, que fica a 125km de Roma e está localizada no topo de uma colina, o que faz com que a chegada seja apenas a pé (entrada: 5 euros + estacionamento pago). Civita di Bagnoregio possui apenas 10 moradores e é conhecida como “a cidade que morre”, devido à erosão constante do solo sobre o qual foi construída. Além de curiosa, a cidade é linda e realmente encantadora. Sei que muitas pessoas acabam passando batido por ela, mas garanto que, num roteiro pela Itália como esse, vale a parada!

Cidade Civita di Bagnoreggio, na Itália
Civita di Bagnoreggio – Acervo pessoal

Seguimos rumo ao nosso último destino do dia (Siena), mas antes fizemos mais 3 paradas que foram bem interessantes e que considero mandatórias para quem está seguindo esse roteiro pela Itália.

Montepulciano, Pienza e Montalcino

Montepulciano, uma cidade bem gracinha com vistas lindas, cafés e carinha de Toscana!

Nossa próxima parada foi em Pienza, que eu AMEI! Achei a cidade realmente linda, fizemos fotos lindas nas encantadoras ruas “Via dell’Amore” e “Via del Bacio”. Pienza é de fato uma joia renascentista nas colinas da Toscana, com charme histórico e beleza arquitetônica que a tornam única, as ruas de pedra, igrejinhas e lojinhas com seu famosíssimo queijo dão um charme inigualável a essa pequena cidade. Recomendadíssima!

A última parada antes de Siena foi em Montalcino, cidade famosíssima pelo renomado vinho “Brunello di Montalcino”. Aqui, tivemos um pequeno imprevisto. Logo após descermos do carro e começarmos a explorar a Fortaleza de Montalcino, um temporal começou a se aproximar. Deu tempo só de entrar numa lojinha, comprar uma garrafa do famoso Brunello e correr para o carro (já com um temporal sobre nossas cabeças). Bom… História para contar, né?

Vinho Brunello di Montalcino
Vinhos comprados – Acervo pessoal

Siena

Chegamos em Siena já no fim do dia, deixamos as malas no hotel e fomos direto para a Piazza del Campo, onde partimos para explorar um pouco a cidade a pé. Essa praça é bem diferente, tem um formato de concha, é cercada por construções medievais e é onde acontece o Palio di Siena, uma corrida de cavalos tradicional e emocionante. Siena é uma das cidades medievais mais bem preservadas de lá, e tem uma identidade: os tijolinhos avermelhados.

Finalizamos a noite jantando num excelente restaurante (Osteria Boccon del Prete), onde comemos uma massa deliciosa a bolonhesa e bebemos uma garrafa de vinho da casa fabulosa.

Jantar na Osteria Boccon del Prete em Siena, na Itália
Jantar na Osteria Boccon del Prete – Acervo Pessoal

Nossa hospedagem em Siena foi no Hotel Duomo – Custo-benefício interessante, café da manhã gostoso e ajuda para conseguir estacionar o carro (por conta da ZTL).

Importante! Em Siena existe a ZTL (zona de tráfico limitado), ou seja, somente carros autorizados podem rodar nessas limitações. Vou falar mais disso adiante, mas essa hospedagem nos garantiu a entrada na ZTL para o carro ficar no estacionamento do hotel.

Dia 4 – Saída de Siena, Monteriggioni, San Gimignano e Castellina in Chianti

No dia seguinte, após o café (bem gostoso, por sinal), ainda batemos uma perninha por Siena para vê-la de dia antes de nosso check-out. Depois, pegamos o carro e partimos para a região do Chianti, passando por Colle di Val d’Elsa (aqui optamos por não parar), Monteriggioni e San Gimignano.

Monteriggioni

Monteriggioni é uma graça, toda murada e fica no alto. É possível percorrer uma passarela que passa pela muralha. É pequena, então você consegue conhecer bem rápido e fazer fotos lindas. Nessa parada, aproveitamos para tomar um gelato enquanto admirávamos a vista

Gelato em Monteriggioni, na Itália
Gelato em Monteriggioni – Acervo

San Gimignano

Na sequência, paramos na lindinha San Gimignano, a “cidade das mil torres”. Por lá, caminhamos pelas ruas, conhecemos as praças e aproveitamos para comer uma pizza e tomar um chopinho num restaurante próximo da Piazza Della Cisterna. Estava uma delícia! Vale falar que é em San Gimignano que está localizada “a melhor sorveteria do mundo”, a Gelateria Dondoli. Na ocasião, estava uma fila quilométrica e optamos por passar essa experiência (se tem algo que eu não gosto é esperar para comer kkkkkk). Fico devendo o nome do local, como fiz essa viagem em 2023 e nem sonhava escrever sobre viagens, não me preparei rs.

Pizzaria em San Gimignano, na Itália
Pizza e choppinho – Acervo

Castellina in Chanti

Partimos para a estrada, em direção a Castellina in Chanti, local onde dormiríamos. Nesse dia, planejávamos descansar, relaxar e degustar nosso “Brunello di Montalcino” vendo o anoitecer, bem romântico rs. Para isso, escolhemos uma hospedagem incrível para ficar, o Villa Godenano, uma hospedagem charmosa e relaxante no coração da Toscana (é um pouquinho cara, mas era nossa “lua de mel, então enfrentamos!)

Vinho Brunello di Montalcino
Vinho Brunello di Montalcino – Acervo Pessoal

Dia 5 – Vinícola Castello di Verrazzano e Florença

Castello di Verrazzano – Greve in Chianti

Acordamos com calma nesse dia para tomar um café gostoso, andar um pouco pela propriedade e partir para nosso próximo destino: A recomendada vinícola Castello di Verrazzano. Para mim, não incluir uma visita a uma vinícola num roteiro pela Itália, principalmente se você estiver na região da Toscana, é imperdoável! hahahaha.

Vinícola Castello di Verrazzano, na Itália
Castello di Verrazzano – Acervo Pessoal

Compramos nossa visita antecipadamente (diretamente pelo site oficial Castello di Verrazzano) e chegamos meia hora antes, conforme solicitado. A propriedade era linda! Fizemos uma visita guiada (em inglês) pela vinícola e finalizamos o passeio com uma degustação deliciosa, seguida de um almoço.

Degustação de vinhos vinícola Castello di Verrazzano, na Itália
Degustação de vinhos – Acervo

Pegamos a Rota SR 222 a caminho de Florença. O bom de dirigir pela Toscana é que a estrada é uma atração a mais na viagem, prestem atenção no caminho!

Florença

Chegando em Florença, estacionamos no estacionamento Parking San Gallo e andamos para fazer check-in em nossa hospedagem: Hotel San Lorenzo Affittacamere (não é uma maravilha, longe disso, mas como era apenas uma noite, foi suficiente).

Partimos para explorar Florença. Confesso que estávamos ansiosos, todos nos falavam que era uma cidade incrível. E realmente é! Tentamos fazer o pacote básico: Piazza del Duomo (onde fica a belíssima Catedral Santa Maria del Fiore, que levou 140 anos para ser construída. Mas, olha. Essa demora valeu a pena, viu?), Piazzale Michelangelo, Ponte Vecchio e Piazza dela Repubblica. Nosso ponto preferido foi a Piazzale Michelangelo, foi lindo ver a cidade de cima e o pôr-do-sol por lá!

Catedral Santa Maria del Fiore, na Itália
Basílica Santa Maria del Fiore – Acervo Pessoal

Nessa noite, passamos no mercado e jantamos no hotel mesmo um lanchinho. Vale dizer que Florença é uma cidade caríssima, então se prepare para o susto!

Piazzale Michelangelo, em Florença, na Itália
Piazzale Michelangelo – Acervo Pessoal

PARTE III DO ROTEIRO PELA ITÁLIA – PRAIA – La Spezia & Cinque Terre

Dia 6 -Saída de Florença, Pisa, Lucca e La Spezia

Acordamos com calma, tomamos café e ainda deu tempo de dar mais uma explorada por Florença (de manhã é bem mais tranquilo!) antes de seguirmos para La Spezia.

No caminho, passamos por mais 2 cidades bem legais: Pisa e Lucca.

Pisa

Em Pisa, mais um imprevisto (parece que São Pedro estava nos testando). Estacionamos próximo a entrada do local onde fica a famosa Torre de Pisa e fomos passear por lá para, claro, tirarmos fotos com a Torre. Acontece que outro temporal resolveu aparecer, esse mais maluco do que o de Montalcino: granizo! Mas não eram granizos pequenos, eram pedras de 5 cm hahahaha. Sorte que tínhamos um guarda-chuva excelente que compramos em Roma e ele salvou nossas cabecinhas, mas as pedras de gelo eram tão grandes que, mesmo assim, tivemos que nos abrigar numa cobertura.

Passado o caos, voltamos para o carro e seguimos para Lucca. Deu tempo de registrar a famosa pose na Torre de Pisa (e as nuvens que anunciavam o caos hahahaha).

Torre de Pisa, Itália
Torre de Pisa – Acervo Pessoal

Lucca

Lucca é uma cidadezinha bem fofa, toda murada. Essa muralha muito bem preservada dá todo um chame para a cidade. Vale super a pena caminhar pela cidade, observar as casas e torres, além, é claro, de conhecer a Piazza dell’Anfiteatro, que foi onde paramos para almoçar um lanchão de respeito kkkk (não encontrei imagens).

La Spezia

Saímos de Lucca e fomos em direção a La Spezia, onossa cidade base para explorar Cinque terre. Como ficaríamos alguns dias por lá para explorar as terres, pegamos um AirBnB com frigobar e cafeteira, assim daria para economizar um pouco nas refeições (kkkk brasileiro gastando em euro é complicado). O AirBnB em questão foi a Casa Chicca 3, bem próximo da estação de trem. Gostamos bastante do custo-benefício da hospedagem, a localização era excelente!

Estacionamos o carro um pouco longe, mas como não viajamos com malas grandes, apenas mala de bordo (um dia falo melhor sobre isso), foi bem tranquilo caminhar com elas para a hospedagem.

Jantamos no centro da cidade uma pizza gostosinha, tomamos um chopp, um gelato e partimos para descansar.

Dia 7 – La Spezia e Cinque Terre

No dia seguinte, acordamos cedo para comprar o passe de trem e explorar Cinque Terre, mas outro imprevisto (sério, o que estava acontecendo? rs): estava rolando uma greve e não tinha trens disponíveis! Optamos, então, por comprar o trajeto de barco para as terre, afinal não daria para perder um dia, certo?

Olha, aqui eu preciso ser honesta: não vale a pena ir de barco! Ele demora MUITO, é bem cheio e você precisa ficar esperando bastante para conseguir embarcar. Se tiver trem, opte por ele! Rápido, prático e a melhor opção para conhecer as Terre (lembre-se de sempre guardar seus bilhetes de trem).

Nesse primeiro dia, conhecemos Monterosso e Riomaggiore.

Riomaggiore e Monterosso al Mare

Riomaggiore é o primeiro vilarejo vindo de La Spezia. Casinhas coloridas empilhadas nas encostas e um pequeno porto encantam quem passa! Existe uma trilha que liga Riomaggiore a Manarola.

Seguimos para Monterosso al mare, o maior dos cinco vilarejos e o único com praia de areia rs, ideal para quem quer relaxar, nadar e curtir bares e restaurantes. Aproveitamos para almoçar por aqui e desfrutar de um Aperol Spritz.

Monterosso al Mare, uma das Cinqueterre, na Itália
Monterosso al Mare – Acervo Pessoal
Aperol Spritz em Monterosso al Mare
Aperol Spritz em Monterosso al Mare – Acervo Pessoal

Após a luta de esperar o barco para voltar para La Spezia, saímos para jantar e fomos descansar.

Dia 8 – La Spezia e Cinque Terre

Nesse dia, repetimos o café da manhã prático na hospedagem e seguimos para as Terre, dessa vez de trem (ufa!), o que nos deu mais liberdade e agilidade.

No segundo dia, conhecemos Vernazza, Corniglia e Manarola.

Vernazza, Corniglia e Manarola

Vernazza é considerada por muitos a mais bonita das Cinque Terre. Ela tem uma pequena praia, uma marina charmosa e uma torre medieval com vista panorâmica.

Corniglia é o único vilarejo que não tem acesso direto ao mar — fica no alto de um penhasco. Loucura, né? É mais tranquilo e menos turístico, com ruas estreitas e uma atmosfera autêntica.

Manarola foi a última que visitamos. É uma das mais fotogênicas, com casas vibrantes penduradas sobre rochas.

Cinque Terre
Beijinho no mirante – Acervo Pessoal

Voltando para La Spezia com mais tempo e mais agilidade (sério, trem é tudo rs), tiramos o fim da tarde/início da noite para explorar La Spezia, entrar em lojinhas, bater perna e jantar antes de voltar para o hotel e descansar para o próximo dia.

PARTE IV DO ROTEIRO PELA ITÁLIA – DE PARMA A VENEZA

Dia 9 – Saída de La Spezia, Parma e Verona

Acordamos, tomamos nosso econômico café e deixamos La Spezia e seguimos nosso roteiro pela Itália em direção a Verona, com uma parada.

Parma

Nossa parada foi na famosa Parma, onde exploramos a pé a cidade, as vitrines com queijos e os prosciuttos di Parma. Por aqui, você pode contratar passeios para conhecer a produção do Presunto de Parma ou do famoso queijo Parmigiano Reggiano. Na ocasião, apenas conhecemos a cidade, almoçamos uma deliciosa lasanha (e de entrada, claro que teve tábua de frios com os famosos parmesão e presunto de Parma).

Por fim, seguimos rumo a Verona. Eu não imaginava ainda, mas se tornaria uma das cidades que mais amei visitar!

Verona

Chegamos no B&B Bravo 18 (recomendo muito – uma hospedagem bem confortável, cama grande, banheiro espaçoso e comida deliciosa), deixamos as malas e fomos bater perna por Verona. Aí, meus amigos, eu me encantei! Verona tem características que agradam a todos: arte, história e cultura, bons restaurantes e lojas para comprinhas, além de ser muito bem cuidada e belíssima.

Fomos conhecer Piazza Brà, Piazza delle Erbe, Piazza dei Signori, Casa a Julieta (que estava fechada no horário que fomos, mas deu para olhar bem pelo portão), Via Mazzini, Ponte Pietra, Castel San Pietro, Castelvecchio, Ponte Scaligero (onde fizemos várias fotos) e a incrível Arena de verona.

Ponte Scaligero em Verona, na Itália
Ponte Scaligero – Acervo Pessoal

Muito antes de se tornar palco de óperas sob as estrelas, a Arena de Verona foi um anfiteatro romano construído no século I. Com capacidade original para cerca de 30 mil pessoas, é uma das estruturas antigas mais bem preservadas da Itália.

Roteiro pela Itália - Arena de Verona - Arquivo Pessoal Entre Destinos Viagens
Beijinho na frente da Arena de Verona – Acervo Pessoal

Para fechar o dia, paramos no Hard Rock Café de Verona (sim, estávamos necessitando de carne rs só estávamos comendo massa por dias) e foi uma experiência ótima! Hamburguer delicioso, bebidas refrescantes e vista para a Piazza Brà enquanto o Sol se despedia.

Hard rock cafe de Verona, na Itália
Hard Rock Cafe Verona – Acervo Pessoal

Voltamos caminhando para nossa hospedagem para descansarmos e recuperar a energia para o dia seguinte.

Dia 10 – Saída de Verona, passadinha em Sirmione (Lago de Garda) e Veneza

 Acordamos e encaramos um senhor café da manhã no B&B Bravo 18. Sério, que capricho! A antifriã era muito atenciosa e preparou tudo com muito carinho (e fartura).

Lago di Garda

Antes de seguirmos para Veneza, nosso último destino da Itália, decidimos voltar um pouquinho e conhecer Sirmione, onde fica o Lago de Garda. O lago é realmente encantador! Infelizmente, nesse dia muita coisa estava fechada, não conseguimos ver a região como deve ser, mas foi interessante e valeu o passeio.

 Lago di Garda, Itália
Lago di Garda – Sirmione – Acervo Pessoal

Vaporetto para Veneza

Seguimos em direção ao Aeroporto de Veneza Marco Polo, onde devolveríamos o carro que alugamos e pegaríamos um barco até Veneza, o tal do Vaporetto (Alilaguna). Foi tudo bem ok, conseguimos devolver o carro com certa rapidez e depois de nos perdermos um pouquinho no terminal náutico, conseguimos encontrar nosso barco rs. Ficamos no barco cerca de 30 minutos até checar em nosso ponto de desembarque, que era bem próximo a nossa hospedagem.

Vaporetto em Veneza, na Itália
Vaporetto – transporte para Veneza – Acervo Pessoal

Fomos direto passa nossa hospedagem (Ca’Falcao, não localizei mais o link). E aqui podem confiar em mim: quanto menos malas, melhor! Para Veneza (e na verdade, qualquer dia desse roteiro), recomendo tênis, dos mais confortáveis! Você vai andar MUITO e vai me agradecer por isso hahaha. Sou a favor do conforto, deixemos os lookinhos para segundo plano.

Como chegamos em Veneza a tarde, conseguimos explorar bastante e aproveitamos para passar no mercado e comprar comidinhas, já que pegamos uma hospedagem com cozinha.

Veneza é encantadora! Mal podia acreditar que aquela promessa do meu marido havia sido concretizada (hahaha lembram que comentei no começo?).

Veneza, Itália
Pelas ruas de Veneza – Acervo Pessoal

Dia 11 – Veneza – Veneza, Burano e Murano

Acordamos em nossa hospedagem e tomamos um super café da manhã feito por nós. Ter cozinha na hospedagem faz muita diferença, além de economizar bastante, é possível desacelerar um pouco e fazer as coisas com um pouco mais de calma. Na nossa, tinha até máquina de lavar, o que nos ajudou bastante a “reciclar” nossas roupas já usadas nesses 10 dias, já que, como disse anteriormente, temos nossa regrinha de só viajar com mala de bordo. O mais legal foi pendurar nossas roupas, incluindo cuecas e calcinhas, no varal do lado de fora da casinha hahaha bem italianos!

Preparamos um lanchinho para levar antes de sairmos rumo ao nosso primeiro compromisso do dia: Passeio para as ilhas de Murano e Burano. Esse passeio da GetYourGuide inclui o translado para as ilhas, guia e visita guiada à fábrica de vidro – o ponto de encontro foi em um dos píeres na Riva degli Schiavoni, mais ou menos 7 minutos a pé da Praça de São Marcos.

Murano

Em Murano, a visita à fábrica de vidro é a grande estrela! Vimos de perto (pertinho mesmo, dava pra sentir o calor do fogo) a arte milenar da fabricação artesanal — com mestres vidreiros moldando peças diante dos nossos olhos. É impressionante como o fogo e a técnica transformam areia em beleza – sério, é muito legal! Ao final da visita, podemos visitar a lojinha e fazer comprinhas. Eu achei a visita muito bacana e acho que vale o passeio, principalmente se você tem mais do que 2 dias em Veneza.

Murano, Itália
Produção de vidro – Murano – Acervo Pessoal

Burano

Em Burano, as casinhas coloridas são uma graça e o clima é encantador. A ilha tem uma energia leve, com ruas tranquilas e lojinhas de renda feitas à mão. Aproveitamos para tomar um gelato para refrescar, estava bem quente! Esse passeio achei um pouco mais sem graça, pois não tinha muito a fazer, mas achei que valeu pelo combo.

Burano, Itália
Burano – Acervo Pessoal

Voltando para Veneza, batemos mais perna por lá para explorar cada ponte e cada cantinho. Veneza é muito diferente, tem aquele clima romântico que buscávamos e, ao contrário do que me falaram, não fede, ou pelos menos não estava fedendo enquanto estive por lá hahahah.

Jantar na beira do canal

Para o fim do dia, já com o pôr-do-sol (que estava rolando por volta das 20h nessa época), resolvemos parar num restaurante na beira de um canal para jantar e tomar um drink. Escolha certeira! Durante o jantar, tivemos o presente de ouvir um músico de rua tocando na calçada músicas típicas. Nunca vou esquecer esse fim de dia. Nossa escolha: massa com frutos do mar e o querido Aperol Spritz para acompanhar. Nesse dia, tivemos o atendimento de um rapaz TÃO simpático e gentil, além de muito classudo. Ficamos encantados (já que durante toda nossa estadia pela Itália, poucas pessoas foram tão receptivas assim).

Partimos então para nossa casinha descansar.

Dia 12 – Veneza – Basílica de São Marcos, Gôndola, Ponte Rialto, Mercado Rialto e Ponte dos Suspiros

Nesse dia, fomos bater perna por Veneza (haja perna) e fizemos 2 passeios pagos: A visita à Basília de São Marcos e o passeio de gôndola.

Passeio de gôndola

Compramos o passeio de gôndola pelo caminho, pois saímos bem cedo da hospedagem e conseguimos pegar a cidade mais vazia pela manhã. A experiência foi bem legal. Não acho esse passeio obrigatório, mas se você tiver vontade (e euros disponíveis), vale a pena! O passeio custa em torno de 100 euros – ai meu coração – mas era nossa “lua de mel”, né gente? Merecíamos uns clichês românticos hahahaha.

Gôndola em Veneza, Itália
Gôndola – Acervo Pessoal

Basílica de São Marcos

Para a Basílica de São Marcos, reservamos com antecedência pela GetYourGuide nesse link – Vale dizer que uma boa parte da Basílica é gratuita, mas alguns detalhes e locais você só pode fazer com ingresso, além de entrar com guia e sem filas – isso aqui salva para atrações concorridas.

O museu no andar superior, que oferece uma vista linda da Piazza San Marco, é incrível e rende fotos lindas – essa parte você só consegue fazer com o ingresso!

Visitar a Basílica de São Marcos, em Veneza, é como entrar num livro de arte bizantina. O interior dourado, coberto por mosaicos que brilham com a luz natural, é simplesmente hipnotizante. Durante meu passeio, fiquei impressionada com a Pala D’Oro, uma obra feita de ouro e pedras preciosas que parece flutuar no altar.

Ah, importante: vá com roupas que cubram ombros e joelhos, por respeito às regras religiosas.

Basílica de São Marcos em Veneza
Basílica de São Marcos – Acervo Pessoal
Praça São Marcos em Veneza
Vista de cima da Basílica de São Marcos para a Praça São Marcos – Acervo Pessoal

Mais caminhada por Veneza

Após a Basílica, fomos dar um role pela região. Passamos pela Ponte Rialto, Mercado Rialto, Ponte dos Suspiros e muito mais.

A Ponte Rialto é a mais antiga e famosa ponte sobre o Grande Canal, construída entre 1588 e 1591. Com seu arco elegante e lojas embutidas, ela conecta os distritos de San Marco e San Polo. É um dos melhores pontos para fotos e para sentir o movimento da cidade.

Logo após atravessar a ponte, você encontra o Mercado Rialto, vibrante e colorido, com frutas, verduras, peixes frescos e especiarias. É uma verdadeira imersão na vida cotidiana dos venezianos — e existe desde 1097!

Passamos também pela Ponte dos Suspiros, bonita de ver, mas com uma triste história. Essa ponte branca e fechada liga o Palácio Ducal às antigas prisões. Dizem que os prisioneiros suspiravam ao ver Veneza pela última vez através de suas janelas.

Por fim, depois de muito bater perna, decidimos voltar para a casinha que estávamos para fazer uma jantinha e beber um dos vinhos que havíamos comprado durante a viagem.

Dia 13 – Saída de Veneza

Depois de dias intensos e encantadores em Veneza, estávamos prontos para dizer um “até logo” para a Itália e partir para nossa próxima aventura – França.

Embora ainda estivéssemos na metade de nossa viagem completa, a Itália já começou a deixar saudade!

Tomamos um café tranquilo na casinha, caminhamos até a estação de onde sairia nosso ônibus para o aeroporto de Treviso. De lá, seguiríamos para Toulouse, no sul da França, que irei detalhar melhor em outro momento.

Maiores acertos do nosso roteiro pela Itália:

  1. Época: viajamos no período da primavera e evitamos assim as ondas de calor terríveis da Europa;
  2. Roteiro pela Itália caprichado e personalizado: sabíamos que gastaríamos bastante com o aluguel do carro, mas para um roteiro assim seria muito importante (eu tenho um serviço de criação de roteiros personalizados, quer personalizar para seu jeitinho e suas necessidades seu roteiro pela Itália?: saiba mais aqui);
  3. Roteiro variado – Conseguimos incluir diversas regiões diferentes em nosso roteiro, podendo conhecer a Itália com experiências diversas;
  4. Ter estudado sobre as leis de trânsito da Itália antes de alugar o carro;
  5. Viajar apenas com mala de bordo: facilitou demais nossos deslocamentos. Com esse tipo de roteiro pela Itália, com bastante deslocamento e mudança de cidade base, ficou muito mais fácil;
  6. Hospedagem com cozinha e máquina de lavar em Veneza: dessa forma, conseguimos economizar com restaurantes e ainda “reciclar” nossas roupas já usadas nesses dias, já que tínhamos mais dias pela frente.

O que eu ajustaria:

  1. Mais dias em Roma – Apenas 2 dias inteiros em Roma não foram suficientes para explorar tudo o que a cidade tem a oferecer, por isso, recomendo pelo menos 3 dias inteiros!
  2.  Teria reservado o passeio na fábrica de Parmigiano Reggiano e de Prosciutto di Parma, em Parma;
  3. Barco para Cinque Terre – Embora aqui não tenha sido por nossa culpa, isso atrapalhou um pouco nosso dia;

Considerações finais

Espero que tenha curtido nosso roteiro pela Itália e que ele possa te inspirar a programar a sua. De fato, são muitos lugares incríveis e encantadores para conhecer. Do museu a céu aberto em Roma e os vilarejos encantadores da Toscana, até as águas cristalinas de Cinque Terre e o romantismo da região do Veneto. Sem dúvidas, a Itália nos deixou lembranças inesquecíveis!

Me contem nos comentários se ficou alguma dúvida sobre a viagem e se querem a continuação dele bem detalhada para os dias na França e em Londres.


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Comentários

2 respostas a “Roteiro pela Itália: de Roma a Veneza em 13 dias”

  1. Que delíciaaaa esse projeto novo!! Animada pra acompanhar de pertinho. Pronta pro próximo post!

  2. […] Viagem pela Itália: roteiro de 13 dias entre Roma e Veneza […]

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